Alguém precisa dizer a PT e PSDB que um não é mais o pior inimigo do outro   

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Charge do Oliveira (Humor Político)

Eliane Cantanhêde
Estadão

Como a política brasileira chegou a esse fundo de poço? Uma das origens está em 1994, quando o PT e o PSDB ficaram muito próximos e, depois, não apenas se separaram como passaram a se odiar. E a se destruir, abrindo espaço para legendas oportunistas, conchavos escandalosos no Congresso, toda sorte de desmandos e corrupção. O resultado é o esfacelamento do PT, o imenso desgaste do PSDB, uma indefinição preocupante para outubro e um exército de “coxinhas” e “mortadelas” se atacando irracionalmente pela internet, incapazes de entender que estão entregando o campeonato de bandeja para os reais inimigos.

O grande líder e candidato do PT está preso, o mais poderoso ex-presidente do partido acaba de voltar para a prisão com uma nova condenação, de 30 anos, a atual presidente é alvo da PF e tem horizontes nebulosos no Supremo. Sem candidato e sem comando, fica difícil fechar alianças e traçar estratégias. E o tempo está correndo.

TUCANOS EM CRISE – No PSDB, o único candidato de “centro” com alguma viabilidade não sai do lugar, os ex-candidatos enfrentam processos graves na Justiça e na próxima terça-feira um de seus ex-presidentes pode estar a caminho da prisão. E o partido se contorce no eterno dilema de ser ou não ser qualquer coisa. Uma ala pragmática defende alianças. Seu maior líder lança manifesto por alianças restritas.

A cada petista enroscado na Lava Jato, o PT reage com o mesmo refrão: “Mas o PSDB….” A cada tucano enrolado, o PSDB reclama: “Não somos iguais ao PT…”. O PT só pensa no PSDB, o PSDB só pensa no PT. Enquanto isso, o inimigo comum Jair Bolsonaro é o segundo nas pesquisas, o ex-PDS Ciro Gomes se lança como esquerda e cisca à direita e a ex-PT Marina Silva atrai os perplexos.

VELHOS TEMPOS – Em 1993 e 1994, o PSDB admitia abrir mão da cabeça de chapa para Lula, então considerado imbatível. Mas o PT, que é o PT, não retribuiu na mesma moeda quando Fernando Henrique patrocinou o Plano Real e o jogo se inverteu. O PT, que aceitava de bom grado a aliança a seu favor, nem sequer considerou ser a favor dos velhos parceiros de combate à ditadura.

Isso empurrou o governo Fernando Henrique para os braços do então PFL, hoje DEM, para o PMDB, hoje MDB, e para o desgastante e perigoso jogo do toma-lá-dá-cá no Congresso. Sem 308 votos na Câmara e 54 no Senado, nenhum presidente aprova reforma e avanço nenhum. E, quando veio o PT, Lula mergulhou alegremente nessa farra e ultrapassou todos os limites. Como pano de fundo, a luta feroz entre petistas e tucanos e o vale tudo nas campanhas, com o confronto direto entre eles em 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014.

ESTREBUCHANDO – O resultado é que PT e PSDB estrebucham no fundo do poço da política brasileira, enquanto o inimigo comum esfrega as mãos. O Centrão se prepara para, ou pular no barco vitorioso, ou até lançar candidatura própria, mas com um objetivo: fazer do próximo governo um novo refém no Congresso. Nada passa sem DEM, PP, PRB e Solidariedade, que ainda negociam com PR, PSC e Avante. E eles só crescem…

Em algum momento, alguém precisa dizer ao PT e ao PSDB que um não é mais o principal inimigo do outro, até porque nunca, jamais, em tempo algum, os dois estiveram tão fracos e tão sem horizontes com neste 2018 cercado de incertezas. E de temores.

IBGE desmentiu Temer, porque nunca houve tantos brasileiros em desalento

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Charge do Bruno Galvão (Arquivo Google)

Bernardo Mello Franco
O Globo

Há duas semanas, Michel Temer sustentou que a alta no desemprego seria uma notícia… positiva. “É um dado positivo que revela esse suposto desemprego”, disse o presidente à CBN. “Quando a economia melhora, as pessoas que estavam desalentadas e não procuravam emprego começam a procurar emprego”, prosseguiu.

“Como não há emprego para todos, isso eu reconheço, ele não consegue o emprego”, continuou Temer. “Ele entra, ou reentra, na área dos desempregados. Mas é interessante, eu volto a dizer. É um fato positivo”, assegurou.

ENTRE ASPAS – “Mas é um positivo entre aspas, não é, presidente?”, questionou o âncora Roberto Nonato, numa tentativa de trazer o entrevistado ao mundo real. “Não, é fora das aspas”, ele respondeu.

Na quinta-feira, o IBGE mostrou que a conversa do presidente era fiada. O instituto informou que o número de desalentados está longe de diminuir. Ao contrário: aumentou para 4,6 milhões, o maior de toda a série histórica. A categoria reúne os brasileiros que, abatidos pela crise, desistiram de procurar trabalho.

No primeiro trimestre de 2016, às vésperas do impeachment, o país contava 2,8 milhões de desalentados. Isso significa que o exército de pessoas sem esperança de se realocar cresceu 64% desde que Temer vestiu a faixa. O número de desempregados também subiu neste período: de 11,1 milhões para 13,7 milhões. Um salto de 23% em dois anos de governo.

NÍVEL RECORDE – A subutilização da força de trabalho também atingiu nível recorde. O índice acaba de bater em 24,7%, o maior desde o início da PNAD Contínua, em 2012. Hoje falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros, somando desempregados, subocupados e desalentados.

Entre os fatos e a propaganda, Temer continua a escolher a propaganda. No dia 4, em palestra numa faculdade de São Paulo, ele disse que o número de desempregados estaria “começando a cair”. Era mentira, porque o índice só cresceu nos últimos três trimestres.

“Quando nós assumimos, estava em torno de 14 milhões e meio de desempregados”, acrescentou o presidente, em outra aventura pelo terreno da ficção. Superfaturou a conta em 3,4 milhões de pessoas, o equivalente a duas vezes a população do Recife.

TRF-4 condiciona redução da pena de Dirceu à devolução do dinheiro, com juros

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José Dirceu ficou rico numa velocidade impressionante

Deu em O Tempo
(Agência Estado)

Ao negar o último apelo do ex-ministro José Dirceu contra condenação a 30 anos e 9 meses na Operação Lava Jato, desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região mantiveram a possibilidade de progressão do regime fechado condicionada à reparação do dano causado aos cofres da Petrobras O petista foi sentenciado por supostas propinas de R$ 15 milhões.

Imóveis e valores avaliados inicialmente em R$ 11 milhões já foram bloqueados em primeira instância. De acordo com a sentença de Moro, os valores vão se reverter em favor da Petrobras.

UMA PENA LONGA – O petista está começando a cumprir a pena de 30 anos, nove meses e dez dias por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

A denúncia acusou Dirceu de receber parte das propinas da empreiteira Engevix à Diretoria de Serviços da Petrobras entre 2005 e 2014. O ex-ministro teria lavado R$ 10,2 milhões, rastreados pelas investigações. No entanto, foi condenado em primeira instância sob a acusação de receber R$ 15 milhões em propinas.

Quando confirmou a condenação de Dirceu, em setembro de 2017, o TRF-4 determinou que fique mantida a fixação do valor mínimo para a reparação do dano, no quantum estabelecido em sentença, sem acumulação com a decretação do perdimento, em favor da União, do produto dos delitos. “Preservada a reparação do dano como condição para a progressão de regime aos réus condenados por corrupção ativa e passiva. Precedente do STF”, diz o acórdão.

JUROS DE MORA – A decisão ainda prevê que sejam ‘devidos juros de mora no valor mínimo para a reparação do dano a partir de cada evento danoso (Súmula 54 do STJ), na proporção da taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional, nos termos do art. 398 c/c art. 406 do Código Civil, a partir dos pagamentos efetuados pela vítima em favor das contratadas’.

A defesa do petista apontou, em seu último apelo contra a sentença, omissões a respeito da reparação do dano. No entanto, o TRF-4 não mudou seu posicionamento.

“Não se conhece da porção dos embargos infringentes e de nulidade que reclama o afastamento da reparação do dano como condição para a progressão de regime de cumprimento da pena, na forma do art. 33, § 4º, do Código Penal, porque, no ponto, ausente a divergência entre julgadores”, diz o acórdão, publicado nesta quinta, 17.

DIZ A LEI – O quarto parágrafo do artigo 33 do código penal prevê que o ‘condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais’.

Ao sentenciar Dirceu, o juiz federal Sérgio Moro ainda impôs 150 dias multa para os crimes de corrupção, 140 dias multa para lavagem de dinheiro e 150 dias multa para organização criminosa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO enriquecimento ilícito de Dirceu, que agora é gasto para pagar advogados, vai servir para reduzir a pena dele. Daqui a pouco, ele fica doente e moribundo, igual a José Genoíno, Paulo Maluf e Jorge Picciani, seu grande amigo Dias Toffoli fica com peninha dele e manda que volte a cumprir pena domiciliar, com direito a pagode no fim de semana e tudo o mais.  Se começar a usar fralda geriátrica, como Maluf e Picciani, a libertação fica ainda mais facilitada. (C.N.)

Não se deve militarizar a sociedade, mas é preciso militarizar os presídios

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As facções dominam as penitenciárias, esta é a realidade

Francisco Vieira

De que adiantará a economia estar bombando, se você tiver um filho ou outra pessoa amada estirada em um caixão? De que adiantará ter um governo de esquerda ou de direita, se as ruas continuarem apinhadas de bandidos e as residências continuarem a ser invadidas a qualquer hora do dia e da noite? De que adiantará o país melhorar, se você, seu filho, sua filha ou sua esposa não puderem sair de casa para estudar ou para trabalhar sem que possam ser perseguidos, assaltados e até mortos por predadores?

Ora, antes de termos o supérfluo e o luxo, qualquer ser humano precisa ter o mais básico, que é o direito à vida, ao ir e vir que a Constituição finge garantir, como se não estivéssemos vivendo em uma sociedade bárbara.

PRIORIDADE – A segurança não deveria ser a principal bandeira dos candidatos à Presidência, mas acontece que a nossa situação se tornou tão caótica que estamos sentido a falta do direito de sair ás ruas e do direito à vida.

É urgente que sejam encontradas soluções. Não se tem que militarizar a sociedade, mas é preciso militarizar os presídios, conforme propõe o editor da TI. Com o isolamento dos chefes das facções criminosas, acabarão as autorizações via celular para execuções (inclusive de agentes penitenciários), chacinas, remessa de drogas, incursões e grandes assaltos nas ruas. Como seria a solução, duvido que venha a ser tomada.

NO INTERIOR – Cena vista por um amigo meu em Pernambuco: Um jovem chega de moto em um comércio de uma pequena cidade, entra e diz: “O meu patrão quer falar contigo” – e entrega o celular ao comerciante, que ouve a seguinte mensagem: “Alô, fulano? Tudo bem, irmão? Aqui é beltrano. Sabe como é, rapaz. Estou precisando de cinco mil reais. Tem como você entregar esse dinheiro para esse rapaz aí?”

O comerciante sabe que o tal “beltrano” é um conhecido traficante e homicida que está preso. E também sabe que, se não der o dinheiro, ele ou algum parente dele será executado. Sem saída e sem ter onde e a quem reclamar, dá o dinheiro para o jovem… mais uma vez.

Reclamar para quem, se o bandido já está cumprindo pena em isolamento, supostamente sem acesso a telefones? Aliás, todos lembram quando os cidadãos brasileiros foram obrigados a recadastrar os celulares pós-pagos com a desculpa que era para evitar que aparelhos sem cadastro fossem usados nos presídios.

Estudo jurídico do PT para sustentar candidatura de Lula é do tipo Piada do Ano

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Daniela Lima
Folha/Painel

Diante das informações de que ministros do Tribunal Superior Eleitoral buscam uma forma de rejeitar a inscrição de Lula na corrida presidencial “de ofício”, sem dar margem para discussão, a direção do PT começou a levantar casos de candidatos que disputaram eleições com registros indeferidos e depois, escolhidos pelo voto, reverteram a inelegibilidade. O estudo, conduzido pelo advogado Luiz Fernando Pereira, usa dados a partir de 2002 e vai sustentar a ofensiva retórica do partido nas ruas e nos tribunais.

O PT sabe que será difícil encontrar apoio à causa, especialmente porque o ministro Luiz Fux, que estará no comando do Tribunal Superior Eleitoral em agosto, quando haverá o registro de candidaturas, já deu declarações que indicam posição contrária à inscrição de Lula.

Por que não eu? Pereira sustenta tese segundo a qual o que existe hoje em relação ao ex-presidente é uma inelegibilidade provisória. Com base no material colhido pelo advogado, o partido produzirá campanhas com o mote “Lula será exceção à regra?”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Chega a ser estarrecedora a incompetência dos supostos “especialistas” em Justiça Eleitoral que servem ao PT. As informações passadas ao Painel da Folha estão cheias de erros. Por exemplo, a declaração “de ofício” não exclui o direito de defesa. Além disso, Luiz Fux não estará no comando do TSE quando a candidatura de Lula for impugnada. Ele deixa o tribunal em 15 de agosto, último dia para registro das candidaturas (até 19 horas). Outro erro crasso do “estudo” dos juristas do PT é citar exemplos a partir de 2002. A impugnação de Lula será com base na Ficha Limpa, que é de 4 de junho de 2010, uma lei promulgada pelo próprio Lula. A impugnação dele não será exceção a nenhuma regra. É tudo conversa fiada. (C.N.)  

Disputas estaduais dificultam que PSB feche acordo com algum presidenciável

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Acordo com o PSB é fundamental para Ciro Gomes

Igor Gadelha e Renan Truffi
Estadão

Os cenários eleitorais em São Paulo, Minas e Pernambuco dificultam as negociações de três partidos que têm presidenciáveis e tentam fechar coalizão com o PSB – o PDT do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o PSDB do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o PT, que mantém a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado pela Lava Jato. O apoio do PSB passou a ser cobiçado por diversos presidenciáveis após o ex-ministro Joaquim Barbosa decidir que não disputaria a eleição.

Dirigentes do PSB foram procurados por interlocutores de pelo menos três presidenciáveis. O presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, teve encontros com os dirigentes do PDT, Carlos Lupi; do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PR); e do Podemos, a deputada federal Renata Abreu (SP).

PRÉ-REQUISITOS – Nas conversas, o PSB avisou que vai levar em conta o alinhamento político e programático e a convergência nas alianças nos Estados. “São conversas iniciais para podermos tomar uma decisão com pé no chão mais para frente. O que está sendo avaliado é uma identidade política e como esse partido pode colaborar com os projetos regionais do PSB”, disse ao Estadão/Broadcast o ex-governador do Espírito Santo e secretário-geral do PSB, Renato Casagrande, que esteve nas negociações.

Em Pernambuco, sétimo maior colégio eleitoral do País, a reeleição do governador Paulo Câmara é prioridade para o PSB. Para isso, a legenda quer o apoio do PT, que condiciona a negociação ao apoio do PSB a Lula no plano federal. A contrapartida é considerada uma “fatura muito alta” dentro da legenda.

MINAS E SÃO PAULO – Em Minas, o PT exige apoio à reeleição de Fernando Pimentel, mas o PSB também é cobiçado pelo PSDB.

PSB e PSDB também negociam aliança em São Paulo. O governador Márcio França (PSB) sonha em ter apoio de Alckmin. As negociações do PSB com o PSDB e o PT preocupam Ciro Gomes, que tenta trazer a legenda para a vice de sua chapa, e o nome preferido por ele é de Márcio Lacerda, ex-prefeito de Belo Horizonte e que é amigo pessoal e já trabalho diretamente com Ciro Gomes, quando ele era ministro da Integração Nacional.

Real teve a pior semana, com queda de 4% e um mar de incertezas pela frente

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Charge do Tacho (Jornal NH)

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Sinal vermelho. O real teve a pior semana do ano. O tombo de quase 4% ante o dólar refletiu toda a insegurança dos investidores em relação ao Brasil num mundo cada vez mais avesso a riscos. O governo reclama dos exageros do mercado e assegura que a situação do país é muito melhor do que em outras crises. Há, porém, um mar de incertezas pela frente. A equipe econômica não conseguiu resolver os problemas fiscais — este será o quinto ano com as contas no vermelho — e nenhum dos candidatos mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais assume compromissos com as reformas de que o Brasil tanto precisa.

 Ao longo dos últimos dois anos, os investidores foram muito complacentes com o governo, que prometeu arrumar as finanças do país, mas pouco conseguiu avançar nesta direção. Mesmo diante de todas as promessas não cumpridas, o mercado pouco contestou a equipe econômica. Preferiu fechar os olhos, acreditando que, em algum momento, a questão fiscal seria enfrentada com vigor.

SEM AVAL – É verdade que o governo aprovou o teto para os gastos públicos, contudo, fracassou na aprovação da reforma da Previdência. Nem mesmo para medidas mais triviais consegue aval do Congresso.

Agora, com o mundo mais conturbado, petróleo em alta e perspectiva de aumento maior do que o previsto nas taxas de juros nos Estados Unidos, os investidores resolveram fincar os pés na realidade e ressaltar as fragilidades brasileiras.

ESTRAGOS NA ECONOMIA – A cobrança vem tarde, mas com força suficiente para fazer estragos na economia. O dólar acima de R$ 3,70 começa a contaminar os preços de vários produtos e serviços e, por tabela, empurra a inflação para cima. Bem pouco tempo atrás, corria-se o risco de o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrar este ano abaixo do piso da meta, de 3%. Neste momento, o BC já projeta inflação de 4%, com tendência de alta.

Esse movimento do mercado mostra que, uma hora, a fatura chega. Foi o que aconteceu na Argentina, onde o presidente Maurício Macri optou por um ajuste fiscal gradual e pela queda lenta da inflação. É o que está ocorrendo com o Brasil. Quando olham ao redor do mundo, os investidores diferenciam os países. Se a economia global está indo bem, minimizam os problemas. Num ambiente mais hostil, não perdoam as nações que não fazem o dever de casa. O deficit público brasileiro deverá atingir R$ 159 bilhões neste ano. A dívida caminha para 80% do Produto Interno Bruto (PIB), quase o dobro da média observada nos países emergentes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, o futuro presidente vai herdar um país de joelhos perante seus credores. Este é o maior problema do país, porque de depende a solução de todos os outros problemas. Pense nisso. (C.N.)

“Há almas que têm espaços vazios, amores vadios, restos de emoção…”

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Abel Silva, autor de grandes canções

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O professor, jornalista, escritor e compositor Abel Ferreira da Silva, nascido em Cabo Frio (RJ), em parceria com Sueli Costa, explica as diferentes características que a “Alma” possui. A música foi lançada por Simone no LP Corpo e Alma, em 1982, pela Sony/CBS.

ALMA
Sueli Costa e Abel Silva

Há almas que têm
as dores secretas
as portas abertas
sempre pra dor

Há almas que têm
juízo e vontades
alguma bondade
e algum amor

Há almas que têm
espaços vazios
amores vadios
restos de emoção

Há almas que têm
a mais louca alegria
que é quase agonia
quase profissão

A minha alma tem
um corpo moreno
nem sempre sereno
nem sempre explosão

Feliz esta alma
que vive comigo
que vai onde eu sigo
o meu coração

Juíza que decretou a prisão de Dirceu critica os processos que não acabam nunca

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Há excesso de recursos, diz a juíza Gabriela Hardt

Deu no Estadão

Ao mandar prender o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), a juíza Gabriela Hardt, substituta do juiz Sérgio Moro, afirmou que a execução da pena após a condenação em segundo grau impõe-se sob risco de dar causa a processos sem fim, gerando na prática a impunidade de sérias condutas criminais.

“Após a efetivação da prisão, autorizo desde logo a transferência para o sistema prisional em Curitiba, Complexo Médico Penal, ala reservada aos presos da operação Lava Jato, sem prejuízo de eventual recambiamento ao Complexo Penitenciário da Papuda, no futuro, se for o caso”, ordenou a magistrada.

SEM DISCUSSÃO – A juíza substituta registrou que o acórdão do Tribunal da Lava Jato determinou a execução da pena “assim que exaurida esta segunda instância”, pois “outros recursos, excepcionais, aos tribunais superiores, sem efeito suspensivo, não têm o condão de adiar indefinidamente a resposta penal, sob pena de darem margem à manipulação protelatória dos meios recursais e implicarem impunidade”.

“Não cabe a este Juízo discutir a ordem”, afirmou Gabriela Hardt. “Agrego apenas que, tratando-se de crimes de gravidade, inclusive corrupção e lavagem de dinheiro, com produto do crime calculado em cerca de R$ 46.412.340,00, com somente uma pequena parcela recuperada, a execução após a condenação em segundo grau impõe-se, sob pena de dar causa a processos sem fim e a, na prática, impunidade de sérias condutas criminais”. 

OUTROS PETISTAS – Na capital paranaense, estão presos outros petistas: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antonio Palocci, o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto e o ex-deputado federal André Vargas.

Zé Dirceu, fundador do PT, foi o ministro mais poderoso do primeiro governo Lula, mas acabou condenado no processo do mensalão – 7 anos e onze meses de reclusão por lavagem de dinheiro.

Na Lava Jato, ele foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa, por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O ex-ministro teve a pena aumentada pelo Tribunal Regional Federal – era de 20 anos e 10 meses e passou para 30 anos, 9 meses e 10 dias. 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA juíza substituta Gabriela Hardt é tão rigorosa quanto Sérgio Moro. Decretou a prisão de Dirceu sem titubear. Merece ser juíza titular e ganhar uma vara para chamar de sua (com todo o respeito e data máxima vênia, é claro). (C.N.)

Candidatura “fake” de Lula vai causar uma confusão enorme e influir na eleição

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Charge do Boopo (Humor Político)

Carlos Newton  

Esta eleição vai ser emocionante, eletrizante, impactante, algo jamais visto em país algum, porque o candidato preferido está atrás da grades e sua campanha será feita inteiramente com gravações de arquivo, a serem usadas na televisão, no rádio e na internet. Na condição oficial de candidato, Lula da Silva vai até participar dos primeiros dias da campanha eleitoral gratuita. Mas depois, quando houver a impugnação definitiva de seu nome, as participações continuarão no rádio e na TV, mas a imagem de Lula estará defendendo a eleição do candidato substituto, a ser por ele indicado.

O candidato apoiado por Lula deve passar para o segundo turno, conforme afirma o comentarista Carlos Alverga, que cita a opinião de Alberto Carlos de Almeida, considerado pela revista Fórum como “o maior especialista em voto do Brasil”. Conheço pessoalmente Erasmo Carlos e Roberto Carlos. Já tomei umas belas doses de uísque com Erasmo, quando ele morava no Leme com Narinha, e fui a uma festa de aniversário de Roberto Carlos, com apenas uns 20 convidados, na época em que ele era casado com a belíssima Miriam Rios. Quanto a este tal de Alberto Carlos, respeito a opinião, mas confesso que jamais tinha ouvido falar desta pessoa.

GRANDE CONFUSÃO – O certo é que a candidatura de Lula está destinada a causar uma grande confusão e muitos eleitores vão se decepcionar ao ver que o nome dele não está na urna. Quando for anunciada a impugnação da candidatura, será um choque para muita gente. Haverá uma comoção nacional, com choros e velas, à maneira de Noel Rosa.

A grande dúvida diz respeito à capacidade de Lula transferir votos. Ele já provou três vezes que consegue – nas duas campanhas de Dilma Rousseff e na vitória de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo. Mas na última eleição, em 2016, Lula fracassou e não conseguiu reeleger o mesmo Haddad, que nem foi para segundo turno, apesar de ter o apoio de Paulo Maluf.

Na eleição deste ano, porém, Lula pode recuperar o poder de transferir votos, porque o drama de sua prisão vai comover muitos eleitores, não há a menor dúvida. E o PT terá de indicar o substituto de Lula até 17 de setembro (20 dias antes da eleição), mas pode preferir apoiar um dos candidatos mais próximos ao partido, como Ciro Gomes (PDT), Manuela D’Ávila (PCdoB), Guilherme Boulos (PSOL) ou Aldo Rebelo (Solidariedade).

ESCOLHA DE SOFIA –  Lula vai decidir o que o PT fará. Se escolher Ciro Gomes, o candidato do PDT passa a ser o favorito da eleição. Mas se indicar algum outro nome, seja do PT ou de partido aliado, Lula estará cometendo a escolha de Sofia (a mulher que teve de decidir qual dos filhos devia morrer, para que o outro sobrevivesse).

Ciro Gomes não desistirá, vai dividir os votos da esquerda. Surgem, então, três hipóteses: 1) passam para o segundo turno um candidato de esquerda e um de direita; 2) passam dois candidatos de direita; 3) passam Ciro e o candidato apoiado por Lula.

O fato concreto é que o excesso de candidatos provoca pulverização. Por isso, há possibilidade de se passar para o segundo turno com apenas 20% dos votos válidos, ou até menos.

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P.S.
Amanhã continuaremos a análise da eleição presidencial, abordando as chances dos principais candidatos desta sucessão surpreendente, ensandecida e arrebatadora. (C.N.)

Marcio Lacerda, ex-prefeito de BH, não descarta ser vice de Ciro Gomes

Marcio Lacerda

Lacerda é amigo de Ciro e já trabalhou com ele

Deu em O Tempo
(Agência Estado)

Pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo PSB, o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda pode deixar a disputa para ser candidato a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes (PDT). Essa possibilidade passou a ser discutida nos últimos dias por líderes dos dois partidos.

“Não descarto a possibilidade de ser vice do Ciro, mas não deixei a pré-campanha em Minas Gerais. Fiquei honrado com a lembrança. Se houver uma composição PDT-PSB, ela será em torno de princípios”, afirmou ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

CONVERSAÇÕES – O ex-prefeito relatou que estão ocorrendo conversas entre as duas siglas, mas ressaltou que uma eventual aliança só será feita após uma consulta ampla ao seu partido. “Há uma simpatia no PSB pela aproximação com o PDT”, disse Lacerda.

Em entrevista recente ao “Estado”, Ciro afirmou que gostaria de um nome da “produção” e do Sudeste para ser vice em sua chapa. Na ocasião, citou o empresário mineiro Josué Gomes (PR), presidente da Coteminas. A conversa, porém, não avançou. Na semana passada, o Estado revelou que Benjamin Steinbruch, da CSN e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), filiou-se ao PP e passou a ser cotado para a vaga.

PRIORIDADE – Uma aliança com PSB, porém, é vista como prioritária no entorno de Ciro. Esse cenário ganhou força após a desistência do ex-ministro Joaquim Barbosa (PSB) de disputar à Presidência da República.

A relação entre Ciro e Marcio Lacerda precede a eleição. Em 2003, quando assumiu o Ministério da Integração Nacional no governo Lula, Ciro convidou Lacerda para ocupar seu primeiro cargo público: o de secretário executivo na pasta.

MUITO AMIGOS – Cinco anos depois, em 2008, Lacerda foi o candidato do PSB à prefeitura de Belo Horizonte após uma articulação que envolveu o então governador, Aécio Neves (PSDB), e Lula, mas que passou também por Ciro. O ex-ministro foi até a capital mineira ajudar na primeira campanha do amigo.

Segundo lideranças do PSB, o partido trabalha com três cenários na eleição deste ano. A ideia de apoiar Ciro ganha força, mas há um setor que defende a neutralidade na campanha presidencial. Uma terceira corrente prega uma aliança nacional com o PT na disputa presidencial, o que implica apoiar a pré-campanha de Lula, que está preso.

COM PIMENTEL – Em outra frente, o PT de Minas Gerais tenta convencer Lacerda a ser candidato a vice na chapa do governador Fernando Pimentel, que disputa a reeleição. O petista admitiu ontem em Recife que o PSB pode compor a chapa majoritária com o PT na eleição estadual em Minas.

“O PSB é um partido importante e no caso de Minas tem uma liderança popular muito reconhecida que é o ex-prefeito Márcio Lacerda”, disse Pimentel na capital pernambucana após participar de um encontro com governadores do Nordeste.

Na sexta-feira, Ciro desconversou em Fortaleza quando foi questionado sobre as articulações para definir o nome de seu vice. “Isso vai acontecer a partir de junho, quando começamos a preparar as convenções de julho e agosto.”

Mesmo preso, Lula quer de volta a assessoria, carros, motoristas, cartão etc.

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Para aparecer, advogado de Lula não conhece limites

Luiz Vassallo
Estadão

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu de decisão que manda cortar ‘benefícios’ conferidos a quem, como ele, já ocupou o Palácio do Planalto, entre 2003 e 2010. Ao vetar assessores, motoristas, seguranças e carro oficial ao petista, o juiz da 6.ª Vara Federal de Campinas, Haroldo Nader, destacou a ‘desnecessidade’ desse aparato. Ações para barrar os benefícios foram levadas à Justiça pelo MBL e pelo NasRuas. Em recurso, advogados do petista afirmam que a decisão ‘coloca em risco a subsistência’ do ex-presidente’.

 “Registre-se desde logo que as ‘benesses’ referidas pelo autor (MBL e NasRuas) e também pela decisão agravada são, em verdade, prerrogativas e direitos assegurados em lei para todos os ex-presidentes da República”, argumentam os advogados.

STATUS – Os defensores de Lula ressaltam que ‘nossa legislação – vigente e válida – garante àqueles que ocuparam o cargo máximo da República o status de ex-Presidentes’.

“Essa condição jurídica especial abarca somente uma equipe composta de oito servidores, no caso, assessores, seguranças e motoristas, além de dois carros”, segue o recurso.

“Como se sabe, nos sistemas presidencialistas, o Presidente da República acumula as funções de chefe de Governo e de chefe de Estado, de tal maneira que o povo, após o término do mandato, permanece associando sua imagem à da nação”, argumentam.

FIGURA PÚBLICA – Os advogados ainda afirmam ser ‘inegável que um ex-Presidente da República conserva, naturalmente, sua condição de figura pública’.

“Isso para não falar que o ex-Presidente é detentor de informações muito preciosas. Ele carrega consigo segredos de Estado, que dizem respeito à soberania, às relações internacionais, à segurança nacional, às reservas estratégicas, cuja divulgação pode ocasionar irreparáveis prejuízos ao país e a toda sociedade”, diz a defesa.

Os advogados ainda afirmam que a decisão que barrou os benefícios ‘coloca em risco, como já demonstrado, a dignidade e a própria subsistência’ de Lula ‘no mais difícil momento de sua vida – privado de sua liberdade por uma decisão injusta e arbitrária -, de receber o auxílio de pessoas que com ele convivem de longa data e que conhecem suas necessidades pessoais’.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como quase tudo o que a defesa de Lula faz, o argumentos são ridículos e patéticos. A assessoria e os veículos são de uso exclusivo da pessoa do ex-presidente. Se ele está na cadeia, não podem servir a mais ninguém, e o cartão corporativo, que paga combustível e gastos da assessoria,. tem de ser devolvido. Mas na Justiça brasileira, tudo é possível. E pode ser que algum magistrado tipo idiota completo tenha a desfaçatez de devolver as mordomias a alguma pessoas ligada a Lula, talvez a Sra. Rosemary Noronha, a segunda-dama, que agora é primeira, mas está muito distante do amado/amante, diria Roberto Carlos. (C.N.)

Após ser revelado o depoimento à PF, Temer se encontra com filha Maristela

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Depoimento de Maristela indica a lavagem de dinheiro

Andréia Sadi
G1 Brasília

O presidente Michel Temer se encontrou neste sábado (19) com sua filha Maristela Temer, em São Paulo, em sua residência. O encontro ocorre um dia após a TV Globo divulgar a íntegra dos depoimentos à Polícia Federal de Maristela e dos fornecedores de uma obra feita na casa da psicóloga em 2014.

A PF suspeita que a obra tenha sido paga com dinheiro de propina. A mulher do coronel Lima, Maria Rita Fratezi, cuidou dos pagamentos da reforma em dinheiro vivo, segundo depoimento dos fornecedores. Lima é apontado pela JBS como intermediário de R$ 1 milhão de propina para o presidente Michel Temer.

NÃO SABE DE NADA –  No depoimento, consta a seguinte declaração da filha de Temer:

“Maristela não reconhece nenhum dos nomes de outros depoentes apresentados a ela e diz “QUE não se recorda do valor exato gasto na reforma de sua residência, mas pode afirmar que custeou as obras com aproximadamente quinhentos mil reais remanescentes da venda do antigo imóvel, empréstimos bancários, não se recordando os valores e mais cem mil reais que a depoente solicitou emprestado de sua mãe; QUE ainda utilizou uma reserva de aproximadamente sete mil dólares que possuía guardado; QUE também utilizou na obra parte da remuneração recebida de sua atividade profissional e, inclusive, naquela ocasião, a depoente recebeu vários pagamentos em espécie de seus pacientes, na sua atividade profissional; QUE também não se recorda o valor total destes recursos que repassou em espécie; QUE, somando superficialmente os valores, acredita ter gasto algo em torno de R$ 700.000,00 (setecentos mil reais) na obra.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O depoimento da filha de Temer é uma confissão de culpa. É uma mulher adulta, que comprou uma casa por R$ 900 mil, na obra gastou outro tanto (não sabe o valor), não sabe quem fez a reforma, tudo foi feito e pago em dinheiro vivo pela mulher do coronel Lima, aquele amigo e cúmplice de Temer em trampolinagens, e filha não sabe de nada, rigorosamente nada. (C.N.)

Ex-presidente Dilma concorrerá ao Senado em Minas Gerais, decide o PT

Resultado de imagem para frases de dilmaJuliana Cipriani
Estado de Minas

O PT de Minas Gerais deve mesmo lançar a candidatura de Dilma Rousseff ao Senado. A intenção da ex-presidente de concorrer ao Parlamento este ano já havia sido anunciada, mas o partido cogitava a possibilidade de ela não concorrer em troca do apoio do MDB para barrar o processo de impeachment contra o governador Fernando Pimentel (PT). Agora, os petistas mineiros devem tentar salvar o mandato de Pimentel vencendo a votação no plenário da Assembleia Legislativa.

Na quinta-feira à noite (17/5), o lançamento em Belo Horizonte do filme O processo, documentário sobre o impeachment de Dilma, ganhou ares de pré-campanha. O mote “Dilma senadora” foi usado em faixas e cartazes pelos petistas que lotaram a sessão.

SEM ACORDO – Segundo uma fonte ligada a Pimentel, o governo já entendeu que não há mais possibilidade de acordo com o MDB, partido do presidente da Assembleia, Adalclever Lopes. Assim, vai partir para a eleição com uma chapa forte, com Dilma concorrendo para o Senado. Para o governo mineiro, a oposição não deve aprovar o impeachment de Pimentel.

“Não tem mais nenhum tipo de possibilidade de acordo. Eles querem manter o processo de impeachment só para aumentar o desgaste do governo. Sabem que não têm força para aprovar”, disse a fonte.

O governo, por sua vez, vai usar as armas de que dispõe para derrotar o impeachment. Nos bastidores, cargos e liberação de emendas estão sendo negociados com os aliados e possíveis novos apoiadores. A conta é que Pimentel só precisa de 26 votos a seu favor para impedir que o processo de impeachment se instaure. A diferença de articulação entre ele e a ex-presidente Dilma, que perdeu seu mandato, é gritante. Pelos cálculos do governo, Pimentel tem pelo menos 40 votos garantidos.

DILMA FOI O ESTOPIM – A crise surgiu devido à pré-candidatura de Dilma ao Senado, com a transferência do título dela para Belo Horizonte. Foi o estopim para uma briga com o MDB, que sustentou o governo Pimentel no Legislativo. O presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, esperava ser o único nome forte a concorrer na chapa do PT ao Senado, apesar de este ano duas vagas estarem em disputa.

Nessa quarta-feira, o emedebista deu mais uma mostra de que vai seguir com o pedido de impeachment apresentado pelo advogado Mariel Marra. A Mesa aprovou o rito do processo, que foi publicado nesta sexta-feira no Diário Legislativo.

Na Assembleia, o primeiro-secretário da Casa deputado Rogério Correia (PT) participou do ato de apoio à candidatura de Dilma. Ele minimiza, porém, a situação de rompimento com o MDB e diz ainda acreditar em uma aliança. “Havendo aliança do PT com o MDB, na minha opinião, a candidatura do Adalclever ao senado pode vir junto. Não há impedimento nisso e acho que até reforça a Dilma. Ele (Adalclever) alavanca as duas candidaturas e o segundo voto do PT certamente seria dele”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– A notícia da volta de Dilma é auspiciosa. O povo precisa de diversão e a ex-presidente é uma atração à parte, com uma rara “mulher sapiens” que realmente sabe usar a oratória para divertir as massas. (C.N.)

Aliados de Doria cobram recursos para a campanha e irritam Alckmin

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Alckmin não aceitou ser pressionado por Tobias

Daniela Lima
Folha/Painel

É crescente a tensão no PSDB. Nesta semana, Geraldo Alckmin, presidente e pré-candidato do partido ao Planalto, teve uma conversa ríspida com quadros da sigla em SP que foram reivindicar um volumoso repasse de recursos do fundo eleitoral para a campanha de João Doria (PSDB) ao governo do estado. Alckmin não gostou da abordagem, fez questão de dizer que não trataria de dinheiro e, em privado, reclamou do teor do pedido, feito em meio à desconfiança que ronda sua pré-candidatura.

A reunião com o ex-governador foi pedida pelo presidente da sigla no estado, Pedro Tobias. Ele apareceu na audiência acompanhado do presidente da Assembleia, Cauê Macris (PSDB), do secretário-geral do partido, Cesar Gontijo, e do deputado estadual Marcos Vinholi (PSDB-SP).

HORA ERRADA – Ao ouvir o pleito do grupo, Alckmin disse que não estava disposto a tratar do assunto. Segundo relatos, o presidenciável se irritou porque, num momento delicado de sua jornada eleitoral, foi abordado por aliados que não queriam sugerir soluções, mas demandar.

Procurado, Cauê Macris negou que tenha havido qualquer discussão na conversa com o ex-governador. “Em nenhum momento houve fala mais ríspida. Quem disse isso está mentindo”, afirmou.

Para melhorar a campanha, o PSDB vai colocar no ar uma série para web, sob o título “Geraldo Alckmin descomplica”. A ideia é que o presidenciável tucano use um discurso simples, respondendo perguntas de eleitores sobre os mais variados temas.

OUTROS PARTIDOS – Dirigentes do DEM que estiveram com Valdemar Costa Neto dizem ter sentido que o comandante do PR está inseguro em se aliar ao grupo que busca uma alternativa para a eleição, mas vai dar corda à proposta de o empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar, ser o candidato ao Planalto do bloco.

A postos, Josué disse à cúpula do DEM que está disposto a assumir qualquer missão.

Por fim, o PSB e PT decidiram deixar para depois uma conversa sobre aliança no cenário nacional. A ordem agora é priorizar as negociações locais, para resolver palanques nos dez estados em que há chance de parceria. Minas e Pernambuco são os mais complexos.

Um porto minado pela corrupção é mais uma denúncia contra Jaques Wagner

Crédito: Yasuyoshi Chiba

No Reino Unido, a propina a Wagner é caso judicial

Ary Filgueira e Tábata Viapiana
IstoÉ

O ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT), quem diria, foi parar na mais alta corte comercial da Inglaterra, a Queen’s Bench Division Commercial Court. É mais um capítulo da polêmica obra do Porto Sul, um complexo formado por porto e ferrovia, que está sendo construído em Ilhéus (BA), iniciado por Wagner e que prossegue no atual governo do também petista Rui Costa. A obra vem sendo contestada por ambientalistas, pois desmatará 500 hectares de Mata Atlântica. Na corte inglesa, discute-se como, em um único dia, reverteu-se um parecer do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) que reprovava o empreendimento.

Existem veementes indícios de pagamento de propina tendo como endereço os aveludados bolsos do petista.

PORTO SUL – O início da história do Porto Sul remete a 2007, quando o bilionário indiano Pramod Argawal resolveu desenvolver o projeto Pedra de Ferro, ou Porto Sul, para extrair minério de ferro no município de Caetité e levá-lo até Ilhéus, pela estrada de ferro. O objetivo da empresa privada seria alcançado com a ajuda de recursos públicos. O então governador da Bahia, Jaques Wagner, conseguiu que a obra fosse incluída no Plano de Aceleração e Crescimento (PAC).

Mas só os recursos públicos não eram suficientes. Era preciso vencer a burocracia que emperrava os planos do magnata indiano. Um deles era a recusa do Ibama em emitir a licença de instalação do porto. É aí que a resistência do Ibama é resolvida por um passe de mágica. No início do dia 19 de setembro de 2014, técnicos do Ibama negaram a autorização da licença de instalação da obra. No final desse mesmo dia, o consórcio conseguiu permissão dada de forma misteriosa pelo presidente do órgão na época, Volney Zanardi Junior.

CORONEL WAGNER – Para o diretor da SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, Jaques Wagner agiu no episódio como um verdadeiro coronel no Sul da Bahia, para conseguir autorização para a obra. “Ele reclamava tanto de Antônio Carlos Magalhães que agiu de forma semelhante”, comparou, referindo-se ao ex-senador e coronel baiano, falecido em 2007.

Exatamente pelas suspeitas em torno da reviravolta no Ibama é que esse episódio foi parar na Corte inglesa. Sócia do indiano no Porto Sul, a Eurasian Natural Resources Corporation (ENRC) cogitava comprar a totalidade do empreendimento. Uma última parcela, de US$ 220 milhões, seria paga somente se Pramod Argawal conseguisse a licença do Ibama. Ele conseguiu, mas não evitou que o caso fosse parar na Justiça inglesa.

DENÚNCIA – No dia 20 de fevereiro, na Queen’s Bench Division Commercial Court, os advogados da ENRC alegaram que não pagaram a parcela porque descobriram que a licença de instalação do Porto Sul foi conseguida com pagamento de propina. E um dos beneficiados seria Jaques Wagner.

Um fato que corrobora a suspeita é o número de contatos telefônicos entre o indiano e o ex-governador. Segundo os advogados, foram feitas quatro ligações para o telefone de Wagner às vésperas da saída da licença. Wagner defende-se das acusações. Nega qualquer vantagem pessoal. Em nota enviada por sua assessoria, ele afirma que “tanto o porto como a ferrovia são essenciais para o desenvolvimento da Bahia, do Nordeste e do Brasil”.

Na próxima terça-feira 22, representantes do Ibama terão reunião em Ilhéus com o Ministério Público Federal e integrantes da sociedade civil para tratar do caso. Este é mais um enredo obscuro que envolve o petista. Ele chegou a ser cotado para substituir Lula na disputa pela Presidência, mas até o PT já abandonou o barco do ex-governador. Antes solução, Jaques Wagner virou um porto de problemas.

Antes de ser preso, Dirceu chorou entre amigos e terminou sua autobiografia

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Defesa de Dirceu ainda tem esperanças de libertá-lo

Mônica Bergamo
Folha

O ex-ministro José Dirceu segue firme na intenção de jamais aderir a um acordo de delação, apesar da perspectiva de talvez nunca mais sair da prisão. Figura central do PT, ele diz que “nem em música” considerou algum dia a hipótese de fazer colaboração premiada. “Nem em samba-canção”, afirma. “No Exército Vermelho [da antiga União Soviética] tinha um ditado: para ser covarde, é preciso ter coragem. Porque os traidores eram sumariamente eliminados pelo comissário político na frente de batalha.”

“Eu fui formado numa geração em que a delação é a perda da condição humana. A maioria [das pessoas presas na ditadura] não delatou nem mesmo sob torturas que as destruíam psicologicamente, fisicamente. Muitas ficaram com sequelas e carregam até hoje aqueles tormentos, como é o caso da própria [ex] presidente Dilma”, segue ele.

AUTOBIOGRAFIA – Antes de ser preso, o ex-ministro terminou de escrever uma biografia, que será lançada pela Geração Editorial.

Apesar das mensagens enviadas na quinta-feira (17) a grupos de WhatsApp em que aparentava firmeza e força, Dirceu chegou a chorar em conversas com alguns amigos antes de ser preso.

O petista pensava, num primeiro momento, em tentar cumprir a pena no Complexo Médico Penal, no Paraná, para onde esperava que Lula fosse transferido. A decisão do ex-presidente de permanecer onde está fez com que Dirceu preferisse ficar em Brasília.

Fachin garante pensão por morte a filhas de servidores que ficaram solteiras

O ministro Edson Fachin, do STF (Foto: Carlos Moura/STF)

Fachin tomou uma decisão que não é nada razoável

Mariana Oliveira
TV Globo, Brasília

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, determinou a retomada do pagamento de pensões por morte pagas a filhas de servidores públicos federais que forem solteiras mesmo se elas trabalharem e tiverem mais de 21 anos. A decisão do ministro, tomada na terça-feira (15) e divulgada nesta sexta-feira (18), atinge mais de 200 casos levados ao STF.

Em 2016, o Tribunal de Contas da União (TCU) fez um pente-fino em mais de 19 mil pensões e revisou as regras, excluindo as beneficiárias que tinham outra fonte de renda. Diante disso, ações judiciais contra a decisão do tribunal começaram a ser apresentadas ao STF, e o ministro Fachin vinha concedendo decisões favoráveis às filhas dos servidores.

A DECISÃO – Para Fachin, o TCU não poderia retirar um benefício previsto em lei. A legislação em vigor, de 1958, estipula que tem direito à pensão “a filha solteira, maior de 21 anos” e que ela “só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente”. O benefício foi revogado em 1990, mas garantido a quem já o recebia e se enquadra nessas regras.

Segundo a decisão, a revisão só pode ocorrer nos casos em que a mulher deixar de ser solteira ou venha a ocupar um cargo público permanente. Fachin lembrou que uma súmula do STF permite, inclusive, que a filha opte pelo benefício mais vantajoso, a remuneração no cargo ou a pensão do pai.

O ministro considera que a revisão, por parte do TCU, viola princípios previstos na Constituição de 1988 e entendimentos do Supremo, que preveem que a pensão por morte seja regida pela lei da época em que o pai morreu.

PRINCÍPIOS – “Em meu sentir, todavia, os princípios da legalidade e da segurança jurídica não permitem a subsistência in totum da decisão do Tribunal de Contas da União. A violação ao princípio da legalidade se dá pelo estabelecimento de requisitos para a concessão e manutenção de benefício cuja previsão em lei não se verifica. Verifica-se, portanto, que a interpretação mais adequada (…) é aquela que somente autoriza a revisão da pensão concedida com amparo em seu regramento nas hipóteses em que a filha solteira maior de vinte e um anos se case ou tome posse em cargo público permanente”, escreveu o ministro.

“Trata-se de aplicar a consolidada jurisprudência desta Corte segundo a qual a concessão do benefício previdenciário de pensão por morte deve ser regida pela lei vigente à data em que falece o segurado instituidor”, acrescentou Fachin.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Neste julgamento, Fachin se comportou como um completo idiota. Baseou sua decisão em dois princípios do Direito – Legalidade e Segurança. Mas esqueceu a existência de um princípio maior, que paira sobre todos os demais – a Razoabilidade. Ou seja, o que não é razoável não é legal, embora esteja previsto em lei. Mas quem se interessa? (C.N.)

Tucanos e aliados já questionam a viabilidade da candidatura de Alckmin

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Charge do Mário Adolfo (Arquivo Google)

Igor Gielow
Folha

O presidenciável Geraldo Alckmin enfrenta o momento mais difícil de sua pré-campanha, com crescente questionamento interno no PSDB sobre a viabilidade de sua postulação. Se as dúvidas são colocadas publicamente por antigos aliados como o DEM, elas agora agitam o caldeirão tucano de rumores. Mas parece questão de tempo até algum peessedebista externar o que se diz reservadamente entre apoiadores e céticos da candidatura Alckmin: ele vai até o fim?

O próprio ex-governador paulista já deu uma resposta prévia em eventos nesta semana, dizendo que as avaliações são precipitadas. Alckmin afirma que a campanha de fato só começará quando se iniciar o horário gratuito de TV, em agosto.

PESQUISA – O estopim aparente da insatisfação foi a pesquisa CNT/MDA que mostrava um retraimento nas suas intenções de voto de quase 10% para 5%.

Reunião nesta semana examinou uma grande pesquisa qualitativa apontando que o eleitor médio identifica o tucano com a política tradicional que hoje é encarnada no poder por Michel Temer (MDB), ou seja, altamente impopular.

O debate sobre como mudar isso é inconclusivo, não menos porque Alckmin mantém sua posição de “jogar parado”. Alguns aliados na cúpula tucana pregam a adoção de um figurino mais agressivo. Polemizar com o nome que lhe tira votos à direita, Jair Bolsonaro (PSL), é uma opção, mas isso teria de ser feito de forma a não alienar todo o eleitorado do deputado.

ECONOMIA PIORA – Como existe um mar de votos hoje em branco à espera de rede de pesca, estimados de 20% a 30% do eleitorado, outra ideia tem a ver com a piora dos indicadores econômicos e a recente disparada do dólar, que assusta a classe média.

Como fez Fernando Henrique Cardoso em 1998, apresentar Alckmin como o único capaz de enfrentar a crise pode ser uma linha de ação. Não deixa de ser irônico, dado que o campo conservador contava com a melhoria da economia sob Temer —com apoio do PSDB— como ativo.

Sem isso, discursos populistas são favorecidos, e o rebolado retórico tucano teria de ser bem embalado para atingir além dos já convertidos.

CIRO CRESCE – Mesmo entre eles há dúvidas. Na conferência anual de CEOs promovida pelo Itaú em Nova York nesta semana, as conversas giraram em torno das dificuldades de Alckmin e do temor de um crescimento de Ciro Gomes (PDT), visto como hostil ao mercado.

Com tudo isso, nomes alternativos voltam à baila, ainda que Alckmin seja o presidente do PSDB e tenha a palavra final sobre o assunto.

Após passar 2017 ameaçando a postulação de Alckmin, o nome de seu ex-protegido João Doria está em todas as conversas sobre o tema. O ex-prefeito tem, publicamente e em conversas internas, mantido apoio a Alckmin. Mas o assédio a ele aumentou, e um tucano próximo a Doria sugere que metade da bancada estadual do partido já defende a substituição.

TAMBÉM NA CÂMARA – Segundo a Folha ouviu de dois importantes deputados federais do partido, o mesmo movimento estaria acontecendo na bancada tucana paulista da Câmara.

Um integrante da pré-campanha admite temer a contaminação de outras sucursais do tucanato pelo país. Diferentemente de Alckmin, Doria ainda empolga aliados externos, especialmente no MDB, e de quebra não tem contra si nenhuma investigação da Operação Lava Jato.

Até como vice de Alckmin ele foi sugerido na mesma reunião que discutiu a imagem do tucano, mas a sugestão foi considerada implausível.

CLIMA RUIM – Na base do clima ruim está a dificuldade de comunicação para acertos básicos, como palanques estaduais. A pré-campanha, quase dois meses depois de Alckmin ter deixado o governo, não tem comando político definido.

Quem fala pelo ex-governador são figuras sem trânsito fora de São Paulo: Samuel Moreira, Silvio Torres e Luiz Felipe D´Ávila. Tucanos com peso regional, como os ex-governadores Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR), estão até aqui alijados de decisões.

Para um aliado de Alckmin, a pressão é natural e o tucano sairá da imobilidade a tempo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O chamado Picolé de Chuchu foi uma escolha errada do PSDB, que não tem mais líderes nacionais. O fenômeno João Doria, todo estruturado na base do marketing, tinha muito mais chances. É sempre bom lembrar que, quando enfrentou Lula em 2006, no segundo turno Alckmin conseguiu ter menos votos do que no primeiro turno, repetindo o que aconteceu com o jornalista Helio Costa numa eleição para o governo de Minas. (C.N.)