Procuradoria investiga irmãos Marinho por usarem empresas de fachada na Globo

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Charge do Nico (Arquivo Google)

Carlos Newton

Sem dúvida, o Brasil mudou e como todos são iguais perante a lei, até os controladores da poderosa Rede Globo de Televisão – Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto Marinho – poderão responder a inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal, caso a Procuradoria-Geral da República encontre indícios de prática de falsidade ideológica e de subtração de informação e documentos em pedidos de transferência de controle acionário de suas emissoras de televisão, feitos ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e depois ao presidente Michel Temer.

Nesse sentido, segundo o site da Suprema Corte, a Seção de Processos Criminais Originários, atendendo a despacho do ministro Marco Aurélio Mello, encaminhou em março à Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, uma denúncia protocolada e acompanhada de farta documentação e na qual se pede a anulação dos decretos presidenciais que aprovaram a transferência do controle da antiga TV Globo Ltda. para a Globopar – Globo Comunicação e Participações S/A, abrangendo os canais do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Brasília.

EMPRESA DE FACHADA – Nesse processo foram juntadas informações de diversos blogs e documentos oficiais, afiançando que os três herdeiros de Roberto Marinho teriam usado uma empresa sem atividade específica, com capital de apenas R$ 1.000,00, criada no ano 2000, em São Paulo, de nome 296 Participações S/A e que, a partir de 2005, com o nome de Cardeiros Participações S/A, passou a ostentar um capital de cerca de R$ 7 bilhões.

Caso comprovada essa simulação de negócio, com a interveniência de empresa de fachada, os citados empresários poderão responder pela omissão (em documento público ou particular) de declaração que dele devia constar ou inserção de declaração falsa ou diversa  da que deveria ser escrita (pena de 5 anos). Em caso de supressão de documento em benefício próprio, a pena será de 6 anos.

TEMER APROVOU – A investigação está sendo feita pela Procuradoria porque o presidente Temer, que assinou o decreto de 24 de junho de 2016, em favor da família Marinho, teria deixado de praticar ato de ofício ao não indeferir o pedido. Assim, o decreto aprovado teria apresentado vício de forma e conteúdo e teria falhado por não ter atentado para a ilegal utilização de empresas só existentes no papel como controladoras de relevante serviço público.

Não tivemos acesso ao conteúdo da investigação que segue sob sigilo. Ao que tudo indica, foram usadas pela Procuradoria denúncias publicadas aqui na Tribuna da Internet e em outros blogs independentes, porque a chamada grande mídia tem um comportamento mafioso e não costuma publicar matérias que apontem irregularidades nas maiores empresas de comunicação do país. Ou seja, a imprensa tem o direito de criticar, porém não aceita críticas.

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P.S.
Podem ter certeza de que nenhuma das maiores e até temidas empresas de comunicação do país nos brindará com um “furo” de reportagem como este. (C.N.)

Alckmin e Bolsonaro trocam acusações, abrindo o primeiro round da campanha

Alckmin comparou Bolsonaro ao PT, mas poupou Ciro

Silvia Amorim
O Globo

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, comparou nesta quarta-feira seu principal adversário eleitoral no momento, o deputado Jair Bolsonaro (PSL), ao PT e disse que ambos são “a mesma coisa, uma coisa atrasada”. A declaração foi feita em sabatina realizada pelo portal UOL, o SBT e o jornal Folha de S.Paulo na capital paulista. A outro oponente, Ciro Gomes (PDT), o tucano fez elogios. Entre Bolsonaro e Ciro, a campanha tucana tem preferência por enfrentar o pedetista num eventual segundo turno.

“O Bolsonaro e o PT são a mesma coisa. É corporativismo puro. Não tem interesse coletivo, é defesa de corporação” — disse Alckmin, quando provocado a comentar a superioridade de Bolsonaro nas pesquisas em São Paulo. “Ele voltou igual ao PT em todas as pautas econômicas”, disse, lembrando Bolsonaro ter votado no Congresso, nos anos 1990, contra medidas de implantação do Plano Real.

REAÇÃO – A resposta de Bolsonaro não demorou, e veio no terreno onde ele se sente mais à vontade, as redes sociais. Em seu perfil no Twitter, o pré-candidato do PSL disparou acusações contra o partido de Alckmin.

Bolsonaro se referia às denúncias de compra de votos no Câmara dos Deputados para aprovação da emenda constitucional que passou a permitir a reeleição, em 1997.

Com sua capacidade de crescer rapidamente nas pesquisas sob desconfiança até de alguns aliados, Alckmin vem abandonando nos últimos dias a postura de “jogar parado”. Ele não demorou a rebater Bolsonaro, também pelo Twitter: “Bolsonaro se irritou quando revelei que vota com o PT em pautas econômicas há décadas, inclusive contra o Plano Real. Em resposta, fugiu do assunto. Fez acusações irresponsáveis ao meu partido, de forma grosseira”.

REVIRAVOLTA – Ainda na sabatina, Alckmin reafirmou a confiança em uma reviravolta eleitoral quando a campanha começar em agosto. Hoje ele ocupa a quinta colocação entre os presidenciáveis. Nesse contexto, ele voltou a falar do adversário prioritário.

“Vamos crescer e crescer forte. Não tenha a menor dúvida. Essa coisa do Bolsonaro… Quem anda para trás é caranguejo. O Brasil não vai regredir. O sofrimento foi muito grande com esse período populista” – frisou.

Mesmo sem declarar preferência por quem enfrentar num eventual segundo turno, Alckmin demonstrou na entrevista simpatia por uma disputa com Ciro. Ele elogiou as gestões do pré-candidato como prefeito de Fortaleza e governador do Ceará e disse que o pedetista tem “espírito público”.

DISCORDÂNCIAS— “O Ciro foi do PSDB, um bom prefeito de Fortaleza, governador do Ceará e ministro pelo PSDB. Depois ele acabou trilhando outro rumo”. disse. “Tenho discordâncias conceituais com o Ciro, mas acho que ele tem espírito público. Não é um corporativista”.

A campanha de Alckmin acredita que, na reta final da eleição presidencial, Ciro e ele serão as alternativas mais viáveis na eventual ausência de um candidato do PT.

O tucano voltou a dizer nesta quarta-feira que o lançamento do ex-ministro Henrique Meirelles como presidenciável pelo MDB esfria as conversas sobre uma aliança no primeiro turno com o PSDB. Alckmin se recusou a dar uma nota ao governo do presidente Michel Temer na sabatina, mas disse que o peemedebista é um tipo de “intruso” na Presidência. “A legitimidade das urnas é muito forte. Evidente que faltou (legitimidade a Temer). Eu fui governador sem voto e com voto. E olha que não teve impeachment. É diferente. Quando você não tem voto, você é meio intruso”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Entre tapas e beijos, a disputa presidencial começou. Daqui para frente, o clima é de vale tudo e Bolsonaro será o principal alvo, por estar nas frentes das pesquisas. (C.N.)  

Milagre na prisão! Lula se alfabetizou e escreveu uma longa carta sem erros…

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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Deu em O Tempo

Preso em Curitiba (PR), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta para ser lida, nesta quarta-feira (23) aos prefeitos e vereadores que participam da XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada na capital federal. A leitura dividiu parte do público do evento. Enquanto alguns prefeitos e vereadores aplaudiram o conteúdo do documento e se manifestaram pela libertação do petista, outros se retiraram do local e gritaram palavras de ordem a favor da Operação Lava Jato.

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que organiza o encontro, abriu espaço para que todos os pré-candidatos à Presidência participassem da marcha desde terça-feira, e estendeu a mesma oportunidade ao petista, que enviou a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, para ler o documento em seu lugar.

MEDO DAS URNAS – No documento, Lula diz que o PT sabe acatar os resultados eleitorais e, por isso, pedem que seus adversários não tenham medo de enfrentá-lo nas urnas. “Vocês são prefeitos eleitos, e tem que ser respeitados por isso. Então, seria importante meus adversários também assumirem isso, deixem o povo decidir quem será o próximo presidente do Brasil. Se alguém quer ser presidente, que me derrote no voto. Meus adversários tem 3 anos de Jornal Nacional falando mal de mim de dianteira, não tem porque terem medo das urnas. O PT sabe acatar resultado eleitoral. O Brasil precisa resolver seus rumos de forma democrática”, diz a carta.

O petista também voltou a reafirmar sua inocência e disse que quer ser presidente de novo para unir o País. Ele argumentou que não irá “olhar para trás” e nem dividirá o País entre “paneleiros ou petistas”.

“Eu fui o presidente de todos os brasileiros. E não quero ser presidente de novo para olhar para trás e dividir o país em paneleiros ou petistas. Eu quero fazer o que eu fiz quando fui presidente: cuidar do Brasil, de todos os brasileiros, com um olhar de mais carinho para os que precisam mais. Porque quando os que precisam mais melhoram de vida toda a sociedade sobe com eles”, complementou.

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LEIA A CARTA DE LULA, NA ÍNTEGRA

“Meus caros amigos prefeitos e prefeitas que vieram até Brasília para mais uma Marcha, uma das datas mais importantes do calendário político nacional, e que quando eu fui presidente da República, sempre fiz questão de prestigiar.

A marcha é importante porque não se pode governar o Brasil sentado em um palácio em Brasília. O Brasil é muito grande, muito diverso. O presidente precisa dialogar com o povo, com as autoridades locais, ver os problemas de perto e não só os problemas, mas também conhecer as soluções de perto. As vezes quem está no governo federal acha que os prefeitos vem só trazer problemas, quando na realidade muitas vezes o que eles trazem são soluções.

E a Marcha é, como diz o ditado, se Maomé não vai a montanha, a Marcha é quando a montanha dos prefeitos vem até Brasília para dialogar e cobrar, porque cobrar é parte da democracia.

JOGAR CACHORROS – Eu gosto sempre de lembrar que antes de mim houve um governo que chegou a jogar cachorros contra a Marcha dos Prefeitos. Uma coisa absurda. Nós fizemos diferente. O nosso governo montou uma sala de atendimento permanente aos prefeitos, para orientá-los e escutá-los. E atendemos a todos, independente de partido, independente de gostarem do Lula ou não, de gostarem do PT ou não, porque o prefeito não representa um partido ou parte da sua cidade. Ele representa todo o povo e é no município onde as pessoas vivem. Tem uma música de campanha antiga do PT que eu gosto muito que diz que uma cidade pode parecer pequena perto de um país, mas é na cidade que a gente começa a ser feliz.

Se houve um passado triste onde os seus antecessores prefeitos eram recebidos com cachorros pelo governo federal, hoje tenho que lamentar não poder estar com vocês por causa de uma sentença mentirosa, que me condenou por ‘atos de ofício indeterminados’. Agora, para fins políticos, podem difamar gestores sem provas e condená-los sem dizer porque o estão condenando. Isso não deveria preocupar apenas um partido ou outro, mas a todos que prezam pela democracia e pela justiça.

CANDIDATURA – Eu sou candidato a presidente porque não cometi crime nenhum. Eu sou candidato porque tenho honra e agi com responsabilidade, ética e correção nos meus oito anos de presidente da República. Eu sou candidato porque assumi o Brasil em uma situação difícil e saí do mandato com o melhor momento do país em sua história. Eu sou candidato para melhorar a vida do povo. E o que fiz uma vez como presidente eu sei que posso fazer novamente. Com a experiência que tive falo com tranquilidade que posso fazer um governo ainda melhor do que aqueles que eu já fiz.

Eu sou candidato porque na democracia quem decide os governantes é o povo. Vocês são prefeitos eleitos, e tem que ser respeitados por isso. Então, seria importante meus adversários também assumirem isso, deixem o povo decidir quem será o próximo presidente do Brasil. Se alguém quer ser presidente, que me derrotem no voto. Meus adversários tem 3 anos de Jornal Nacional falando mal de mim de dianteira, não tem porque terem medo das urnas. O PT sabe acatar resultado eleitoral. O Brasil precisa resolver seus rumos de forma democrática.

EU FIZ – E eu não preciso dizer como os outros candidatos “eu acho, eu penso”. Eu posso dizer “eu fiz”. Eu posso dizer “vocês viram o que aconteceu”. Meu compromisso com a democracia é real. Eu tinha aprovação alta mas não fiz emenda de reeleição. Enviamos recursos e trabalhamos junto com todas as prefeituras. Criamos projetos em parceria com os prefeitos. O cadastro do Bolsa Família, por exemplo, é feito pelas prefeituras.

As cidades tiveram obras do Minha Casa Minha Vida, obras do PAC. Receberam campus de universidades no interior, antes tinha só nas capitais. Institutos Federais de ensino. Foram abertos editais com recursos para inúmeros projetos das prefeituras nas mais diversas áreas. O Fundo de Participação dos Municípios teve cada vez mais recursos.

Eu fui o presidente de todos os brasileiros. E não quero ser presidente de novo para olhar para trás e dividir o país em paneleiros ou petistas. Eu quero fazer o que eu fiz quando fui presidente: cuidar do Brasil, de todos os brasileiros, com um olhar de mais carinho para os que precisam mais. Porque quando os que precisam mais melhoram de vida toda a sociedade sobe com eles. O comércio vende mais, a indústria produz mais, a prefeitura arrecada mais. E quando o país se perde em conflito, e tem um governo sem legitimidade, como estamos vendo agora, todos perdem.

MAIS PROJETOS – Quem foi prefeito quando eu fui presidente sabe: no fim do meu governo tinha muito menos gente vindo bater na porta da casa de vocês porque estava com fome, porque não tinha emprego. E tinha muito mais projeto do governo federal com as prefeituras.

Então esse é meu compromisso com vocês: restabelecer a democracia, o diálogo nesse país. Um governo para todos. Um governo de inclusão, comprometido em cuidar dos mais pobres e retomar o crescimento da economia, das oportunidades. Um governo comprometido com a educação e a construção de um futuro melhor para o Brasil. Um governo com a consciência que um país melhor não se faz com um governo federal isolado em um palácio em Brasília, mas junto com toda a sociedade, empresários e trabalhadores, governadores e prefeitos, que estão ali, na linha de frente, batalhando por um futuro melhor para os habitantes da sua cidade. Um governo que não ouça só o mercado financeiro de São Paulo e a Rede Globo no Rio de Janeiro, mas que ouça toda a sociedade de todo o Brasil.

E vocês sabem que eu posso fazer e que eu sei como fazer. Porque eu já fiz. E vou fazer de novo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Depois que o frei Leonardo Boff esteve na cadeia, houve um milagre! Lula passou a ser livros obsessivamente, especialmente obras de elevação espiritual, embora os carcereiros, sempre maledicentes, tenham informado que ele assiste televisão o tempo todo. O mais interessante são as cartas, que Lula escreve quase diariamente. Mostram que ele já aprendeu bastante neste mês e meio de prisão. Seus textos estão brilhantes, escorreitos e com estilo. Antes, Lula se orgulhava de jamais ter lido um livro. Agora, é um amante das Letras e precisa ser indicado para a Academia, que é uma eleição mais fácil de vencer, porque são apenas 39 votos. Além disso, preso pode concorrer normalmente. (C.N.)  

A desilusão do poeta, ao constatar que a natureza agora é morta…

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Além de poeta, Ventura é um excelente showman

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O publicitário, ator, jornalista e poeta carioca Jorge Ventura, no poema “Emoldurados”, inspirou-se em telas da natureza morta.

EMOLDURADOS
Jorge Ventura

a laranja cortada à faca
sobre a mesa (gomos e gumes)
não exala mais o cheiro das manhãs

móveis da sala cozinha e quarto
abrigam tardes e noites imóveis
como cestas de nozes e avelãs

restam flores palavras secas
migalhas rostos tristes
expectativas inanimadas

afora o sol pela porta pintada a óleo
o  silêncio dos olhos e a certeza
de que a natureza agora é morta

Ministros do Supremo fingem não perceber que Gilmar Mendes desatinou

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Gilmar acaba de inventar a ‘Teoria da Distância do Fato’ 

Carlos Newton

É uma situação inusitada, bizarra e esdrúxula. De uns tempos para cá, porém, o Supremo Tribunal Federal parece estar vivendo uma nova versão de “O Alienista”, que ninguém sabe se é um conto ou uma novela de Machado de Assis. Nelson Rodrigues já nos ensinou que toda unanimidade é burra, então é normal que alguns ministros tomem decisões estranhas, fora do padrão, como a antecipada soltura do goleiro Bruno, que mandou matar a ex-amante e o corpo dela foi atirado aos cães para servir de repasto.

Há muitas outras decisões teratológicas, como a libertação de um homicida que matou o sócio e escondeu o corpo. Mas nada se compara ao comportamento do ministro Gilmar Mendes, que tem feito libertação em série de criminosos envolvidos em corrupção, inclusive réus confessos.

RESPEITO ÀS LEIS – Nunca houve nada igual no Supremo. Data maxima venia, é claro que os ministros merecem respeito e consideração, apesar de nem todos demonstrarem ter as condições necessárias – notório saber, reputação ilibada, além de respeito total às leis.

Aliás, não se pode falar em estrito respeito às leis no STF, se pelo menos três ministros insistem em descumprir o artigo 145 do Código de Processo Civil, que determina a suspeição de magistrado que for “amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados”.

Por óbvio, Dias Tofolli e Ricardo Lewandowski jamais poderiam julgar um amigo como José Dirceu. Da mesma forma, como Gilmar Mendes poderia se declarar apto a julgar o amigo Michel Temer e até proferir o voto de Minerva que evitou a cassação dele? São atos que desmoralizam a Justiça, não há dúvida.

O ALIENISTA – E se um ministro do Supremo se comportar como o médico Simão Bacamarte e adotar um comportamento patológico, como parece acontecer com Gilmar Mendes? Ninguém percebe que ele está soltando criminosos sob argumentos absurdos, como a curiosa “Teoria da Distância do Fato”, algo inexistente em Direito e que Gilmar Mendes acaba de inventar, pois os crimes estão prescritos ou não, na forma da lei não há meios termos nem distância do fato.

Na semana passada, depois de ter soltado Milton Lyra, operador de propinas do MDB no Senado, o surpreendente ministro libertar mais quatro réus que fraudaram fundos de pensão, todos eles sob a proteção da distância do fato.

“Os supostos crimes são graves, não apenas em abstrato, mas em concreto, tendo em vista as circunstâncias de sua execução. Muito embora graves, esses fatos são consideravelmente distantes no tempo da decretação da prisão”, afirmou Gilmar Mendes. Ou seja, considerou “distantes no tempo” crimes graves ocorridos de 2013 a 2017. E ninguém notou nada de estranho nas decisões?

MAIS LIBERTAÇÕES – Nesta quarta-feira, Gilmar Mendes seguiu na mesma balada, soltando Hudson Braga, que foi secretário de Obras do então governador Sérgio Cabral e usou empresas criadas em seu nome e de parentes para receber dinheiro por meio de contratos simulados de prestação de serviços.

No embalo, libertou também Carlos Miranda, o principal operador da corrupção governo do Rio de Janeiro. Desta vez, o argumento do ministro foi de que não havia “prova da existência do crime e indício suficiente de autoria”. Mas como um magistrado pode declarar que não há crime e autoria quando se trata de réu confesso, que é o caso de Carlos Miranda?

No Supremo ninguém ainda percebeu que o ministro desatinou? Até quando essas insanidades vão continuar acontecendo? Ele vai seguir fabricando leis e doutrinas aos magotes?

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P.S.
Ah, Francelino Pereira! Que saudade de você e do Renato Russo, que se foram antes que a gente conseguisse entender que país é esse… (C.N.)

Delúbio Soares é condenado de novo e será preso hoje, por ordem do juiz Moro

Delúbio não se emendou e vai puxar cadeia de novo

Deu no G1 PR, Curitiba

O juiz federal Sérgio Moro determinou nesta quarta-feira (23) a prisão do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, condenado por lavagem de dinheiro em um processo da Operação Lava Jato, em 2017.  A defesa de Delúbio teve o último recurso negado em segunda instância nesta quarta pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). O G1 tenta contato com os defensores.

Os advogados apelaram com embargos de declaração depois que Delúbio teve a condenação confirmada e a pena aumentada de cinco para seis anos pelos desembargadores do tribunal, em Porto Alegre, em março deste ano.

BUMLAI E SCHAHIN – Essa ação penal é um desdobramento do processo que condenou o pecuarista José Carlos Bumlai e dirigentes do Banco Schahin, por empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões concedidos pelo Banco Schahin a Bumlai.

Conforme os desembargadores, metade do valor foi repassada para a empresa Betin e a outra parte, para a Remar Agenciamento e Assessoria, que repassou quase tudo o que recebeu à empresa Expresso Nova Santo André, com o destinatário final sendo Ronan Maria Pinto, dono do Diário do Grande ABC.

TRANSAÇÕES – De acordo com a sentença, todas essas transações que envolvem os réus deste processo seriam fraudulentas e teriam por objetivo disfarçar o destino do dinheiro. Nos autos, não há investigação sobre a motivação do PT para entregar os valores a Ronan, que foi condenado a 5 anos.

Porém, o Ministério Público Federal (MPF) levantou a hipótese de uma suposta extorsão praticada por Ronan contra o PT, o que não foi esclarecido e não era o foco da denúncia, relativa ao crime de lavagem de dinheiro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Na época do mensalão, Delúbio Soares fez piada, disse que era uma piada de salão. Mas se enganou e virou Piada do Ano, porque foi condenado e cumpriu cadeia. Saiu, montou uma “consultoria” em Goiânia e começou a ganhar dinheiro fazendo tráfico de influência em prefeituras e governos do PT. Agora, sabe que não é mais piada de salão e vai cumprir pena, desta vez como “reincidente específico”, condição que tira muitas regalias do preso. E o dinheiro que ganhou ilegalmente será gasto com os advogados. (C.N.)

Justiça, Governo e Congresso estão desmoralizados, na visão de Ciro Gomes

Ciro Gomes

Ciro Gomes fez um pronunciamento incisivo em Brasília

Deu no Estadão

O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, defendeu nesta terça-feira, 22, que há uma “invasão intolerável” entre os poderes no Brasil e que é preciso “colocar um fim” nesta prática. Segundo ele, o Ministério Público e o Judiciário querem governar “no lugar de todo mundo” e é necessário “deslocar” o eixo do poder político no País para o controle dos políticos eleitos pelo povo.

“Hoje o Congresso Nacional é desmoralizado, o poder federal, desmoralizado, a autoridade política, desmoralizada. Há uma invasão absolutamente intolerável, a que tem de ser posto um fim, de atribuições democráticas por poderes que não são votados. O Ministério Público quer governar no lugar de todo mundo. O Judiciário quer governar no lugar de todo mundo”, disse ao discursar na XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em Brasília.

SEM TETO DE GASTOS – Em seguida, Ciro defendeu que o Brasil precisa “se livrar” da medida que impôs um teto para os gastos públicos, a emenda constitucional 95, aprovada pelo governo Michel Temer. Diante de uma plateia formada por vereadores e prefeitos, Ciro pediu ajuda dos prefeitos para uma mobilização contra os “poderosos” que implantaram essa medida.

“O Brasil precisa se livrar da tal emenda 95, e isso não se fará sem uma ampla mobilização. O baronato quer tabelar todos os gastos para deixar livre os gastos com juros e rolagem de dívida pública”, afirmou antes de explicar que isso não significa que esteja defendendo o déficit das contas públicas.

“Eu não tenho um dia de déficit na minha longa vida pública, entretanto, no caso brasileiro, produzimos uma norma que não há precedente no mundo. Todas as necessidades dramáticas estão limitadas a 25% da execução orçamentária”, argumentou.

EIXO DO PODER – “Só implementaremos essas medidas se conseguirmos deslocar o eixo do poder político para a verdadeira circunstância democrática que são os políticos eleitos pelo povo. O que está errado no Brasil está errado por interesse dos poderosos. Nós precisamos restaurar a autoridade moral do político brasileiro”, disse Giro Gomes.

Ciro Gomes disse também que o nome do MDB para disputar a sucessão de Michel Temer, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, qualifica o debate eleitoral, mas praticamente jogou fora sua biografia “tendo que suportar uma agenda antipovo, antipobre e antinacional imposta de por seus chefes”.

“‘Eu eleito’ é a certeza de revogação dessa agenda. Por exemplo, será revogada a entrega do petróleo do pré-sal aos estrangeiros. Será revogada toda e qualquer tentativa de internacionalização da Embraer. Será proposta a revogação e substituída por uma nova regra mais moderna e minimamente séria essa selvageria que eles deram o nome de reforma trabalhista”, afirmou.

PROTEGER O TRABALHO – “Uma reforma da legislação laboral com a diretriz de proteger o trabalho. Não temos que ter medo de reformar. Na reforma que eu tenho, mulher grávida não pode ser locada em ambiente insalubre. O trabalho intermitente é outro. Há 380 mil brasileiros que perderam o emprego e estão recontratados por trabalho temporário ganhando menos do que o salário mínimo e tendo que tirar do bolso o dinheiro que não têm para pagar a contribuição previdenciária.”

O pré-candidato do PDT afirmou que a oposição “não permitirá” que o presidente Michel Temer seja escondido das campanhas de Meirelles e do pré-candidato do PSDB, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin. Ele também falou do pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro, classificado por ele como “candidato a ditador”.

PROJETO NACIONAL – O pré-candidato explicou também que vai propor um novo projeto nacional de desenvolvimento, com começo, meio e fim. “Nos seis primeiros meses, vou precisar que as reuniões com prefeitos sejam quinzenais. Pretendo propor um novo projeto nacional de desenvolvimento que vai começar por enfrentar três gravíssimas obstáculos: o explosivo endividamento das famílias, a dependência de importados e o colapso fiscal por conta da emenda constitucional 95”, disse.

Ciro também foi aplaudido quando disse que irá propor a criação de um tributo sobre heranças e doações, que será “partilhado com Estados e municípios”. Além disso, ele defendeu um imposto transitório sobre operações financeiras superiores a R$ 3 mil por mês. Segundo ele, com uma alíquota de 0,38% sobre essas transações, a União poderia arrecadar em torno de R$ 70 bilhões.

COMBUSTÍVEIS – Em coletiva de imprensa, o pré-candidato do PDT também foi questionado sobre a questão do preço da gasolina. Afirmou que a Petrobras vem praticando um “controle de preços às avessas contra o povo brasileiro” privilegiando o câmbio e o mercado internacional.

“Se a Petrobras produz petróleo, não podemos cotar o barril de petróleo na composição do preço do combustível a Roterdã, eu tenho que cotar quando custa o barril de petróleo para a Petrobras”, disse o ex-ministro. Segundo Ciro, o preço deve ser baseado no custo da estatal, acrescido da remuneração do imobilizado e de lucro em linha com competidores do mesmo porte.

Meirelles é corajoso e será o candidato do “Tem que manter isso, viu?”

Henrique Meirelles e Michel Temer

Para Meirelles, ser apoiado por Temer é muito negativo

Bernardo Mello Franco
O Globo

Henrique Meirelles sempre sonhou em se aventurar numa corrida presidencial. Não imaginou que receberia um carro batido, com os pneus furados e na última posição do grid. O primeiro desafio do ex-ministro é conseguir dar a largada. Seus maiores adversários estão no próprio MDB. Figurões do partido, como Renan Calheiros, prometem fazer de tudo para impedi-lo de entrar na pista.

A sigla não lança candidato ao Planalto há 24 anos. Sua especialidade é outra: eleger parlamentares e vender apoio ao governo, seja quem for o presidente.

SABOTAGEM – Se sobreviver à convenção partidária, em julho, Meirelles passará a enfrentar a sabotagem interna. Em 1989, o ex-PMDB abandonou Ulysses Guimarães à própria sorte. Em 1994, repetiu a dose com Orestes Quércia. Os dois tiveram desempenho de nanicos, com menos de 5% dos votos.

As perspectivas deste ano não parecem muito melhores. Apesar da superexposição na Fazenda, Meirelles não passa de 1% nas pesquisas. Está empatado com rivais que não correm o risco de ser reconhecidos na rua, como João Amoêdo e Paulo Rabello de Castro.

RECONHECIMENTO – O ex-ministro queria chegar a 2018 num cenário bem diferente. Esperava ser reconhecido como o homem que tirou a economia do buraco. Agora a recuperação empacou, e o país volta a enfrentar a disparada do dólar e do preço dos combustíveis.

Meirelles ainda terá que carregar a impopularidade alheia. Segundo o Datafolha, 86% dos brasileiros rejeitam votar em alguém apoiado por Michel Temer. O presidente virou um espantalho de votos. Nem o Papa seria capaz de vencer como o candidato do “Tem que manter isso, viu?”.

O ex-ministro sabe disso, mas ainda não pode abandonar o ex-chefe. Ontem ele declarou que Temer será “um cabo eleitoral positivo”, e que a palavra “coragem” é a melhor definição do governo que está aí. Precisará de mais coragem ainda para repetir isso na campanha.

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O ideal de Maquiavel é um Príncipe que não precisa prestar satisfações aos súditos. Hoje, quando governantes se calam é sinal de que não estão sendo pressionados a se manifestar. E esta pressão só pode ser exercida pela imprensa” — Alberto Dines (1932-2018).

Gilmar (ele, sempre ele) manda soltar ex-secretário e um operador de Cabral

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Gilmar Mendes parece ter prazer em soltar criminosos 

André de Souza
O Globo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar nesta quarta-feira Hudson Braga, que ocupou o cargo de secretário de Obras durante a gestão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, e Carlos Miranda, acusado de ser o principal operador do político. Os dois foram presos em novembro de 2016, durante a Operação Calicute, desdobramento da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro, por determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio.

Carlos Miranda realizou um acordo de delação premiada, já homologado por outro ministro do STF, Dias Toffoli. Segundo as investigações, Braga usou empresas criadas em seu nome e em nome de parentes para receber dinheiro por meio de contratos simulados de prestação de serviços.

RESTRIÇÕES – Gilmar impôs algumas restrições aos dois. Eles não poderão manter contato com os demais investigados por qualquer meio. Também estão proibidos de deixar o país, tendo que entregar o passaporte em até 48 horas. E ficarão em recolhimento domiciliar à noite e nos fins de semana.

Em junho do ano passado, Gilmar havia negado liminares aos dois. Agora, ao analisar com mais profundidade os casos, aceitou o pedido.

Em setembro, Bretas condenou Braga a 27 anos de prisão. Nesse mesmo processo, Cabral teve pena de 45 anos.

FORA DA LEI – Na avaliação de Gilmar, a prisão preventiva de Braga não atende aos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP), segundo o qual a medida “poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria”.

Em outra decisão, de terça-feira, o ministro mandou soltar o empresário Arthur Pinheiro Machado, também preso na Lava-Jato do Rio. Ele é apontado como operador e criador da Nova Bolsa, projeto para criar uma nova bolsa de valores no país, que recebeu aportes financeiros do Postalis e do Serpros, os fundos de pensão dos funcionários dos Correios e da Serpro (a empresa pública de tecnologia da informação).

SUSPEIÇÃO – O Ministério Público Federal (MPF) já entrou com dois pedidos de suspeição no STF, para que Gilmar Mendes seja declarado impedido de atuar na relatoria dos processos das Operações Ponto Final, que apura o pagamento de propinas de empresários do setor de transporte a políticos do Rio, e da Eficiência, a mesma que apontou a ocultação de dinheiro de Cabral no exterior. Os pedidos ainda não entraram em pauta no Supremo.

A decisão mais polêmica do ministro envolveu a soltura do empresário de ônibus Jacob Barata Filho, na Operação Ponto Final. No dia 1º de dezembro, o ministro mandou libertá-lo pela terceira vez. Na última vez, Gilmar revogou dois mandados de prisão — um na Operação Ponto Final, outro, na Cadeia Velha. O MPF pediu a suspeição de Gilmar porque ele é padrinho de casamento da filha de Barata. Além disso, Jacob Barata Filho integra os quadros da sociedade Autoviação Metropolitana Ltda., ao lado, entre outros sócios, da FF Agropecuária e Empreendimentos S/A, administrada por Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, cunhado de Gilmar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Caramba, é uma perversidade o que fazem com Gilmar Mendes. Está cada vez evidente que o dedicado ministro está com problemas psiquiátricos e ninguém se interessa, não arranjam um médico para tratá-lo, não chamam a ambulância, nada, nada. É óbvio que Gilmar Mendes não está bem, mas ninguém toma uma providência. É um homem completamente abandonado, parece não ter família nem amigos. Ninguém se interessa pela saúde dele. Chega a ser comovente. (C.N.)

 

Tribunal Superior Eleitoral mantém Agnelo Queiroz inelegível por 8 anos  

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Agnelo Queiroz está respondendo a outros processos

José Carlos Werneck

O Tribunal Superior Eleitoral manteve nesta quarta-feira a decisão de tornar o ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz inelegível por oito anos. Ele foi condenado por abuso de poder político e “conduta vedada a agente público” durante o mandato. Os ministros do TSE, também, mantiveram a multa de R$ 106.410 a Agnelo Queiroz e ao vice-governador Tadeu Filippelli, por “reconhecimento da conduta vedada praticada por ambos”.

O processo julgado é referente ao uso da página da Agência Brasília e de redes sociais para publicar pelo menos 461 notícias positivas ao governo de ambos, durante o período pré-eleitoral de três meses antes das eleições, no qual é vedada qualquer modalidade de publicidade institucional, exceto a divulgação de produtos e serviços no mercado e para alertar sobre casos de grave e urgente necessidade pública, com prévia autorização judicial.

EMBARGOS – A decisão do TSE analisou embargos de declaração apresentados pela defesa, contra sentença proferida em dezembro do ano passado, e foram rejeitados por decisão unânime dos integrantes do tribunal .

Filippelli não foi condenado à inelegibilidade porque a Corte rejeitou a acusação de abuso por parte dele, aplicando somente a multa prevista por conduta vedada em lei.

Prisão de Azeredo é ruim para o PT, ao mostrar que não há perseguição política

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Merval Pereira
O Globo

No início da tarde, o ex-governador de Minas Eduardo Azeredo entrou em contato para avisar que iria se apresentar à polícia ainda hoje à tarde. “Apenas não o fiz antes porque fui consultar meu cardiologista. Afinal, não tem sequer 24 horas, ao contrário do Lula, que teve três dias e comício.”

A condenação e a decretação da prisão de Eduardo Azeredo eram inevitáveis. Com isso, o PT perde o mote de campanha política muito forte, que era dizer que Lula é perseguido e só petistas são presos. Agora foi para a cadeia um ex-governador e ex-presidente do PSDB. A prisão encerra um processo muito longo, mas reafirma que a justiça é para todos e não há escolha de partidos políticos para as punições devidas.

Eduardo Azeredo enfim se entrega à Polícia Civil e é levado à delegacia

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Deu em O Tempo

O ex-governador Eduardo Azeredo já está sob os cuidados da Polícia Civil de Minas Gerais. O seu advogado Castellar Guimarães Neto fez um acordo para a entrega do político, que já está na 1ª Delegacia de Polícia Civil Sul, na rua Carangola, na região Centro-Sul.

O tucano era aguardado no local desde essa terça-feira (22), após ter sido condenado por peculato e lavagem de dinheiro no caso que ficou conhecido como Mensalão Mineiro.

A tendência é que ele fique no Batalhão do Corpo de Bombeiros de Contagem. Ele não deve ficar sozinho na cela. O seu companheiro deve ser um cabo.

MANDADO – A Polícia Civil recebeu o mandado de prisão de Azeredo ainda ontem, após esgotadas as possibilidades de recurso relativos à condenação de 20 anos e um mês de cadeia no Mensalão Mineiro.

Por unanimidade, desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais rejeitaram os embargos declaratórios, que eram a última possibilidade de recurso de Eduardo Azeredo.

A PRISÃO

O ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB) deverá ficar preso em unidade militar de Belo Horizonte, preferencialmente do Corpo de Bombeiros, em vez uma das unidades do sistema prisional.

Além disso, o tucano não precisará usar os uniformes vermelhos característicos da Secretaria de Administração Prisional e será dispensado do uso de algemas. A decisão é do juiz Luiz Carlos Rezende e Santos.

No ofício, o magistrado afirma que Azeredo possui status de ex-governador de Estado e que tem prerrogativa de se manter em uma unidade especial, além de reclamar segurança individualizada.

SEM UNIFORME – O juiz determina ainda que Azeredo poderá levar suas próprias roupas, vestuário para banho e cama “mínimos para sua dignidade”. O uso de algemas só pode ser feito devidamente justificado em “situações excepcionalíssimas”.

A opção por uma unidade dos bombeiros é justificada pelo menos fluxo de pessoas, “o que notadamente permitirá maior segurança ao sentenciado”, diz o juiz.

Além do mais, o governo deverá disponibilizar agentes penitenciários para acompanhar o ex-governador no cárcere.

Juiz proíbe algema e manda Azeredo ser detido em batalhão dos Bombeiros

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Juiz afirma que Azeredo precisa manter a dignidade

Lucas Ragazzi

O ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB) deverá ficar preso em unidade militar de Belo Horizonte, preferencialmente do Corpo de Bombeiros, em vez uma das unidades do sistema prisional. Além disso, o tucano não precisará usar os uniformes vermelhos característicos da Secretaria de Administração Prisional e será dispensado do uso de algemas. A decisão é do juiz Luiz Carlos Rezende e Santos.

No ofício, o magistrado afirma que Azeredo possui status de ex-governador de Estado e que tem prerrogativa de se manter em uma unidade especial, além de reclamar segurança individualizada.

SITUAÇÃO INÉDITA – “É fato notório que as unidades penitenciárias mineiras passam por problemas de toda sorte, sendo que na região metropolitana, as masculinas encontram-se com centenas de pessoas (e em alguns casos milhares) em cumprimento de pena”, afirma o juiz, ressaltando ser a prisão de um ex-chefe de Estado situação inédita em Minas Gerais, com “repercussão econômica e administrativa em face do cargo que ocupou”.

O juiz determina ainda que Azeredo poderá levar suas própriaS roupas, vestuário para banho e cama “mínimos para sua dignidade”. O uso de algemas só pode ser feito devidamente justificado em “situações excepcionalíssimas”.

A opção por uma unidade dos bombeiros é justificada pelo menos fluxo de pessoas, “o que notadamente permitirá maior segurança ao sentenciado”, diz o juiz. Além do mais, o governo deverá disponibilizar agentes penitenciários para acompanhar o ex-governador no cárcere.

Juiz Moro exige que Mantega explique sua conta (não declarada) no exterior

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Mantega não declarou à Receita ter uma conta na Suíça

Dimitrius Dantas
O Globo

O juiz Sergio Moro pediu que a defesa do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega preste informações sobre uma conta mantida por ele no exterior. A existência da conta, não declarada à Receita Federal, foi admitida pelos advogados de Guido no ano passado.

O ex-ministro foi alvo de um mandado de prisão em 2016 dentro de um hospital, onde sua mulher, a piscanalista Eliane Berger, realizaria uma cirurgia. Por razões humanitárias, o juiz Sergio Moro revogou o pedido. Eliane morreu, vítima de câncer, em novembro do ano passado.

LAVA JATO – Neste processo, o ex-ministro é investigado pelo suposto recebimento de vantagens indevidas referentes à construção de duas plataformas da Petrobras após depoimento de Eike Batista. Eike afirmou que Mantega teria cobrado um pagamento de R$ 5 milhões ao PT. Guido Mantega não foi denunciado nenhuma vez na Lava-Jato (é réu em uma ação na Operação Zelotes).

Em petição feita há um ano ao juiz Sergio Moro, o advogado de Guido Mantega afirmou que, para demonstrar a transparência do ex-ministro em relação às investigações, Mantega abriria mão de todo e qualquer sigilo bancário, financeiro e fiscal, incluindo uma conta na Suíça aberta antes de assumir o cargo de Ministro da Fazenda, de acordo com seu advogado.

HERANÇA DO PAI – A conta, no Banco Picktet, recebeu um único depósito no valor de US$ 600 mil, segundo a defesa de Mantega, como parte de pagamento pela venda de imóvel herdado de seu pai.

“Aproveita, outrossim, para esclarecer que não espera perdão nem clemência pelo erro que cometeu ao não declarar valores no exterior, mas reitera que jamais solicitou, pediu ou recebeu vantagem de qualquer natureza como contrapartida ao exercício da função pública, conforme poderá inclusive confirmar o extrato da conta, documento que o peticionário se compromete a apresentar tão logo o obtenha da instituição financeira”, afirmou Fábio Tofic Simantob, que defende Mantega na Lava-Jato.

No último dia 7, o juiz Sergio Moro intimou Mantega para esclarecer se, um ano depois, já obteve a documentação relativa à conta no exterior e do negócio que teria originado o aludido crédito. O prazo final para que o ex-ministro apresente seus esclarecimentos termina no dia 4 de junho.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A matéria tem um equívoco. A mulher de Mantega não estava sendo operada, mas apenas submetida a uma endoscopia, por gastrite, segundo a própria filha do ex-ministro, Marina Mantega.  (C.N.)

Acordo com Costa Neto pode dar mais musculatura à campanha de Bolsonaro

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Costa Neto foi denunciado pela própria mulher

Bruno Boghossian
Folha

Abrigado em um partido nanico, Jair Bolsonaro (PSL) aceitou jogar com as cartas da política tradicional. O líder da corrida ao Planalto intensificou seus contatos com o PR do ex-deputado Valdemar Costa Neto em busca de musculatura partidária e tempo de TV para tornar sua candidatura mais competitiva. Bolsonaro garante que não se sentou para negociar com o chefão do PR, condenado no mensalão por receber dinheiro para apoiar o governo Lula. Mas dois emissários do presidenciável do PSL estiveram com Valdemar Costa Neto na última semana para discutir uma possível aliança.

O acordo seduz o grupo do ex-capitão porque elevaria sua candidatura a um novo patamar, graças ao espaço do PR na televisão. Bolsonaro, nesse caso, pode ser convencido a amenizar seu discurso estridente contra a classe política e a corrupção.

MEU NOME É JAIR – Em um PSL mirrado, o presidenciável teria oito segundos em cada bloco da propaganda eleitoral — menos do que o folclórico Enéas teve na campanha de 1989. O PR pode catapultar esse tempo para 52 segundos. Bolsonaro ficaria atrás de boa parte de seus adversários, mas conseguiria chamar a atenção de mais eleitores.

Embora a aproximação esteja em fase inicial, as conversas ultrapassaram as bases do PR e chegaram à cúpula da legenda. Há poucos meses, o namoro se restringia à ala do partido ligada à bancada da bala.

Segundo dirigentes, Valdemar Costa Neto ainda resiste a preencher a vaga de vice de Bolsonaro com o senador Magno Malta (PR-ES), mas já enxerga benefícios em uma aliança mais discreta.

PEGANDO CARONA – Costa Neto acredita que a sigla pode pegar carona na popularidade do ex-capitão para eleger deputados e ampliar sua bancada na Câmara de 41 para 50.

Em 1994, Valdemar enterrou a candidatura de Flávio Rocha ao Planalto no meio da campanha para apoiar Fernando Henrique Cardoso. Quatro anos depois, irritado com a falta de cargos no governo, aliou-se a Ciro Gomes. Derrotado, voltou à base de FHC, mas rompeu de novo em 2002 para indicar o vice de Lula, José Alencar. O dono do PR é pragmático.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Quero acreditar que há um equívoco na matéria e Bolsonaro teria um tempo um pouco maior. Salvo engano, parte do tempo é dividida entre todos os candidatos à Presidência e há um acréscimo referente ao número de parlamentares que cada partido elegeu no último pleito, há quatro anos. Mas posso estar enganado. Quanto a Costa Neto, além de ser preso no mensalão, teve seu enriquecimento ilícito denunciado pela própria mulher. (C.N.)

Eduardo Azeredo já é considerado “foragido da Justiça” pela Polícia de Minas

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A Polícia mineira já saiu à procura do ex-governador

Ana Luiza Faria
O Tempo

O ex-governador Eduardo Azeredo já é considerado foragido, segundo o delegado Carlos Capistrano, chefe da Superintendência de Investigação e Polícia Judiciária. Ele explicou que a Polícia Civil não está conseguindo contato com os advogados de Azeredo e, por isso, ele é considerado foragido. Equipes passaram a noite na porta da casa do ex-governador e em outros pontos em que ele poderia ser localizado.

“Nós estamos trabalhando com as duas situações. Nós temos policiais civis em vários pontos da cidade onde ele pode ser localizado para cumprimento do mandado, mas também trabalhamos com hipótese de os advogados dele restabelecerem o contato para uma apresentação espontânea. Então, o que será o que acontecer primeiro para efetivar a prisão”, afirma o delegado Carlos Capistrano, acrescentando, no entanto, que desde a noite dessa segunda-feira não há conexão direta com os advogados de Azeredo.

NA DELEGACIA – A expectativa é que Eduardo Azeredo se apresente na 1ª Delegacia da Polícia Civil, no bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O ex-governador é aguardado no local desde essa quarta-feira, após ter sido condenado por peculato e lavagem de dinheiro no caso que ficou conhecido como Mensalão Mineiro.

O ex-governador deixou sua casa no meio da tarde desta quarta, ainda quando transcorria o julgamento de seu recurso no Tribunal de Justiça.

A Polícia Civil recebeu o mandado de prisão de Azeredo ainda nessa quarta, após esgotadas as possibilidades de recurso relativos à condenação de 20 anos e um mês de cadeia no Mensalão Mineiro.

HABEAS CORPUS – Por unanimidade, desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais rejeitaram os embargos declaratórios, que eram a última possibilidade de recurso de Eduardo Azeredo.

Foi ventilada a possibilidade de que Azeredo só se entregará depois da decisão sobre habeas corpus apresentado pela defesa ao Superior Tribunal de Justiça.

Polícia esperava que Azeredo se entregasse até as 22 horas desta terça-feira

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Eduardo Azeredo saiu de casa à tarde e não voltou

Lucas Ragazzi e Luiz Fernando Motta
O Tempo

Eduardo Azeredo era esperado na 1ª Delegacia da Polícia Civil na noite dessa terça-feira, mas a entrega não aconteceu e deve ficar para esta quarta-feira. Em coletiva, o delegado Aloisio Fagundes informou que não houve acordo e que a polícia não trabalha com a ideia de prender Azeredo na casa dele, no bairro Serra, região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Nesta terça, a Polícia Civil recebeu o mandado de prisão expedido pela Justiça, após esgotadas as possibilidades de recurso relativos à condenação de 20 anos e um mês de cadeia no mensalão mineiro.

NO MEIO DA TARDE – O ex-governador deixou sua residência no meio da tarde, ainda quando transcorria o julgamento de seu recurso no Tribunal.

Mais cedo, os agentes faziam diligências para cumprir o mandado. Mas a polícia não tinha permissão para entrar na residência dele após as 18h.

Por unanimidade, desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais rejeitaram nesta terça os embargos declaratórios, última possibilidade de recursos de Eduardo Azeredo. O ex-governador aguarda decisão sobre habeas corpus apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), contra sua condenação de 20 anos e um mês de cadeia no mensalão mineiro.

No Tribunal de Justiça, todos os cinco magistrados da Turma decidiram manter a condenação pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, por envolvimento no mensalão tucano.

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NOTA DA REDAÇÃO BLOG
O ex-governador já deveria ter sido declarado foragido da Justiça, pois a condenação dele é pública e notória. E como é muito frouxo, vai chorar na cadeia igual ao Geddel Vieira Lima. (C.N.)

Governadores pedem que Lula indique o vice para rodar país em nome dele

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Governador Camilo Santana quer apoiar Ciro Gomes

Sérgio Roxo
O Globo

Os governadores do PT pretendem discutir hoje, em reunião com a presidente do partido, a senadora Gleisi Hoffmann, a necessidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar um vice para compor a chapa e começar a percorrer o país falando em nome de Lula. A proposta seria uma forma de sepultar as especulações de que chefes dos Executivos estaduais defendem uma adesão à candidatura de Ciro Gomes (PDT).

Lula cumpre, desde o início de abril, pena de 12 anos e um mês de prisão em Curitiba. O ex-presidente foi condenado em segunda instância, no caso do tríplex do Guarujá, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o que, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, o impede de ser candidato.

APOIO A CIRO – Gleisi convocou a reunião depois que o governador do Ceará, Camilo Santana, declarou publicamente que o melhor caminho seria apoiar Ciro na eleição de outubro. O partido tem cinco governadores (Acre, Bahia, Ceará, Minas Gerais e Piauí), mas nem todos devem participar do encontro de hoje.

Caso a proposta seja aceita, caberia a Lula escolher o seu vice. Os cotados para o posto são o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-ministro Celso Amorim. Neste momento, a escolha do vice não estaria atrelada necessariamente à substituição de Lula na urna.

“Os governadores tem interesse nesse debate” — afirma o governador do Acre, Tião Viana.

HADDAD FAZ CAMPANHA – Favorito neste momento para substituir Lula na cabeça de chapa se a Justiça Eleitoral confirmar a impugnação do petista, Haddad já está rondando o país. Na sexta-feira, esteve no Acre. Nesta semana irá ao Recife, onde se encontrará com governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e à Paraíba, para falar com Ricardo Coutinho (PSB). Também está prevista uma visita ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

O objetivo oficial das conversas é buscar programas implantados nesses estados que possam ser replicados a nível nacional. Mas Haddad, que é coordenador do programa de governo de Lula, também tem sido um dos encarregados pelo ex-presidente para manter o diálogo com políticos de partidos que possam se tornar aliados. O PT ainda tenta viabilizar uma aliança com o PSB.

No próximo domingo, o partido deverá fazer atos em todas as cidades do país onde possui representação para reafirmar a candidatura de Lula. O plano é apresentar o registro no dia 15 de agosto e permitir que ele apareça como candidato no horário eleitoral, mesmo que continue preso. A expectativa é que a Justiça Eleitoral demore pelo menos, um mês para decidir a impugnação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGÉ claro que a estratégia do PT é confusa e tende a causar confusão. O partido precisa existir na ausência de Lula, mas não tem nenhuma liderança que possa comandá-lo. Parece uma facção criminosa que tem de ser comandada da cadeia, mas acontece que Lula não tem celular lá na PF. (C.N.)

“Lava Jato revelou sórdidas tramas criminosas”, diz Mello ao julgar Meurer

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Ao votar, Mello fez um resumo da Lava Jato

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um discurso contundente sobre o combate à corrupção, a partir da revelação de crimes descobertos na Operação Lava Jato. O ministro falou antes de começar a votar no caso do deputado Nelson Meurer (PP-PR), réu do primeiro julgamento de ação penal da Lava Jato na Suprema Corte, em análise nesta terça-feira, 22, na Segunda Turma do STF.

“A Lava Jato revela um dos episódios mais vergonhosos da história política do País. Vejo políticos que desconhecem a República e ultrajam suas instituições. Estamos a julgar protagonistas de sórdidas tramas criminosas”, disse Mello.

QUADRILHA NACIONAL – O ministro destacou os aspectos do que chamou de “organização criminosa de estrutura nacional”, que envolveu os crimes cometidos no âmbito da administração da Petrobras. Para o decano, os fatos investigados pela Lava Jato constituem episódios criminosos que compõem “vasto painel ousado de assalto e captura do Estado e de suas instituições”. Mello ainda afirmou que os elementos resultantes da operação expõem um grupo de “delinquentes” que degradou a atividade política, transformando-a em “plataforma de atividades criminosas”.

Mello, assim como o ministro Edson Fachin, que votou antes para condenar Meurer, ressaltou que as acusações do Ministério Público Federal no âmbito da Lava Jato não estão buscando incriminar a atividade política, mas “punir” os políticos que não se mostraram capazes de exercer o mandato com “integridade, dignidade e interesse público”.

Relator da Operação Lava Jato no STF, Fachin votou pela condenação do parlamentar. Para o ministro, as provas coletadas ao longo da investigação mostraram que Meurer cometeu 31 vezes o crime de corrupção passiva e oito vezes o de lavagem de dinheiro.

PROVAS ROBUSTAS – Em um longo voto, Fachin apontou protagonismo de Meurer na condução de questões partidárias e ressaltou que o conjunto de provas coletado é “robusto”, incluindo cópias de bilhetes aéreos, registros de reservas, extratos telefônicos e informações coletadas a partir da quebra do sigilo bancário.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), teriam sido feitos pelo menos 161 repasses ao PP e ao deputado, que totalizaram R$ 357,9 milhões, entre 2006 e 2014, em esquema envolvendo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. Fachin, no entanto, discordou parcialmente da PGR ao não encontrar evidências de delitos em todos os fatos narrados na denúncia.