A desadministração do Rio de Janeiro tem nome: chama-se Marcelo Crivella

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Como prefeito, Crivella se revelou um completo idiota

Pedro do Coutto

Não bastasse o vendaval de corrupção que açoitou o estado do Rio de Janeiro, a cidade atravessa um tempo de completa desadministração. O episódio das prioridades absurdas que teve cenário no Palácio da Cidade é um detalhe a mais, bastante substancial, que deu margem a uma formulação de impeachment por parte do vereador Atila Nunes, e de um requerimento para instalação de uma CPI, apresentado pela vereadora Tereza Bergher.

O prefeito que está marcando sua passagem pela cidade por uma ausência administrativa praticamente total, resolveu estabelecer uma escala de prioridades para operações de catarata. Estranha preferência esta que se restringe àqueles fieis da Igreja Universal. Foi assim que o próprio prefeito Crivella afirmou a um grupo de pastores, inclusive frisando a eles que encaminhassem os escolhidos pelo privilégio a Dona Márcia, que catalogaria os atendimentos.

TAMBÉM VARIZES – Prioridades também, fixou Crivella, para operações de varizes. Além disso, projetou o mesmo caminho para colocação de pontos de ônibus perto das igrejas. Não parou por aí. Acenou também com maior rapidez para que os templos no Rio obtivessem isenção total do IPTU.

Por falar em IPTU, no momento em que o aumento foi fixado, a vereadora Tereza Bergher, então Secretária de Assistência Social exonerou-se do cargo, voltando à Câmara para votar contra o projeto. A majoração do IPTU teve grande dimensão e em muitos casos pesou fortemente para os inquilinos e tornou os proprietários uma espécie de inquilinos da prefeitura.

PREFEITO AUSENTE – Falei em desadministração, com base na ausência do prefeito da cidade. Viaja constantemente ao exterior, como fez no carnaval deste ano, dizendo que sua ida a Alemanha foi para articular o fornecimento de informações técnicas para o combate ao crime e, portanto, para que o sistema estadual pudesse combater o crime de forma mais direta e intensiva.

A justificativa não convenceu a ninguém. Basta dizer que a questão segurança é de responsabilidade do estado e não da prefeitura. Além disso, entidades alemães revelaram não ter conhecimento da ideia imaginada pelo prefeito.

O Rio, antes governado por homens como Carlos Lacerda, Negrão de Lima e Chagas Freitas, perdeu muito com o tempo que separa o ontem do dia de hoje.

CIDADE MARAVILHOSA – Vale lembrar que nos anos 60, 65 e 70 era o Estado da Guanabara. Em 75 Chagas Freitas tornou-se governador do atual estado do Rio de Janeiro, mas concentrou suas ações na cidade, que ainda era maravilhosa.

Agora, além dos privilégios e da omissão, nos deparamos com uma desordem urbana que intoxica a cidade e sua população. Não que caiba ao prefeito combater a violência e o crime organizado, mas cabe a ele pelo menos buscar uma ponte de entendimento com o governador Luiz Fernando Pezão para tentar enfrentar a situação.

Falei em Pezão, que é uma figura decorativa no Rio de Janeiro. Um homem que atrasou durante 30 meses o pagamento dos salários dos servidores estaduais, perdeu qualquer peso capaz de influir nos rumos da administração pública. Aliás, ele foi vice governador de Sérgio Cabral, eleito e reeleito. Espécie de um tipo de maldição contra cariocas e fluminenses. Mas esta é outra questão.

O essencial, agora, está no destino do impeachment apresentado por Atila Nunes, e da CPI levantada por Tereza Bergher, que assinou também o pedido de impeachment contra o prefeito.

TUDO GRAVADO – A reunião de Crivella com os pastores no Palácio da Cidade foi filmada e gravada. Tornou-se dessa forma um registro inapagável do cenário e do elenco da convergência.

De um lado o prefeito, que também é pastor. De outro lado os pastores recebendo tarefas especiais fora das filas de atendimento. O acesso à saúde é um direito universal a todos os habitantes do Rio. A Igreja Universal representa apenas uma parcela da população carioca.

As prioridades de Crivella são a prova de sua desadministração.

9 thoughts on “A desadministração do Rio de Janeiro tem nome: chama-se Marcelo Crivella

  1. Fora de mim querer fazer defesa do lamentável prefeito mas, Átila Nunes, deputado que sempre esteve e continua estando ao lado e em defesa de Sergio Cabral e de Picciani, inclusive votando em plenário pela absolvição deste enquanto se diz defensor do consumidor pedir impetchmant do péssimo prefeito é de uma enorme canalhice. Como dizia o Jô Soares…tira o tubo. Esse tipo de gente, falo de ambos, se jogar no lixo ainda poluem e contaminam o lixo verdadeiro.

  2. Caro Vicente, disseste tudo, os pastores da universal, não se dizem milagreiros, basta, cooperar com a “caixinha ou caixão” que o milagre acontece!??. Misturar politicagem com religião, só pode dar nisso, corrupção dos Deveres dos agentes públicos de carreira ou politica. “corrupção não é só financeira, mas todos os atos e ações que ferem a moral, ética e dignidade”, e Crivella, se enquadra em todas, comercializando religião com politicagem. O Bispo Macedo, fundador da Universal, coitado está pobre, vivendo em barraco nos EUA ou está bilionário, vivendo em mansão, conquista da contribuição do humilde trabalhador, que se deixa enganar, com a “promessa do Céu”. Usar o nome de Deus e de Jesus, para enriquecer, é pecado capital.

  3. O Município do Rio de Janeiro precisa de gestores humildes, idôneos, honestos, boa reputação e engajado em cuidar dos espaço urbano, seus bens materiais e imateriais, prevenção e ocupação do espaço público, educação de cidadania e ensino básico, respeito ao próximo e mobilidade urbana.

    Religião cada um tem a sua e devemos respeitar a todas, o que se apresenta é o uso da religião pra obtenção de vantagens de apenas um grupo, isso é lamentável.

  4. Não vi tudo isso que estão falando para impeachment do prefeito. Vejo,sim, derrotados políticos querendo se vingar e, unidos com a Rede Globo que sempre fez e faz campanha contra, unidos com pt, psol, quem diria, mas é o inimigo comum .O prefeito falou em mutirão de 15 mil cirurgias, ora reportagens afirmam uma fila de 10 mil, logo sobrariam,ainda, 5 mil! Onde se furaria fila,se vai sobrar cirurgia? E quanto a beneficiar templos,ora se ele discriminar algum outro credo na condição de prefeito, não trazendo alguma benfeitoria devida aí,sim, é discriminação. Não se pode discriminar por ser diferente, tampouco por ser igual, afinal também são parte da sociedade.

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