Alckmin quer tirar votos de Bolsonaro, derrotá-lo e enfrentar o PT no segundo turno

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Charge do Veronezi (veronezi.zip.net)

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

Candidato do PSDB à Presidência da República, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin divulgou ontem em suas páginas nas redes sociais um vídeo no qual rejeita a possibilidade de aliança com o PT ou com o deputado Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno. Na gravação, Alckmin se refere a ambos como “radicais”.

“Minha aliança é com você. PT e Bolsonaro são dois radicais. O Brasil não precisa de radicalismo, mas de equilíbrio e bom senso Vou governar com você e para você”, disse o candidato tucano no vídeo.

APOIO DO CENTRÃO – Alckmin também defendeu novamente, no mesmo vídeo, a aliança com os partidos do Centrão, motivo pelo qual tem recebido críticas. “Somente com essa força podemos fazer as reformas que o Brasil precisa”. A mensagem foi divulgada após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dizer em entrevista à rádio Jovem Pan na quarta-feira que não descarta uma aliança entre PT e PSDB para enfrentar Bolsonaro, caso ele passe para a próxima fase da disputa presidencial. “Espero que o PSDB vá para o segundo turno e acho que o PT espera a mesma coisa, mas, dependendo das circunstâncias, eu não teria nenhuma objeção a isso”, disse FHC

A declaração contrariou a cúpula da campanha de Alckmin e, segundo aliados, motivou a mensagem. Assessores do tucano, porém, dizem que o vídeo já estava gravado e não foi uma resposta ao ex-presidente.

SEGUNDO TURNO – Entre os estrategistas do ex-governador, a avaliação é de que o PT tem uma vaga assegurada no segundo turno da eleição presidencial. Até lá, o principal adversário é Bolsonaro. Pelo plano traçado na campanha tucana, Alckmin será preservado das críticas mais pesadas ao candidato do PSL. As “denúncias” contra Bolsonaro serão feitas em parte das 12 inserções diárias do partido no horário eleitoral de rádio e TV.

O ex-governador ainda não promoveu eventos públicos de campanha e vai fazer no sábado sua primeira viagem oficial, ao Pará. Ele desembarca em Itaituba e de lá vai de carro até Rurópolis e Santarém pela rodovia BR-163. A ideia é aproveitar a viagem para fazer vídeos de campanha mostrando os problemas de infraestrutura da região. Pelo roteiro, Alckmin deve seguir de Santarém para Mato Grosso do Sul, mas esse trecho ainda não foi confirmado.

NO NORDESTE – Na semana que vem, o candidato tucano vai concentrar sua campanha no Nordeste, onde Alckmin apresenta os piores índices de intenção de voto.

Depois disso, a campanha também planeja fazer uma caravana pelo interior de São Paulo junto com o ex-prefeito de São Paulo João Doria, candidato ao governo pelo PSDB. Há também previsão de um evento a ser realizado em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista. A cidade foi berço do PT, mas hoje é governada pelo tucano Orlando Morando. 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGNote-se que há duas vertentes. A estratégia do PSDB, exposta claramente por FHC, é se unir ao PT no segundo turno, para derrotar Bolsonaro. Mas Alckmin tem outra estratégia. Acha que o PT é que vai ao segundo turno, por isso Alckmin quer enfrentar e vencer Bolsonaro logo no primeiro turno. É claro que não vai dar certo. (C.N.)

Com volta de antigos aliados, Marina Silva recupera sua bandeira ambiental

Charge do Geuvar (Arquivo Google)

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

Candidata à Presidência da República pela terceira vez, a ex-ministra Marina Silva (Rede) se reaproximou neste ano de antigos aliados do movimento ambientalista que estiveram ao seu lado nas eleições de 2010, mas se distanciaram em 2014. Segundo lideranças do setor, Marina voltou a colocar em primeiro plano bandeiras ambientais que foram coadjuvantes na campanha de quatro anos atrás, quando presidenciável teve de substituir Eduardo Campos (PSB), morto num acidente aéreo, na reta final da disputa.

“Em 2014 não houve uma aproximação ampla do movimento com Marina devido ao contexto conturbado da eleição. Esse ano, a identidade dela com o movimento está muito maior”, disse o ambientalista Mário Mantovani, diretor da ONG S.O.S. Mata Atlântica.

CONTRA CIRO – A aproximação ganhou impulso após o candidato do PDT, Ciro Gomes, escolher como vice em sua chapa a senadora Kátia Abreu (TO), que foi presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), enquanto o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin chamou para o cargo a senadora Ana Amélia (PP-RS), que é ligada ao agronegócio.

Mantovani afirmou que entre as bandeiras ambientais que ganharam destaque nas falas de Marina neste ano está o combate à chamada “Lei do Veneno” – como é conhecida entre ambientalistas o Projeto de Lei 6299/02, que trata de um pacote de mudanças na fiscalização e controle de agrotóxicos no Brasil.

O projeto, em tramitação na Câmara, garante autonomia ao Ministério da Agricultura para registrar novos agrotóxicos, tirando da Anvisa e do Ibama poder de veto sobre o tema.

ACORDO DE PARIS – A candidata da Rede também se comprometeu com as metas do Acordo de Paris estabelecido em 2015. O documento determina que os 195 países signatários se esforcem para conter o aquecimento global. A indicação do ex-deputado Eduardo Jorge (PV) como vice reforçou ainda mais os laços com os verdes e restabeleceu a aliança de Marina com seu antigo partido, com quem estava rompida desde 2011.

A coordenadora de campanha da Rede, Andrea Gouvea, afirmou que a aproximação é sobretudo programática. “Acolhemos várias propostas dos ambientalistas no programa de governo. Inclusive pautas bastante avançadas, como o desmatamento zero, que não era consenso nem entre nós, e a descarbonização da economia”, afirmou Andrea, numa referência à adoção de políticas para adoção de energia limpa e renovável. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Advogados “inventam” que o Comitê da ONU deu “liminar” pela candidatura de Lula

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Zanin pensa que o Brasil precisará obedecer à ONU

Mônica Bergamo
Folha

A defesa do ex-presidente Lula divulgou nota na manhã desta sexta-feira (dia 17) informando que o Comitê de Direitos Humanos da ONU acolheu um pedido de liminar para que Lula possa concorrer às eleições de 2018.

Segundo os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, o órgão “determinou ao Estado brasileiro que tome todas as medidas necessárias para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo o acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido político”.

CANDIDATURA – Afirmou também que é preciso “não impedir” que Lula “concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final”.

Como o Brasil é signatário de pactos internacionais, os advogados entendem que o estado precisa se submeter às decisões do comitê.

A defesa afirma ainda que a decisão reconhece que houve violação do Pacto de Direitos Civis da ONU “e a ocorrência de danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer nas eleições presidenciais ou de negar-lhe acesso irrestrito à imprensa ou a membros de sua coligação política durante a campanha”.

SEM OBSTÁCULOS – Eles entendem que, a partir de agora, “nenhum órgão do Estado brasileiro poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-presidente Lula possa concorrer nas eleições presidenciais de 2018 até a existência de decisão transitada em julgado em um processo justo” e que será “necessário franquear a ele acesso irrestrito à imprensa e aos membros de sua coligação durante a campanha”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A Veja divulga que a decisão do Comitê da ONU foi assinada por dois especialistas da organização, Sarah Cleveland e Olivier de Frouville, ressalvando que “nenhuma decisão foi tomada pelo comitê sobre a substância do tema considerado”. A notificação apenas pede que, para evitar danos maiores que não poderão ser reparados posteriormente, medidas sejam tomadas pelo governo brasileiro. Ou seja, o Comitê não decidiu nada. O que houve é que dois de seus membros fizeram uma recomendação ao governo brasileiro, visando a evitar danos a Lula, caso a decisão final da Justiça brasileira seja favorável a ele, o que é totalmente improvável. Ou seja, a “liminar” não existe, trata-se de um ato apenas simbólico, de quem nada entende de Brasil. Até porque o Comitê nada decide sem ouvir as duas partes e o governo brasileiro não foi ouvido a respeito. (C.N.)

PT planeja acionar de novo o Supremo para suspender a inelegibilidade de Lula

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Charge do Miguel (Jornal do Comercio/PE)

Mônica Bergamo
Folha

O PT planeja acionar também o STF (Supremo Tribunal Federal) nos próximos dias para tentar a suspensão da inelegibilidade de Lula. A defesa já tinha decidido recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). A ideia é dar início ao debate nas cortes superiores para tentar desacelerar a tramitação do julgamento do registro de Lula no TSE (Tribunal Superior Eleitoral): enquanto STF e STJ não derem seu veredicto, Lula não poderia ser retirado da disputa, dizem os petistas.

EM SÉRIE – Diversos recursos devem ser apresentados para retardar o mais possível qualquer decisão definitiva nos dois tribunais. Do outro lado, a PGR (Procuradoria-Geral da República) tentava desde a quinta (16) acelerar o processo.

A estratégia do PT é não apenas ganhar tempo, empurrando a candidatura até o começo da propaganda eleitoral na TV, como mostrar que Lula foi “arrancado da disputa”, nas palavras de um dirigente.

CIRO CAMPEÃO - O trecho do debate dos presidenciáveis na TV Bandeirantes mais visto desde a quinta (9) no YouTube é o que Ciro Gomes, num confronto com Jair Bolsonaro, se dirige aos eleitores e diz: “Eu vou tirar o seu nome do SPC”.

Ele já tinha sido visto por 1,2 milhões de pessoas até a tarde desta quinta-feira (16). E o trecho em que o cabo Daciolo pergunta a Ciro sobre a Ursal ficou em segundo lugar, com 662 mil visitas.

No total, entre a íntegra e trechos destacados, o debate já tinha mais de 7,1 milhões de views. É o evento com o maior número de visualizações simultâneas do YouTube no Brasil.

SORTEIO – A ministra Maria Thereza de Assis Moura foi sorteada para relatar o caso do desembargador Rogério Favretto no STJ. Ela é considerada uma juíza dura, mas ao mesmo tempo garantista, pelos colegas.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu investigação contra Favretto, a quem acusa de agir por interesse pessoal ao conceder habeas corpus para soltar Lula, em julho, durante plantão de fim de semana.

“Candidato não pode ser lesma; se for, vira picolé de chuchu”, diz Ciro, ao atacar o PT

Ciro Gomes diz que o plano do SPC é mesmo para valer

Catarina Alencastro, Fernanda Krakovics  e Maiá Menezes
O Globo

Isolado pelo PT na negociação de alianças partidárias, o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, diz rejeitar o papel de vítima. “Na política não cabe mimimi, choradeira. Guerra é guerra”, afirma em entrevista ao Globo.

Ciro ataca a cúpula do PT, que está “pouco se lixando para a sorte da nação”, mas defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da condenação no processo do tríplex no Guarujá (SP). Para ele, a sentença do juiz Sergio Moro é “inconsistente”.

Embora esteja em visível esforço para combater a fama de pavio curto, o pedetista diz que candidato a presidente não tem que mostrar temperamento de “ameba”. E provoca seu concorrente do PSDB, Geraldo Alckmin: “Se não, vai ser chamado de picolé de chuchu”.

E diz ser factível sua proposta de tirar 63 milhões de devedores do SPC: “Não tenho vocação para ser populista”.

O senhor fez sucessivos ataques ao PT e depois divulgou um artigo dizendo que o partido não é seu inimigo e que Lula foi um bom presidente para muitos. Aonde o senhor quer chegar?
A cúpula do PT é simplesmente desastrada, não tem escrúpulo de nenhuma natureza, está pouco se lixando para a sorte da nação brasileira. Porém, isso não transforma o PT em meu inimigo, porque a cúpula do PT é uma coisa. Por exemplo, eu apoio o PT no Piauí, com o Wellington Dias.

Parece uma estratégia para tentar se descolar do desgaste do PT e do Lula, de quem foi ministro, e, ao mesmo tempo, conquistar parte desse eleitorado.
Você está preconceituosamente querendo me olhar com esse filtro de que eu sou um maquinador. O Lula aumentou o salário mínimo, quando eu fui ministro dele, com muita honra; expandiu o crédito; criou uma rede de proteção social que baniu a fome, que está de volta com o Temer. Agora, o Lula loteou a Petrobras. O Palocci é réu confesso, o Guido Mantega está envolvido com dinheiro em conta em paraíso fiscal. E eu faço o quê? Eu não sou petista, o petismo é que esquece isso, bota para debaixo do tapete, inventa uma conspiração.

O senhor tem feito críticas a supostos excessos do Judiciário. Considera que Lula é inocente?
Eu acho a sentença do Moro injusta.

Por quê?
Porque é inconsistente. No Brasil, eu não conheço nenhum julgamento em que alguém tenha sido condenado por conjunto indiciário, como o Lula foi. No Brasil se exige prova.

O TSE pretende julgar logo o registro de Lula, e Fernando Haddad deve assumir a candidatura.
A mim me surpreende como o Haddad e a Manuela (D’Ávila) se prestam a esse tipo de serviço. Eu falo isso porque eu mesmo fui pressionadíssimo a fazer esse papelão (ser vice do Lula). Ora, se isso der certo. Não dá certo.

Por quê?
Porque nasce daí um presidente desse tamaninho (fazendo gesto com os dedos). Um presidente que parece que vai precisar ir para Curitiba consultar como fazer as confusões e as complexas questões nacionais.

O senhor acabou sendo vítima de um acordo do PT com o PSB que o deixou isolado.
Eu não tenho esse lugar de vítima, sou um velho lutador. Eu tenho escrúpulo, você não vai encontrar uma rasteira (minha) dessa natureza. Na política não cabe mimimi, choradeira. Guerra é guerra. Me escolheram para a guerra nessa fase, eu estou na guerra. Não sou a Marina (Silva), que com todas as suas extraordinárias virtudes, aceitou ser empurrada para a direita. Eu não vou para a direita, vou buscar a liderança do campo progressista de verdade do Brasil.

O senhor já disse que negociou com o centrão porque é candidato a presidente e não a “madre superiora de convento”. O que isso quer dizer?
Eu quero reformar o Brasil, para isso eu preciso ter capacidade de diálogo com diferentes forças. Eu disse para eles na conversa: “Meu programa está aberto para ser discutido com vocês”. Aí vinha reforma trabalhista. Não volto atrás. Revogação do teto (de gastos), não volto atrás. Isso estabelece uma relação para o futuro em que eu lidero, se for o eleito pelo povo, para não ser o que a Dilma foi e o Lula, em certo aspecto, também: testa de ferro desses pilantras que infernizam a vida brasileira. Não deu certo (a aliança com o centrão), mas eu mostrei que tenho capacidade de dialogar e tenho limite de transigência.

O senhor critica a reforma trabalhista. O que vai revogar e o que vai manter?

Atenuar os abusos da Justiça do Trabalho é uma coisa que a minha reforma terá. Trabalho intermitente não é possível ficar como está. Gestante em ambiente insalubre, francamente isso é século 18. Imposto sindical isso não tem nenhum sentido, já conversei com as centrais sindicais. Estou sensível à ideia de trabalhar com eles uma transição. Eles estão me sugerindo, e eu acho razoável, permitir que tenha efeito normativo a convenção coletiva estabelecer a contribuição sindical. E que valha para a categoria inteira.

É possível ser eleito sem contemplar os empresários?
Eu não quero servir a dois senhores. Mas o meu projeto tem o objetivo de conciliar os interesses práticos de quem trabalha com quem produz.

A promessa de limpar o nome de quem está no SPC é factível?
Eu não tenho a menor vocação para ser populista. O Tesouro não vai botar nenhum centavo nisso, é crédito. Banco do Brasil e Caixa Econômica (vão refinanciar). Se os bancos públicos quiserem, eles entram e ganham dinheiro, mediante um pequeno afrouxamento do compulsório. O programa começa com um leilão reverso, quem der o maior desconto entra primeiro. Junto com o Programa Nome Limpo, o cidadão vai receber uma cartilha e vai fazer um rápido treinamento sobre educação financeira. Quem entrar no programa, entra com garantia. Cada cidadão vai ter que arranjar quatro amigos e vão combinar que um suporta a inadimplência do outro, se acontecer.

O senhor tem fama de pavio curto, mas nos últimos dias está parecendo mais tranquilo. Está tentando se controlar?
Dependendo da natureza da provocação eu reajo. Eu tenho que me comportar agora como o futuro presidente do Brasil, que eu quero ser. E o futuro presidente do Brasil não tem que mostrar temperamento de lesma, de ameba. Se não, vai ser chamado de picolé de chuchu.

Sua mulher, Giselle Bezerra, tem acompanhado suas agendas. Qual é o papel dela na sua campanha?
Ela é minha companheira, meu amor, trabalha comigo, vive comigo, me aconselha e tal. Pronto. Vai querer que eu repita aquela bobagem? (de que o papel de sua então mulher Patrícia Pillar, na campanha presidencial de 2002, era dormir com ele). Isso é ridículo, foi há 16 anos. Em tempos de Rodoanel, merenda de escola, cunhado recebendo ou não dinheiro, funcionário fantasma. De mim, o que se recupera é um imponderável temperamento e uma bobagem inominável que eu falei.

O senhor disse que é contra a descriminalização das drogas.
Eu não disse que sou contra, eu disse que não sou candidato a guru de costumes. Esse é um assunto tabu para grupos importantes da sociedade brasileira por quem eu tenho muito respeito.

Mas a questão dos costumes, até pelo posicionamento do primeiro colocado nas pesquisas, Jair Bolsonaro, vem balizando os debates.
A esquerda velha criou e está aperfeiçoando o Bolsonaro, porque ela desconhece a vida real brasileira. Você acha que o (Marcelo) Crivella seria prefeito do Rio de Janeiro se não fosse a estreiteza do PSOL?

Por quê?
A pretexto de ser o déspota esclarecido, ultraesquerda, o intransigente, acaba se descomprometendo com a realidade do povo. Por se achar muito mais inteligente do que todo mundo, muito mais moralista, muito mais danadão, resultado: é o Crivella o prefeito, e não o (Marcelo) Freixo. Você acha que o Crivella se elegeria prefeito de Fortaleza alguma vez na vida? Nem a pau, Juvenal. E o Rio de Janeiro, maior concentração de artistas por quilômetro quadrado, de intelectuais, de engenheiros, uma elite exuberantemente linda, criativa e olha a situação de vocês. Isso por causa do gueto da Zona Sul. Eu vou para as reuniões aqui (no Rio) e as pessoas não querem falar de emprego, de salário. Completamente voando da agenda do povo, querem exigir de mim compromisso de descriminalização de droga, porque “eu gosto de fumar minha maconha’. Nenhum problema, meu patrão, mas eu quero ser presidente do Brasil, e não guru de costumes.

Sua vice, Kátia Abreu, disse ser contra o aborto, inclusive de anencéfalo. Concorda?
Tem muita coisa que não estamos de acordo, por isso a convidei. Eu advogo um projeto de centro-esquerda e ela tem visão diferente da minha em muitos assuntos. Por isso ela é muito útil para nós.

Ela também defende facilitação do porte de armas no campo e o seu programa de governo é contrário.
Eu não refleti especificamente sobre questão rural e urbana. Confesso que quando escrevi aquilo estava pensando mais na questão urbana. Ela me sensibilizou para essa questão, dado que a polícia não tem condição de ostensividade no campo. Mas ainda acho que essa tarefa de garantir a incolumidade das pessoas e do patrimônio é tarefa do Estado e não do exercício individual.

No caso do relator, Rosa Weber conseguiu desfazer nova armação da defesa de Lula

Rosa Weber manteve Barroso e desfez a jogada do PT

Carlos Newton

Ao manter com o ministro Luís Roberto Barroso a relatoria do pedido de registro do ex-presidente Lula da Silva, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, desfez mais uma armação da defesa do candidato petista. Os advogados de Lula solicitaram que o parecer da procuradora-geral Raquel Dodge, que pede a impugnação da candidatura, não fosse analisado por Barroso, que havia sido sorteado relator.

Como os pedidos anteriores para barrar a candidatura foram distribuídos por sorteio para o ministro Admar Gonzaga, a defesa de Lula alegou que caberia a ele relatar também esse caso.

DEVOLUÇÃO – Os advogados do ex-presidente solicitaram a Barroso que o processo fosse devolvido à presidente do Supremo, ministra Rosa Weber, para que ela decidisse sobre a relatoria. E o ministro Barroso, na manhã de quinta-feira, se afastou do processo, para que Rosa Weber tomasse uma decisão.

A atitude do PT causou surpresa, mas tinha explicação. Segundo o engenheiro José Nono de Oliveira Borges, que acompanha atentamente a “Tribuna da Internet” e é um analista político de primeira, os advogados do PT queriam tumultuar e atrasar o processo, Se Rosa Weber colocasse Admar Gonzaga de relator, o PCdoB entraria em cena, arguindo a suspeição do ministro, por ter dado declarações contra a candidatura de Lula, antes de ser solicitado o registro ao TSE.

Nosso amigo José Nono tem razão. A defesa de Lula pensou que ia dar uma volta na presidente do TSE, mas ela percebeu o lance e confirmou Barroso na relatoria. Com isso, o sonho acabou.

Livro traz registros de sessões espíritas realizadas pelo escritor Victor Hugo

Livro traz registros de sessões espíritas realizadas por Victor Hugo, autor de obras como "Os Miseráveis" Deu na Folha

Lançado pela editora Três Estrelas, selo do Grupo Folha, “O Livro das Mesas” traz textos de Victor Hugo nos quais ele registrou as sessões espíritas que realizou entre 1853 e 1855, em seu exílio no Reino Unido. Conhecido por livros como “Os Miseráveis” e “O Corcunda de Notre Dame”, o escritor francês deixou seu país após o golpe de Estado de Luís Napoleão Bonaparte.

Na obra, o autor conta ter recebido espíritos ilustres como Jesus Cristo, Maomé, Rousseau, Dante, Napoleão e Molière. Nestas sessões, manifestaram-se por meio de diálogos, poemas e até mesmo de uma peça de teatro, mais de uma centena de espíritos.

NA ILHA DE JERSEY – A edição reúne pela primeira vez a maior parte dos escritos da ilha de Jersey, muitos deles inéditos e descobertos recentemente, e retrata os momentos iniciais da história do espiritismo.

As conversas com os espíritos falam sobre a condição humana, o crime e a punição, o sofrimento e a morte, o destino da alma, a vida no além e a importância do amor e do perdão.

Poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo e político, Victor Hugo (1802-1885), foi um dos introdutores do Romantismo na França e é considerado um dos maiores escritores de todos os tempos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGAchei o tema interessantíssimo. No Século 19, alvorecer do Espiritismo, um gênio como Victor Hugo a se dedicar à revolucionária religião, com psicografias e tudo o mais, realmente é um lançamento literário diferenciado. (C.N.)

Ministro do TSE nega pedido para Lula participar de debate na ‘RedeTV!’

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Charge do Thiago (Arquivo Google)

André de Souza
O Globo

O ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Sérgio Banhos negou pedido do PT para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe do debate da “RedeTV!” entre os candidatos à Presidência da República, previsto para ocorrer na sexta-feira. Condenado na Lava-Jato, Lula está preso em Curitiba. Em razão da condenação, ele também poderá ser barrado pela Lei da Ficha Limpa, mas, por enquanto, seu registro de candidatura ainda não foi analisado.

Sérgio Banhos lembrou que a prisão de Lula foi decidida pela Justiça Federal, que não integra a Justiça Eleitoral. Assim, não cabe a ele permitir que Lula saia da prisão para ir presencialmente ao debate, ou para autorizar a instalação de equipamentos na carceragem da Polícia Federal que tornassem possível a participação por videoconferência. Segundo Banhos, esses pedidos feitos pelo PT, se aceitos, significariam “indevida interferência da Justiça Eleitoral na esfera de competência do juiz da execução da pena”.

VÍDEOS GRAVADOS – O partido tinha pedido ainda, como uma última alternativa, que fossem autorizados vídeos pré-gravados de Lula para levar ao debate. Mas Banhos destacou que isso “seria incompatível até mesmo com a já conhecida dinâmica desses debates”.

Os advogados de Lula alegaram que a condenação dele não é definitiva, uma vez que ainda cabem recursos aos tribunais superiores. Argumentaram também que “Lula goza de todos os direitos inerentes aos candidatos ao cargo de presidente da República, não podendo ser prejudicado no exercício de tais direitos, em razão da execução antecipada da pena, situação excepcional, e que tolhe sua liberdade de ir e vir”.

Em janeiro deste ano, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), com sede em Porto Alegre, condenou Lula a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá (SP). Em abril, ele começou a cumprir pena em Curitiba.

A tortura do amor mais puro, na desesperada visão poética de Aluísio de Azevendo

Resultado de imagem para aluisio de azevedoPaulo Peres
Site Poemas & Canções

O diplomata, jornalista, caricaturista, cronista, romancista, contista e poeta maranhense Aluísio Tancredo Belo Gonçalves de Azevedo(1857-1913), no soneto “Pobre Amor”, revela que sofre pelo pecado e pela resistência de sua amada.

POBRE AMOR
Aluísio de Azevedo

Calcula, minha amiga, que tortura!
Amo-te muito e muito, e, todavia,
Preferira morrer a ver-te um dia
Merecer o labéu de esposa impura!

Que te não enterneça esta loucura,
Que não te mova nunca esta agonia,
Que eu muito sofra porque és casta e pura,
Que, se o não foras, quanto eu sofreria!

Ah! Quanto eu sofreria se alegrasses
Com teu beijos de amor, meus lábios tristes,
Com teus beijos de amor, as minhas faces!

Persiste na moral em que persistes.
Ah! Quanto eu sofreria se pecasses,
Mas quanto sofro mais porque resistes!

TSE ainda precisa regular o tempo de televisão nas eleições para governador

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Pedro do Coutto

O Tribunal Superior Eleitoral terá que regular o tempo do horário gratuito na televisão e no rádio, a partir de 31 de agosto, conforme a lei determina. A Lei Eleitoral também determina a distribuição do tempo no espaço da propaganda com base na soma das coligações e dos partidos que concorram sozinhos. Os casos relativos a candidaturas isoladas encontra-se definido, tomando-se por base o tempo destinado à legenda no plano federal. Parece fácil solucionar o problema, baseando-se nas coligações. Mas é aí neste ponto que surge o impasse.

As coligações nem sempre são iguais na campanha presidencial e nas campanhas para os governadores. Não é a mesma coisa. O modelo tem que ser alterado para que se encaixe na legislação. Tarefa a ser conduzida a partir de hoje pela ministra Rosa Weber que assumiu a presidência do Superior Tribunal Eleitoral em lugar do ministro Luis Fux.

DIVIDIR O TEMPO – Torna-se necessário que se estabeleça um sistema claro e direto na distribuição do tempo na TV na área federal e nas áreas estaduais. No plano federal o problema já está equacionado.  Resta equacionar os espaços nas telas e nas emissoras de rádio.

Em matéria de alianças eleitorais sempre se evidenciam contradições e problemas a serem resolvidos nas proximidades das urnas. Os exemplos que a história eleitoral registra são múltiplos. Agora por exemplo, surgiu mais um, conforme a entrevista do presidente Michel Temer ao repórter Bruno Boghossian, Folha de São Paulo de ontem.

Logo no início da entrevista, ao responder uma pergunta a respeito de quem o governo está apoiando, Michel Temer afirmou: “você pergunta a quem o governo apoia. Parece que é o Alckmin…”, especulou. O impulso no sentido de apoiar o PSDB está no pensamento do presidente da República. Tanto assim que Michel Temer acrescentou que os partidos que votaram a favor das reformas vão continuar a participar do governo se o candidato Tucano vencer o pleito.

PONTE DE TEMER – Para mim Michel Temer construiu uma ponte entre o Palácio do Planalto de hoje e o Palácio do Planalto a ser ocupado amanhã, depois do desfecho nas urnas.

A matéria deve repercutir principalmente junto ao comando do MDB, que na convenção escolheu Henrique Meirelles como candidato da legenda. Nessa aparente contradição vamos esperar qual será o rumo do ex-ministro da Fazenda nas eleições de outubro.

Ao longo da entrevista o presidente da República acrescentou que os partidos que deram sustentação ao seu governo devem levar em conta o quadro político e as urnas de outubro.           Tem-se a impressão que o atual governo concorre com duas alternativas.

De repente, cai a ficha e o PT enfim descobre que Lula não poderá ser candidato

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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Carlos Newton

Os advogados eleitorais de Lula da Silva, capitaneados por Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça no segundo governo Dilma Rousseff, tinham a ilusão de que o processo do registro da candidatura presidencial do petista fosse transcorrer da forma mais lenta possível, de acordo com as regras do Regulamento Interno do Tribunal Superior Eleitoral. Mas era óbvio que era apenas um sonho, porque não se trata de um processo como qualquer outro, mas de uma candidatura rebelde à Presidência da República, em nome de um político condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro, que enriqueceu ilicitamente às custas da política e hoje ostenta um patrimônio “declarado” de quase R$ 8 milhões.

Nada mal para quem se orgulha de jamais ter lido um só livro. Como sindicalista e político, Lula da Silva conseguiu passar do tostão ao milhão com a maior facilidade.

SONHO MEU – Na regra “sonhada” pela defesa de Lula, tudo caminharia bem devagar. Depois do registro das candidaturas, a Secretaria Judiciária publicaria edital com todos os pedidos no Diário da Justiça. Somente com o edital publicado é que qualquer candidato, partido, coligação ou o Ministério Público Eleitoral iria contestar o registro de candidatura em até cinco dias.

O PT esperava que, passado o prazo de contestação, somente então o pedido de registro seria encaminhado ao relator, Luís Roberto Barroso. Depois de ser notificado, Lula teria sete dias para se manifestar sobre o questionamento e contestar, indicando testemunhas. Abrir-se-ia, então, prazo de quatro dias para que as testemunhas indicadas fossem ouvidas.

O Regulamento também prevê prazo de cinco dias para coleta de provas, depois outros cinco dias para alegações finais. Somente então o TSE poderia julgar o pedido de candidatura na sessão seguinte, quando Lula já estaria finalizando a campanha e não haveria mais como retirar seu nome da urna eletrônica, no pensamento da defesa do PT.

CAINDO NA REAL – O sonho acabou, diria John Lennon. Os advogados esqueceram de que se trata de um assunto “público e notório’, que não pode estar sujeito a manipulações exclusivamente oportunistas.

Assim, logo após a entrega do pedido de registro, já havia duas impugnações e tinha sido apresentado o parecer da Procuradoria-GeraJ, imprimindo velocidade de Fórmula Um à Justiça Eleitoral, que é mais uma jabuticaba jurídica, só existente no Brasil.

Se continuar neste ritmo, na próxima terça-feira, dia 21 , o registro da candidatura já poderá estar impugnado, restando aos advogados de Lula recorrer ao Supremo e insistir com o Superior Tribunal de Justiça para julgar logo o recurso contra a condenação pelo Tribunal Regional Federal de 4ª Região, que ocorreu por unanimidade.

E la nave va, cada vez mais fellinianamente.

‘Faremos o que é certo’, diz Barroso, escolhido relator para a candidatura de Lula

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Barroso foi confirmado como relator da candidatura de Lula

José Carlos Werneck

O ministro Luís Roberto Barroso, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, declarou nesta quinta-feira que o TSE vai resolver a questão da candidatura de Lula da melhor forma possível. “Faremos o que é certo”, afirmou o magistrado, escolhido como relator da candidatura de Lula.

Logo depois que a equipe de Lula fez o registro da candidatura à Presidência, no início da noite de ontem, os candidatos a deputado federal Kim Kataguiri do DEM de São Paulo, uma das lideranças do Movimento Brasil Livre, e Alexandre Frota, do PSL de São Paulo, protocolaram ações no TSE contestando a candidatura do PT. Os casos foram direcionados ao ministro Admar Gonzaga.

DOIS RELATORES – Até então, o processo do registro de Lula ainda não havia gerado um número para ser distribuído para o relator que deve analisar os documentos e decidir se a candidatura é válida. Logo depois, este processo foi sorteado para o ministro Luís Roberto Barroso.

Os advogados de Lula questionaram a distribuição do registro da candidatura para o ministro Barroso e pediram que a relatoria ficasse com o ministro Admar Gonzaga.

Há no tribunal um entendimento de que as contestações feitas antes do sorteio do relator do registro da candidatura se configuram em uma tentativa de impedir o registro, e não uma contestação de fato, que seria uma ação formal depois da publicação do edital e da definição do ministro responsável pelo caso.

OPINIÕES – Havia quem defendesse que a relatoria deveria ser direcionada a Gonzaga, que já analisava os questionamentos contra Lula.

A contestação feita pela procuradora-geral foi endereçada ao ministro Barroso. De acordo com o TSE, até agora os casos “estão tramitando com relatores diferentes de acordo com o sorteio, uma vez que entraram como processos distintos”. O tribunal informou ainda que “é preciso aguardar os próximos passos para sabermos se serão juntados”.

A decisão sobre a relatoria única foi dada na noite desta quinta-feira pela presidente Rosa Weber, que confirmou o ministro Barroso.  

“Não tem limites a perseguição a este homem”, lamenta Haddad, sobre Lula

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Haddad diz que o procurador quer evitar que ele visite Lula

Sérgio Roxo
O Globo

O candidato a vice na chapa presidencial do PT, Fernando Haddad, rebateu nesta quinta-feira a manifestação do Ministério Público Federal (MPF) a respeito da inclusão de petistas no grupo de defensores de Lula para ter livre acesso ao ex-presidente na carceragem da Polícia Federal do Paraná. No primeiro dia oficial de campanha, Haddad participou de uma sabatina promovida pelo movimento Todos pela Educação. Em seguida, viajou a Curitiba para visitar Lula.

Em documento protocolado na Vara de Execuções Penais, os procuradores dizem que Lula fez da carceragem um comitê e pedem que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, seja excluída da lista de advogados. Haddad, que também tem autorização para visitar o líder petista como advogado, é citado no documento.

PLANO DE GOVERNO – O candidato a vice, que coordenou a elaboração do plano de governo, criticou o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato.

— Não sei se o Dallagnol conhece a legislação eleitoral, mas um dos documentos mais importantes do registro é o plano de governo. Eu vou fazer plano de governo sem me reunir com o candidato?

Haddad ainda ironizou as manifestações do MPF sobre o conteúdo das conversas com Lula. — Em primeiro lugar, eles não estão lá para saber do que a gente trata ou tem escuta? Não, né?

IMPUGNAÇÃO – Questionado sobre o pedido de impugnação da candidatura de Lula apresentado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, três horas após o registro, Haddad revelou que o PT pretende ir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedir a suspensão da inelegibilidade do ex-presidente.

– Eu entendo que a Justiça Eleitoral não poderia se manifestar antes do STJ. Se nós estamos ingressando pela Lei da Ficha Limpa com um recurso liminar ao STJ para suspender os efeitos da condenação em segunda instância, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai se manifestar antes? Parece que não tem fim a perseguição a esse homem.

SISTEMA S – Na sabatina, Haddad criticou o sistema S, grupo de entidades que usa recursos descontado da folha de pagamento das empresas para gerir educação profissional, e disse que num eventual novo governo petista os R$ 16 bilhões arrecadados por ano dessa forma terão ser usados para bancar outras escolas também.

– O sistema S se apropria de dinheiro público e trata como se fosse privado. A começar que eles não reconhecem a natureza pública do recurso que eles gerem.

Nesta sexta-feira, Haddad deve viajar ao Piauí para uma agenda de campanha com o governador local, Wellington Dias (PT), candidato à reeleição. Na semana que vem, está previsto um giro de quatro dias pela região.

Alckmin poderá ser processado por improbidade antes mesmo do primeiro turno

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Em plena eleição, Alckmin está sendo acusado de improbidade

Julia Duailibi
G1 Brasília

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, pode ser alvo de duas ações do Ministério Público de São Paulo ainda antes do primeiro turno da eleição, dia 7 de outubro. Essa é a avaliação que se faz nos corredores do MP, órgão estadual responsável pelas investigações sobre improbidade administrativa envolvendo o tucano. Alckmin depôs na quarta-feira (15) por quase duas horas na investigação, que tem como origem as delações da Odebrecht, segundo as quais as campanhas do tucano de 2010 e 2014 teriam recebido R$ 10,3 milhões de reais de caixa 2 da empreiteira.

Os promotores querem saber se ele cometeu ato de improbidade administrativa, incorrendo em enriquecimento ilícito (auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício do cargo).

DUAS AÇÕES – O Ministério Público deve dividir o caso em duas ações distintas: uma contendo os eventos envolvendo a eleição de 2010, quando R$ 2 milhões teriam sido repassados por meio de caixa 2, e outra abordando a disputa de 2014, época em que os repasses teriam atingido R$ 8,3 milhões. Em ambos os casos, Alckmin disputou o governo paulista e foi eleito. Para Alckmin se tornar réu no caso, a Justiça teria de aceitar as ações propostas pelo MP.

Mesmo depois de ingressar em juízo com as duas ações, o MP pode manter os inquéritos abertos para que as investigações sejam complementadas. Os promotores solicitaram as prestações de contas completas das duas eleições, que já foram enviadas ao órgão na terça-feira (14) – há ainda outro procedimento contra Alckmin na Justiça Eleitoral para apurar, especificamente, a suspeita de caixa 2.

As investigações originárias das delações da Odebrecht estavam no STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas foram enviadas ao Ministério Público Eleitoral após Alckmin perder o foro privilegiado, em abril, quando renunciou ao cargo de governador de São Paulo para disputar a Presidência.

IMPROBIDADE – O  Ministério Público do Estado acabou abrindo, então, o procedimento para investigar a possibilidade de ato de improbidade. Procurado, o MP não quis se pronunciar e disse que as investigações, sob a condução do promotor Ricardo Manuel Castro, estão sob sigilo.

O advogado de Alckmin, José Eduardo Alckmin, disse ontem, na porta do Ministério Público, que pode solicitar o trancamento do próprio inquérito por meio de um recurso ao Tribunal de Justiça. Ele avaliou que as provas colhidas até agora são “insubsistentes”. Alckmin nega qualquer irregularidade cometida na sua campanha.

A punição para o ato improbidade administrativa é mais leve que as decorrentes da esfera criminal, onde são julgados corrupção ou lavagem de dinheiro, crimes que preveem prisão. O condenado por improbidade pode sofrer perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e multa.

Haddad e Manuela saem em campanha para denunciar a “perseguição a Lula”

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A campanha de Haddad e Manuela começa pelo Nordeste

Catarina Alencastro
O Globo

No dia em que registrou a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto tendo Fernando Haddad como vice, o PT decidiu botar “o bloco na rua”. Ao lado da deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB), Haddad percorrerá 120 cidades até o dia da eleição, marcada para 7 de outubro. A campanha petista começará na próxima terça-feira pelo Nordeste. Segundo Haddad, como Lula está preso, ele precisa ter um porta-voz levando a todo o Brasil o seu plano de governo.

— O presidente Lula já disse de viva voz: o Haddad é o meu vice e a minha voz enquanto eu permanecer aqui, porque ele precisa de alguém que expresse seu plano de governo — afirmou.

POUCO CONHECIDO – Após uma reunião com governadores do PT, a presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, disse que o partido nunca pensou em esconder Haddad. Havia dúvidas em setores da sigla sobre a melhor estratégia que o partido deveria seguir, já que Lula lidera as pesquisas de intenções de voto, e Haddad é pouco conhecido no país. O roteiro de viagens começará pelo Piauí, segundo o próprio governador do estado, Wellington Dias.

— Jamais tivemos uma discussão de esconder Haddad ou Manuela, seria um equívoco. Ninguém faz política se escondendo. Isso está superado, estamos registrando a candidatura e vamos levar a mensagem de Lula para as ruas — disse Gleisi.

— Nós vamos ganhar a eleição, e o prazo é curto. São sete semanas, só, e quem quer ganhar a eleição tem que começar logo a pedir voto. Quem decide a eleição é a população, então o Haddad tem que ir onde o povo está — emendou o governador da Bahia, Rui Costa.

DIZ WAGNER – O ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff, Jaques Wagner, também participou da reunião. Ele disse que ninguém é capaz de fazer sombra a Lula, portanto, não haverá confusão entre os eleitores sobre uma chapa que tem como titular o ex-presidente e será representada por seu vice, Fernando Haddad, e por Manuela D’Ávila, que já está pronta para assumir o posto de vice, caso a candidatura de Lula seja negada pela Justiça. Neste caso, Haddad assumiria a cabeça de chapa.

— Minha torcida absoluta é para que consiga o registro dele (Lula). Se não conseguir, me parece que o jogo está jogado. Se alguém interditar, o natural é Haddad assumir — disse Jaques. — Resolvemos apressar a circulação da chapa. A partir do registro, ele já pode rodar o Brasil apresentando o programa de governo enquanto a gente aguarda o que a Justiça vai decidir. É botar o bloco na rua — concluiu.

LULA E MORO – Na entrevista coletiva após a reunião com governadores, Haddad e Gleisi criticaram a decisão do juiz Sergio Moro de adiar para depois das eleições o depoimento de Lula sobre o sítio de Atibaia. Haddad disse ser “curioso” o fato de o magistrado ter tomado a providência para atrasar a oportunidade de o ex-presidente se defender.

— É curioso que justamente na oportunidade de se defender é cassado o direito dele de falar. Deveriam ter adiado outros depoimentos, agora justamente na hora da defesa? — questionou Haddad.

— O juiz Moro não quer a exposição eleitoral. O que vem da vara de Curitiba é um absurdo. Politizou o processo até agora, agora ele vem dizer que é questão política? O que vemos com Lula é uma exceção completa — afirmou Gleisi.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Agora, o PT entra em nova fase, a do “jus sperniandi”. A campanha de Haddad e Manuela será toda feita em cima da tese da “perseguição política” a Lula, e vai dar uma confusão danada. Muitos eleitores vão julgar que Lula será candidato, mas o nome dele não constará na lista de presidenciáveis da urna eletrônica. Os semianalfabetos, que formam grande parte do eleitorado de Lula, desta vez terão dificuldades ainda maiores na hora de votar. (C.N.)

O relator (Barroso) pode levar o caso de Lula ao plenário na terça-feira

Barroso, o relator, vai imprimir com celeridade ao processo

Rafael Moraes Moura e Amanda Pupo
Estadão

O relator do processo da candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral,  vice-presidente Luís Roberto Barroso  não deve decidir monocraticamente (individualmente) sobre o pedido de registro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo o Estadão/Broadcast apurou. De acordo com interlocutores do ministro, a questão é institucionalmente relevante e deve ser submetida à análise do plenário o mais rápido possível.

Barroso foi sorteado na noite desta quarta-feira, 15, para ser o relator do registro de Lula na Corte Eleitoral, mas a defesa do PT entrou com um pedido para que a causa seja entregue ao ministro Admar Gonzaga, que já relatou processos de Lula. Mas a presidente Rosa Weber preferiu indicar Barroso. 

SOLUÇÃO RÁPIDA – Conforme o calendário eleitoral, o TSE tem até 17 de setembro para julgar os registros de candidatura, mas integrantes do tribunal defendem uma solução rápida sobre a situação de Lula.

O PT joga com o tempo e avalia uma ofensiva jurídica simultânea no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar afastar a inelegibilidade de Lula – preso e condenado na Lava Jato – durante a tramitação do pedido formal de candidatura no TSE.

Em tese, ministros do TSE admitiam que seria possível uma decisão de “ofício”, ou seja, sem provocação do Ministério Público ou de outros partidos e candidatos, para rejeitar uma candidatura. Mas logo surgiram duas impugnações e o parecer da Procuradoria.

IMPUGNAÇÃO – Logo depois de ser protocolada no TSE, a candidatura do ex-presidente se tornou alvo de dois pedidos de impugnação protocolados no tribunal.

O candidato a deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) entrou nesta quarta com uma ação na Corte para barrar o registro de candidatura de Lula. O pedido foi distribuído originalmente ao ministro Tarcisio Vieira de Carvalho, mas acabou redirecionado a Admar Gonzaga.

O também candidato a deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), líder do Movimento Brasil Livre (MBL), também entrou com uma ação para barrar o registro de candidatura do ex-presidente. Kataguiri pede que o TSE conheça de ofício, ou seja, sem provocação, a inelegibilidade de Lula, negando o registro de candidatura e o impedindo de praticar atos de campanha.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Como sempre, a esculhambação continua. Neste caso, o PT tem razão. Se o ministro Luís Roberto Barroso foi escolhido relator, por que a impugnação feita por Alexandre Frota foi distribuída para Admar Gonzaga? Haveria, assim, dois relatores, tipo na história de Dona Flor, criada por Jorge Amado. Mas a presidente Rosa Weber desempatou o jogo, deixando Barroso como relator da candidatura de Lula. (C.N.)

Barroso devolve processo e Rosa Weber decidirá quem será o relator do caso Lula

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Barroso era o relator e atendeu o pedido da defesa de Lula

Deu em O Globo  

O ministro Luís Roberto Barroso enviou para a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , ministra Rosa Weber, o processo do registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista havia recorrido nesta quarta-feira à noite alegando que o caso deveria ficar com outro relator, o ministro Admar Gonzaga, responsável pela análise de pedidos de impugnação da candidatura do ex-presidente apresentados pelo MBL e pelo candidato João Amoêdo, do Novo.

Em despacho, Barroso fez referência ao pedido da defesa de Lula para que Rosa decida quem deve cuidar do caso. No entanto, ele não citou o pedido da Procuradoria-Geral da República pela impugnação da candidatura de Lula.

PARECER – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entrou nesta quinta-feira com um novo recurso no TSE para acelerar a análise do registro da candidatura do ex-presidente. A procuradora explica que o pedido de impugnação foi protocolado ontem às 20h48, por decorrência da inelegibilidade. Logo depois, às 21h23, a defesa de Lula apresentou recurso questionando o critério de distribuição do processo.

A defesa de Lula alegou que, como os pedidos de impugnação de sua candidatura protocolados antes do registro foram distribuídos por sorteio para o ministro Admar Gonzaga, caberia a ele ser o relator do caso.

Dodge pede que Lula seja considerado notificado já que “teve ciência” do pedido, passando a contar o prazo para que a defesa se manifeste sobre o questionamento de impugnação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
O pedido da defesa de Lula é só para retardar a impugnação, mas pode acontecer o contrário. Foi justamente o ministro Admar Gonzaga que levantou a tese de que a candidatura de Lula pode ser impugnada “de ofício” pelo próprio relator. (C.N.)

 

 

O que querem as mulheres, mais propensas a votar branco e nulo do que os homens?

ario

Charge do Arionauro (arionaurocartuns.com.br)

José Casado
O Globo

São 77,3 milhões e têm poder decisivo nas urnas, com maioria (52,5%) dos votos. É essencial prestar atenção ao que pensam e dizem sobre eleições, candidatos à Presidência e o futuro governo. Pistas surgiram na semana passada, em atualização semestral da série Retratos da Sociedade Brasileira, pesquisa realizada pelo Ibope e Confederação Nacional da Indústria.

As mulheres (71%) se dizem céticas, mais pessimistas, mais indecisas e mais propensas a anular ou votar em branco do que os homens. Entre eles, essa proporção é bem inferior (64%), embora significativa.

LAVA JATO – Pode-se atribuir essa repulsão generalizada, com forte tom feminino, às circunstâncias de uma eleição sob o estigma das revelações da Operação Lava-Jato (corrupção transparece como principal motivo para ausência, voto nulo ou branco.)

Com os descontos, sobram percepções básicas sobre o país que as mulheres querem. Elas repisaram tudo aquilo que haviam indicado seis meses atrás na mesma pesquisa.

As preocupações se distinguem, por exemplo, naquilo que o próximo presidente deveria estabelecer como prioridade de governo. Metade das mulheres aponta mudanças sociais para redução das desigualdades sociais, como a melhoria dos serviços estatais de saúde, educação e segurança. Homens acham que deveria ser prioritária a moralização da administração, com ênfase no combate à corrupção e na punição dos corruptos.

DESEMPREGO – Seis em cada dez mulheres veem no desemprego o principal problema. Já entre homens a maior inquietação (59%) é com a corrupção.

Instigadas a relacionar três prioridades de governo, a maioria (51%) foi incisiva: saúde. Atribuem às deficiências nos serviços de saúde uma precedência isolada (41%).

No mundo masculino as preferências se dividem entre redução de impostos (33%), controle da inflação (32%) e melhorias na saúde (32%).

Portanto, quem sai de casa para caçar votos não deveria esquecer: urna é substantivo feminino.

Defesa de Lula vai requerer ao STJ a suspensão da inelegibilidade do petista

Charge do Kleber Sales (Estadão)

Mônica Bergamo
Folha

​A defesa de Lula deve entrar ainda nesta quinta-feira (dia 16) com um pedido no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para que a corte suspenda a inelegibilidade do ex-presidente. A ideia é travar duas batalhas jurídicas paralelas: no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que na quarta-feira (dia 15) recebeu o registro da candidatura, e agora no STJ.

Os advogados tentarão usar o argumento de que a corte eleitoral não pode impugnar o registro de Lula antes que o Superior Tribunal de Justiça decida se ele é ou não inelegível.

PRECEDENTE – Um dos exemplos que devem ser citados no pedido é o do deputado federal João Rodrigues (PSD-SC). Cumprindo pena de prisão em regime semiaberto em Brasília, ele obteve liminar do STJ que suspende sua inelegibilidade e permite que ele concorra à reeleição em liberdade.

Na decisão, o ministro Rogerio Schietti Cruz diz que houve prescrição da pena e invocou o “iminente e irreversível risco” de natureza eleitoral para Rodrigues.

BARROSO, DISCRETO – O ministro Luís Roberto Barroso, que assumiu na terça-feira (dia 14) a vice-presidência do TSE e será relator do processo de Lula, diz que a presidente da corte, Rosa Weber, “é uma pessoa íntegra, preparada e de opiniões próprias. Ninguém vai me ouvir falar em nome do TSE, a não ser a pedido dela mesma”.

A extrema discrição da ministra gerou a expectativa de que Barroso acabaria se transformando na voz do tribunal durante a gestão dela —hipótese que ele afasta.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A tese da defesa de Lula é teratológica, como dizem os advogados. Eles estão no tribunal errado. Pedir que o TSE não se decida antes de o STJ se manifestar é inverter a ordem das coisas. O único pedido racional que a defesa poderia já ter feito há tempos era solicitar que o STJ decidisse logo o recurso, porque Lula quer ser candidato. Como se sabe, os processos que envolvem questões eleitorais têm prioridade jurídica em todos os tribunais na proximidade das eleições. (C.N.)

Bolsonaro não acredita que Lula consiga transferir todos os votos para Haddad

Bolsonaro

Bolsonaro diz que não é político: “Sou do baíxissimo clero” 

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL), disse apostar que o eleitorado do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai se diluir para outros candidatos na eleição presidencial. Ele ressaltou que não acredita em uma elevada transferência de votos para o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), possível substituto do petista na disputa.

“Você votaria em um candidato que não respeita a lei? Acho que não, né”?, declarou Bolsonaro, após participar de encontro com pastores e outras lideranças religiosas em Belo Horizonte. “Transfere sim (para Haddad), mas não tanto quanto acha que pode”.

MENOS PT – “Tem um negócio: você vai ao Nordeste, tem muito mais Lula do que PT. Com o Lula fora de combate pela Lei da Ficha Limpa, que nasceu no governo do PT, iniciativa popular no governo deles, esse voto dilui. Não interessa se é mais para mim ou para outro”, disse o presidenciável.

Bolsonaro espera que parte do eleitorado de Lula “olhe” para ele. “Voto não é propriedade de ninguém. Voto é questão de consciência. E com Lula fora de combate, muita gente vai olhar pra mim.”

Perguntado sobre as estratégias de campanha, o candidato do PSL declarou que não vai se “violentar” para ter simpatia. “Hoje com as mídias sociais tem como saber se aquela pessoa está mentindo ou não. Se está se comportando como um Papai Noel na campanha para depois virar Pinóquio.”

BAIXÍSSIMO CLERO – Na entrevista, ele procurou se descolar da imagem de político. “Sou o que sou. Não sou nada na política. Sempre fui do baixíssimo clero. Comecei a rodar o Brasil há quatro anos. Já tinha uma vivência por ser capitão do Exército”, comentou.

Sobre propostas de governo, Bolsonaro disse que apenas um terço dos beneficiários do Bolsa Família deveriam permanecer no programa. O restante, segundo o candidato, é formado por fraudes e pessoas que deveriam ter emprego criado pelo governo. Em relação aos que permaneceriam, Bolsonaro disse que seria “desumanidade” retirá-los do programa.

Do total de fraudes, que conforme o candidato é de um terço, o número foi projetado por Bolsonaro a partir de dados citados por um ex-prefeito de Marau, no Rio Grande do Sul. “Sei que é apenas uma cidade. Seria melhor consultar mais prefeitos. Mas a dele deu uma fotografia 3×4 não colorida.”