No Datafolha: Bolsonaro, Marina e Ciro crescem, e Lula ainda lidera com folga

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Charge do Jota A (O Dia/PI)

 


Ricardo Balthazar
Folha

Dois meses depois da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seus adversários na disputa pela Presidência da República continuam encontrando dificuldades para conquistar a preferência dos eleitores. Pesquisa realizada pelo Datafolha na semana passada aponta o líder petista com 30% das intenções de voto e mostra que mais de um terço dos eleitores se dizem sem opção ao analisar cenários em que ele fica fora do páreo.

O instituto entrevistou 2.824 eleitores de 174 municípios na quarta (6) e na quinta (7). A pesquisa é a primeira feita pelo Datafolha após a paralisação dos caminhoneiros, que causou transtornos em todo o país, provocou uma crise no governo e abalou a economia.

BOLSONARO – Segundo o Datafolha, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que apoiou os caminhoneiros, mantém a liderança da corrida presidencial nos cenários em que Lula está ausente, com 19% das preferências.

A ex-senadora Marina Silva (Rede) aparece logo depois no levantamento, com até 15% das intenções de voto. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que oscila entre 10 e 11%, e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 7%, estão tecnicamente empatados.

Embora Ciro apareça numericamente à frente nos resultados, a diferença entre os dois pode ser menor por causa da margem de erro do estudo, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O ex-ministro Henrique Meirelles (MDB), que lançou sua pré-candidatura com apoio do presidente Michel Temer, tem apenas 1% das preferências, de acordo com o instituto.

INDEFINIÇÃO – Os cenários pesquisados pelo Datafolha na semana passada são diferentes dos que foram considerados pelo estudo anterior, feito em abril, e por isso os resultados dos dois levantamentos não são perfeitamente comparáveis.

O PT reafirmou na sexta (8) a disposição de registrar a candidatura de Lula, que cumpre pena em Curitiba pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e deve ser impedido pela Justiça de concorrer.

A estratégia adotada pelo partido adia a definição do nome que poderá substituir o ex-presidente se ele for barrado. Os dois mais cotados para a vaga, o ex-prefeito Fernando Haddad (SP) e o ex-governador Jaques Wagner (BA), aparecem com 1% na pesquisa.

APOIO DE LULA – A ausência de Lula fez cair o número de eleitores que o mencionam espontaneamente quando consultados sobre suas preferências, mas seu prestígio poderá ser decisivo para quem receber seu apoio. Nos cenários sem o ex-presidente no páreo, mais de 40% dos seus eleitores dizem não ter em quem votar.

Simulações feitas pelo Datafolha para o segundo turno da eleição reforçam os sinais de que muitos eleitores não encontram alternativa sem Lula.

Em cinco dos nove cenários em que o líder petista não aparece, o número de eleitores sem opção, dispostos a votar em branco ou anular o voto supera o de apoiadores do candidato vencedor. Marina Silva aparece como a que tem melhores chances contra Bolsonaro no segundo turno.

Associação dos Procuradores pretende abrir processo contra Gilmar Mendes

Antes do processo, será feita uma enquete sobre Gilmar

 


Daniela Lima

Folha/Painel

Integrantes da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) querem entrar com uma ação contra o ministro Gilmar Mendes, do STF. Há contrariedade com as críticas do magistrado à categoria. A direção da entidade fará consulta aos associados antes de iniciar a ofensiva judicial. A enquete direcionada aos cerca de 1.300 filiados da ANPR deve ser realizada em agosto. A entidade espera obter autorização para ingressar com ação civil contra o ministro — neste caso, o julgamento caberia à primeira instância da Justiça.

DETERIORAÇÃO – Se for levada adiante, a ofensiva da ANPR tem potencial para deteriorar as relações entre procuradores e o Supremo. Gilmar Mendes pode ser o mais enfático, mas não é o único ministro da corte a criticar não só a conduta como também os métodos de investigadores.

Na quarta-feira passada (dia 6), os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio solicitaram à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o impedimento do ministro Gilmar Mendes para analisar casos que envolvam o ex-presidente da Fecomércio, Orlando Diniz, que acaba de ser libertado por ele.

A Fecomércio tem sido uma das patrocinadoras dos eventos realizados no Brasil e em Portugal pela faculdade de Direito criada por Gilmar Mendes.

EFEITO COLATERAL – Indagado sobre a série de críticas que sofre por sua atitude no Supremo, o ministro Gilmar Mendes respondeu o seguinte:

“Se me perguntarem qual é o meu éthos hoje, eu digo: é evitar que se cometam abusos. Eu não ligo. Já construí muitas obras. Fiz o bastante. Agora, quero evitar que se cometam tragédias”.

Como dizia Belchior, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais…

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Ilustração de Daniel Brandão (Arquivo Google)

 


Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O cantor e compositor cearense Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes (1946-2017), na letra de “Como Os Nossos Pais”, fala da eterna discussão presente na relação entre pais e filhos, ou seja, quando somos jovens sempre achamos que nossos pais estão errados na educação que recebemos, porém quando crescemos e temos filhos geralmente repetimos o mesmo que nossos pais faziam conosco.

“Como Os Nossos Pais” é um hino à juventude que amadurece percebendo que o mundo é uma constante, porque é feito de homens que se acomodam e de outros que lutam por mudanças. A música foi gravada por Belchior no LP Alucinação, em 1976, pela Polygram.

COMO OS NOSSOS PAIS
Belchior

Não quero lhe falar
Meu grande amor
Das coisas que aprendi
Nos discos…

Quero lhe contar
Como eu vivi
E tudo o que
Aconteceu comigo

Viver é melhor que sonhar

E eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa…

Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens…

Para abraçar meu irmão
E beijar minha menina
Na rua
É que se fez o meu lábio
O seu braço
E a minha voz…

Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantado
Como uma nova invenção
Vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pr’o sertão
Pois vejo vir vindo no vento
O cheiro da nova estação
E eu sinto tudo
Na ferida viva
Do meu coração…

Já faz tempo
E eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Esta lembrança
É o quadro que dói mais…

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais…

Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
As aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu estou por fora
Ou então
Que eu estou enganando…

Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem…

E hoje eu sei
Eu sei!
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Está em casa
Guardado por Deus
Contando seus metais…

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais…

Albert Einstein tinha fé, mas abominava a submissão ao fervor religioso

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Reprodução do Arquivo Google

 


Udo Marquardt
Site DW

Nascido numa família pouco religiosa, o cientista judeu alemão Albert Einstein não acreditava em um Deus personalizado, mas associava ética científica à religião. Em fevereiro de 1923, já mundialmente famoso, Einstein fez uma visita a Jerusalém e assim registrou sua observação das pessoas rezando no Muro das Lamentações: “Desci até o muro do templo, onde os obtusos patrícios ficam rezando alto, com o rosto voltado para o muro, balançando o corpo para frente e para trás. Imagem miserável de uma gente com passado e sem presente”.

Esta breve anotação de viagem é característica da relação de Einstein com a religião. Por um lado, ele reclama da obtusidade dos crentes; por outro, considera-os “patrícios”. O cientista nascido em Ulm, no extremo sul da Alemanha, em 1879, era judeu e, mais ou menos desde 1918, sionista.

TINHA FÉ – Com 17 anos, no entanto, ele já tinha se excluído da comunidade religiosa judaica e jamais voltaria a seguir qualquer confissão. Não visitava serviços religiosos e não rezava. Mesmo assim, Einstein tinha fé. Em agosto de 1932, escreveu um breve texto intitulado “Minha Profissão de Fé” e logo em seguida gravou-o em disco para a Liga Alemã dos Direitos Humanos.

“Fazer parte das pessoas que podem dedicar sua valiosa força de observação e investigação a coisas objetivas e desvinculadas do tempo é uma graça especial. Como sou feliz e grato por usufruir desta graça que nos torna independentes do destino pessoal e do comportamento dos demais! Mas esta independência não deve nos cegar, no entanto, a ponto de ignorarmos os deveres que continuam nos vinculando à humanidade de antes, de agora e de depois”, observa Einstein.

E prossegue: “Nossa situação no mundo parece estranha. Cada um de nós aparece para uma breve visita, involuntariamente e sem ser convidado, sem saber por quê e para quê. Na vida diária, só sentimos que o ser humano existe por causa dos outros, daqueles que amamos e de inúmeros outros companheiros de destino”.

RELIGIÃO E MEDO – A origem da religião para Einstein é o medo. Medo de fome, doença e morte. É preciso apaziguar o Deus ou os deuses, a fim de escapar da desgraça. Em um nível mais elevado, a fé surge de sentimentos sociais. Neste caso, religião é como uma superestrutura moral que regula a vida da comunidade. Para Einstein, a religião moral é a religião dos povos com tradição cultural. Mas ele ainda distingue uma terceira forma de vivência religiosa: a religiosidade cósmica.

A religiosidade cósmica seria apenas para “indivíduos especialmente ricos e comunidades especialmente nobres”. O conceito cósmico de Deus não se prende mais a imagens pessoais, de modo que não requer nem Igreja, nem dogmas, nem orações. Neste caso, Deus é um princípio. Sua linguagem é a matemática. Venerá-lo significa fazer ciência.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Einstein abominava a submissão ao fervor religioso, devido às trágicas consequências políticas e sociais. A barbárie religiosa foi e ainda é intensa, basta observar o radicalismo do Estado Islâmico. Ou relembrar a morte do grande filósofo e teólogo italiano Giordano Bruno, em 17 de fevereiro de 1600, queimado vivo no “Campo dei Fiori”, em Roma. Desde 1899, um monumento erguido no local lembra a grandeza de Giordano Bruno, que foi mandado para a fogueira pelo tribunal da Inquisição, acusado de heresia e blasfêmia. Em tradução simultânea: o tempo passa e o ser humano não muda. (C.N.)

Manuela D´Ávila pode retirar candidatura para facilitar a união das esquerdas

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Manuela tem chance de chegar ao governo gaúcho

 


Germano Oliveira e Tábata Viapiana
Revista IstoÉ

A deputada estadual pelo PCdoB do Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, de 36 anos, é a mais jovem candidata à presidência da República. Mas essa sempre foi uma constante em sua vida. Começou a militar politicamente no movimento estudantil ainda aos 16 anos e, de lá para cá, não parou mais. Filiou-se ao PCdoB com 21 anos e logo aos 23 se elegeu como a mais nova vereadora da história de Porto Alegre. Ainda disputou a prefeitura da capital por duas vezes (em 2008 e 2012). Em 2012, já eleita deputada federal, chegou a ficar à frente nas pesquisas, mas em setembro foi ultrapassada por José Fortunati (MDB), que se elegeu ainda no primeiro turno. O importante para ela é a defesa de suas bandeiras. Para demonstrar seu desapego, Manuela até admite abrir mão da corrida ao Planalto. “Se a minha candidatura é óbice à união das esquerdas, eu a retiro”, afirma.

Qual a sua opinião sobre a Lei da Ficha Limpa? Em que momento a lei deve começar a valer?
Mas essa questão já não está colocada, que é a partir de uma condenação em segunda instância? Temos que debater no Brasil se as decisões valem em segunda instância ou ao término de todas as instâncias. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal adotou um entendimento para outro conjunto de questões. Então acho que é a hora de a gente debater do ponto de vista da legislação mesmo. Como deputada, votei pela Ficha Limpa.

Seu partido historicamente sempre apoiou o PT. Por que nesta eleição deixou de apoiá-lo?
Não é que vamos deixar de apoiar o PT porque eu sou candidata, mas sim pelas razões pelas quais sou candidata. Nós acreditamos numa candidatura do PCdoB e fizemos esse debate no ano passado. Portanto, antes da prisão do Lula. Acreditamos que a crise econômica e o impeachment sem crime de responsabilidade abrem um novo ciclo para o Brasil e que nós precisamos transformar essa eleição em um debate de alternativas para superar a crise.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) disse que a senhora poderia desistir da candidatura para apoiar Ciro Gomes e que a senhora concorreria ao governo do Rio Grande do Sul. Isso é possível?
A minha candidatura não é óbice para a unidade da esquerda. Se eu retirar minha candidatura hoje, o campo progressista, desenvolvimentista, estará unido? Os outros três candidatos teriam essa disposição? Eu teria. Se a minha candidatura é o óbice para a união da esquerda, então não há mais óbice. A virtual retirada da minha candidatura não resolveria o problema da unidade de um campo político. Nos retirando, apresentamos uma solução para a unidade da esquerda brasileira? Não. Hoje, vocês me verão como candidata à Presidência. Jamais descartarei o Rio Grande do Sul, que é o estado que me fez deputada e vereadora. O fato é que, mesmo muito bem posicionada nas pesquisas para o governo do Estado, houve interpretação do meu partido de que o debate para saídas da crise nacional tem impacto na situação dos estados.

Quase metade do eleitorado declara voto branco ou nulo. Como reverter o descrédito da população na classe política?
É um dos grandes debates dessa eleição. Eu, aos 16 anos, tomei a decisão de me filiar a um partido político para transformar a realidade do nosso país. Percebi que não havia outra saída para o País a não ser transformar a nossa realidade. E essa saída seria através da minha participação política. Sou a prova de que é possível fazer uma política que transforma.

Quais reformas são as mais importantes?
Será o conjunto de reformas que eu defendo e que recomponham a capacidade de investimento público a partir de uma reforma tributária, que taxe os multimilionários, que cobre impostos sobre fortunas ou heranças, ou será a partir hipoteticamente da reforma da Previdência do Temer? Como seria o Brasil governado por mim? O Brasil buscaria construir um caminho próprio, seria livre para se desenvolver enquanto nação. Serei uma presidenta obcecada em combater a desigualdade.

Em que ponto a esquerda erra ao não tentar combater o discurso que permite a ascensão da direita?
O tema da intervenção militar decorre da ausência de legitimidade e autoridade do governo Temer. Diante de um quadro de insegurança geral, de 25 milhões de desempregados ou sub-ocupados, as pessoas querem uma autoridade. Espero que todos os democratas pensem nisso, porque o oportunismo eleitoral da direita brasileira fez com que muitos flertassem com soluções autoritárias, como se liberais brasileiros tivessem sido picados por uma espécie de mosquinha do fascismo. Isso já nos custou mais de 20 anos de ditadura militar.

Tudo em Família! Preso, o ex-secretário do Ministério entrega o próprio primo…

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Arantes, líder do PTB, nomeou os sobrinhos corruptos

 


Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

Número 2 do Ministério do Trabalho até ser preso na Operação Registro Espúrio, na semana passada, Leonardo Arantes se disse inocente, mas comprometeu o primo Rogério Arantes ao depor pela primeira vez após a prisão e confirmar que recebeu o pedido de “agilizar” o deferimento de um registro sindical que custaria R$ 4 milhões. Ambos são sobrinhos do líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (PTB-GO), também investigado na operação deflagrada no dia 30 de junho, mas alvo apenas de busca e apreensão de documentos.

Agora ex-secretário executivo do Ministério do Trabalho, Leonardo admitiu que Rogério lhe pediu “facilitação” para a liberação do registro do Sindicato das Pequenas e Micro Empresas de Transporte Rodoviário de Veículos Novos do estado de Goiás (Sintrave-GO).

EM NOME DO PRIMO – O presidente do sindicato, Afonso Rodrigues, tinha recebido um pedido de pagamento de R$ 4 milhões para obter o registro. A propina foi solicitada pela lobista Veruska Peixoto e a negociação teve o aval de Rogério Arantes, que falou em nome do primo Leonardo. Rogério tinha cargo de diretor no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

“Que houve contato de Rogério para a facilitação do processo do SINTRAVE/GO, conforme citado pelo declarante acima, no referido almoço com Rogério, Veruska e Marcão; Que não sabe como seria dividido qualquer valor; Que não sabe quem eram os servidores da SRT que facilitavam a obtenção do registro sindical; Que não sabe a contrapartida dada e/ou prometida a esses servidores; que nunca recebeu nada de Veruska”, disse Leonardo Arantes. O depoimento não identifica o “Marcão” citado.

CARTA SINDICAL – O almoço citado no depoimento foi a ocasião em que Leonardo afirma ter sido apresentado à lobista Veruska. Estava lá também o primo Rogério. Leonardo disse que “na ocasião do almoço, foi solicitado por Rogério que fosse agilizada uma carta sindical, o qual o declarante não lembra o nome do sindicato”.

Leonardo disse que “não era de responsabilidade de sua secretaria, de Políticas Públicas e de Emprego, e que não poderia ajudar”. Ele afirmou que nunca mais viu Veruska. “Contudo Rogério tocou no citado assunto em outra oportunidade, recebendo a mesma resposta”, disse Leonardo, destacando que o registro sindical do Sintravego nunca foi concedido. Ele também disse que nunca se encontrou com Afonso Rodrigues – presidente do Sintravego e autor da denúncia inicial.

NEGANDO TUDO – Bacharel em direito, Leonardo Arantes afirmou em depoimento jamais ter tido conhecimento de que havia propina sendo negociada para liberação desse registro e sustentou que “nunca solicitou que fosse agilizado processo”. Ele admitiu que “repassava todas as demandas para os setores competentes para providências cabíveis quando solicitadas ao declarante”, mas disse que pedia apenas que fosse observado o trâmite normal. No entanto, admitiu que Rogério buscou direcionar o processo sobre o Sintravego.

Leonardo Arantes, que estava viajando no dia da operação, foi o último a ser preso dentre os 23 alvos de mandados de prisão. A Registro Espúrio, deflagrada investiga suposta organização criminosa formada por políticos, lobistas, dirigentes de sindicatos e funcionários públicos que atuavam na negociação para liberar registro sindical pelo ministério.

DEFESAS – “A defesa de Leonardo José Arantes, em respeito à Autoridades que investigam os fatos ligados ao Ministério do Trabalho e Emprego, não se pronunciará sobre os mesmos, mas informa que já prestou todos os esclarecimentos à Polícia Federal e ao Ministro Relator no STF, apresentando documentos demonstrando que nunca recebeu qualquer valor sem origem declarada ou ilegal”, disse, em nota, o advogado Pedro Paulo de Medeiros.

“Esclarece que nunca fez qualquer pedido para que terceiros agissem em desacordo com a lei, e que em sua vida pública sempre se pautou pela ética e transparência, tanto que foi de sua iniciativa, a título de exemplo, ações que economizaram mais de 1 bilhão de reais aos cofres públicos, que criaram mecanismos para evitar fraudes ao seguro desemprego. Segue confiante na Justiça.”

 

Datafolha divulga pesquisa que pode ser fatal para as pretensões de Alckmin

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Charge do Mário Adolfo (Arquivo Google)

 


Henrique Araújo
O Povo/CE

O Instituto Datafolha divulga neste domingo (dia 10) uma nova rodada de pesquisa com os candidatos à Presidência. O levantamento inclui cenários com e sem a presença do ex-presidente Lula entre os candidatos. Além de levantar qual o favorito para as disputas do primeiro turno, a pesquisa também fará 12 simulações de segundo turno. Pesquisa é pesquisa, costumam desconversar os pré-candidatos quando querem fingir naturalidade e engabelar o nervosismo diante do eleitor. É o caso de Geraldo Alckmin (PSDB). A nova rodada do Datafolha tem o poder de enterrar ainda mais a candidatura do tucano ou de reanimá-la.

Se permanecer no mesmo patamar de agora ou cair um ponto porcentual que seja, o apoio ao ex-governador de São Paulo vai se erodir mais, a ponto de se tornar insustentável, forçando o partido a uma decisão: substituí-lo enquanto é tempo ou ir até o fim sob risco de não chegar ao segundo turno da disputa eleitoral. Num caso como no outro, uma escolha de Sofia.

Na última semana, porém, o PSDB emitiu sinais de que pode rifar o atual presidente nacional da legenda. Primeiro, com informações de bastidores segundo as quais Alckmin andaria inusualmente destemperado, o que sugere que a pressão indireta de João Doria pode estar pesando em seus ombros. Depois, com o lançamento do manifesto do centrão, cujos efeitos sobre a meia dúzia de candidaturas ligadas a esse miolo ideológico foi perto de zero.

Em sua defesa, Alckmin tem repetido que a campanha começa pra valer no horário eleitoral. É outra dessas meias verdades que candidatos mal colocados nos levantamentos de intenção de voto repetem com sorriso amarelo. E o do ex-inquilino do Palácio dos Bandeirantes tem essa coloração.

TODOS DE OLHO – Mas a nova sondagem do Datafolha não interessa somente a Alckmin. Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PLS) e os demais estão de olho na pesquisa, que pode apontar tendências de movimentos para as próximas semanas.

Haverá simulações com Lula, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, um dos possíveis substitutos de Lula na candidatura do PT, caso o ex-presidente seja mesmo impedido de disputar o pleito.

As 12 simulações que o Datafolha deve divulgar são as seguintes: Lula x Geraldo Alckmin, Lula x Marina Silva, Lula x Jair Bolsonaro, Marina Silva x Jair Bolsonaro, Ciro Gomes x Geraldo Alckmin, Jair Bolsonaro x Geraldo Alckmin, Marina Silva x Geraldo Alckmin, Ciro Gomes x Jair Bolsonaro, Fernando Haddad x Geraldo Alckmin, Jair Bolsonaro x Fernando Haddad, Ciro Gomes x Marina Silva e Fernando Haddad x Ciro Gomes.

Marina Silva critica estratégia de polarizar com Bolsonaro, que lidera a disputa

marina silva

Marina Silva enfim despertou e se lançou em campanha

 


Deu no Estadão

Em entrevista a jornalistas estrangeiros, concedida no Rio de Janeiro na tarde desta sexta-feira (dia 8), a pré-candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, criticou a estratégia de centrar críticas ao pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas de intenção de voto quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é incluído: “É um erro os partidos orientarem sua estratégia para combater o Bolsonaro. Temos um projeto para o Brasil e vamos debater com todos, sem polarizar. Queremos saber os projetos de todos sobre saúde, educação, segurança”, afirmou.

Marina criticou, no entanto, a liberação do comércio de armas como solução para o problema da segurança pública, como defende Bolsonaro. “Não é assim que se resolve, não adianta dar uma arma para cada cidadão. Isso só vai aumentar o problema. Não queremos uma arma como símbolo do Brasil”, afirmou.

OUTROS TEMAS – Sobre o aborto e a liberação de drogas, outros temas recorrentes na eleição, a pré-candidata defendeu que essas questões sejam decididas via plebiscito. “Precisamos fazer um debate sem usar rótulos”, pontuou. Ninguém defende o aborto como método regular contraceptivo, mas numa situação excepcional. Isso tem que ser debatido com fundamentos médicos e sem preconceito”, ponderou.

A pré-candidata da Rede mencionou que está em negociação com partidos como PSB e PMN para a campanha eleitoral, e que só busca alianças baseadas em programa de governo.

“Mas não acho que todo mundo do PT e do PSDB é corrupto. Quero fazer um governo de união”, afirmou.

“Os partidos que estão aí fizeram a reforma política que interessava a eles, mas tem uma grande reforma política que o povo vai fazer em 7 de outubro”, previu Marina.

Aproximação de Ciro Gomes com Rodrigo Maia já encontra eco dentro do DEM

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Maia não quer conversa com Alckmin ou Bolsonaro

 


Bruno Góes

O Globo

A aproximação de Ciro Gomes com o DEM encontra eco dentro do partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), que se apresenta como pré-candidato à Presidência. Maia, inclusive, vai lançar neste sábado, no Rio, seu programa de governo. Integrantes do DEM consideram plausível um acordo com o PDT e trabalham ainda para testar a viabilidade de Josué Gomes (PR), filho do ex-presidente José Alencar.

Apoiado por aliados do próprio Maia, o chefe do PR, Valdemar Costa Neto, encomendou uma pesquisa qualitativa para avaliar o nome do presidente da Coteminas. Se o empresário mineiro não for bem nas pesquisas, o DEM poderá apoiar Ciro Gomes (PDT) ou Geraldo Alckmin (PSDB).

VELÓRIO – O sepultamento da candidatura de Maia já está sendo preparado há dias. O anúncio da desistência, segundo aliados, deve ser feito na primeira semana de julho. Nos últimos dias, políticos especularam sobre uma possível aliança de Maia com Ciro.

— É exagerado dizer se há uma marcha do DEM em direção ao Ciro. Por enquanto, estamos com cautela. Precisamos de tempo para ver o que vai acontecer. Pode ser que o Ciro xingue alguém na rua ou que o Paulo Preto fale alguma coisa sobre Alckmin. Então, vamos esperar mais um pouco — diz o integrante da cúpula do DEM.

Carlos Lupi foi avisado duas vezes de que Paulinho da Força iria trair o PDT

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Paulinho abandonou o PDT e fundou o Solidariedade

 


Antonio Santos Aquino

Há alguns anos, Paulinho (Pereira) da Força esteve no PDT. Eu avisei Lupi: “Cuidado com esse indivíduo”. Ele foi dando suas cambalhota e envolveu até um delegado em uma tramoia. Eu continuei avisando Lupi para ter cuidado. Não é que eu ache que Lupi seja tão ingênuo assim. Mas logo que Lupi aceitou o convite para o PDT fazer parte da base do governo Lula comandando o Ministério do Trabalho, na porta da sede do partido, às 19 horas de certo dia, eu disse ao Lupi que tinha sido contra por achar que ele era muito ingênuo para lidar com essa gente. Ele não gostou e disse: “A política não é assim como você pensa. Você é um radical”.

Logo, logo ele passou a sentir a pressão. A Polícia Federal começou a fazer busca em todos os colégios que ele estudara, para ver se os diplomas não eram fajutos. Isso partia de falsas informações do próprio partido. Do outro lado Paulinho continuou dando cambalhotas.

AVISEI NOVAMENTE – Em determinado momento, eu avisei Lupi: “O Paulinho vai dar um golpe fundando outro partido e levando deputado do PDT”. Lupi talvez não tenha acreditado. Disse que legalmente não podia fazer nada. Eu disse: “É, mas você pode expulsá-lo”.

Lupi respondeu: “As coisas não são como você pensa”. Resultado Paulinho recebeu 400 mil reais de Eduardo Cunha e fundou o Solidariedade, levando a metade dos deputados do PDT. E ainda tomou 200 mil de uma mulher e não tendo cumprido o que prometera, disse que ela devia denunciar Lupi afirmando que dera o dinheiro a ele. Saiu então a “caraça” de Lupi na capa da Veja.

Eu esperei Lupi no Instituto Pasqualini. Quando ele me viu, ficou meio assustado. Me chamou à parte e eu perguntei: “Que história é essa”. Ele: “Aquino, eu não sou corrupto e não conheço essa mulher. Já falei até com o Lula que as câmaras não registraram a entrada dela no Ministério”. Perguntei: “Lula mandou investigar?”. “

“Não, ele disse que isso sai na urina”, respondeu Lupi.

As coisas infelizmente são assim e é por isso que nunca quis me aventurar na política. A minha vida certamente correria riscos.

Planalto ameaça retaliar o PP, caso o partido apoie a candidatura de Ciro Gomes

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Aliado ao DEM, Nogueira (PP) aguarda a hora certa

 


Daniela Lima
Folha/Painel

Diante do flerte do PP com Ciro Gomes (PDT), aliados de Michel Temer decidiram enviar um recado à sigla, que tem o comando de três grandes ministérios — Cidades, Saúde e Agricultura — e o da Caixa Econômica Federal. O candidato do PDT refere-se ao presidente como “quadrilheiro” e já previu a prisão dele. Trata o MDB como “partido de ladrão”. Se o PP quiser embarcar na de Ciro, avisam integrantes do Planalto, deve fazê-lo sabendo que haverá problema e que poderá deixar de ser sócio do governo.

Sob o comando do senador Ciro Nogueira (PI), o PP se uniu ao DEM com a estratégia de acumular cacife para negociar com presidenciáveis.

ESTRATÉGIA – Hoje, o presidente do PP e o presidente do Democratas, ACM Neto, são os principais incentivadores da manutenção da pré-candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A explicação para o movimento dos dois é simples: enquanto Maia estiver entre as opções, eles não precisam definir um rumo e postergam eventual desgaste com antigos aliados.

PP e DEM só querem anunciar que candidatura vão apoiar ao Planalto em julho. De preferência pouco antes do dia 15.

SITE DE ALCKMIN – Com o candidato pressionado e sob a ameaça de debandada de siglas que historicamente apoiam o PSDB, a campanha de Geraldo Alckmin vai lançar site para cadastrar eleitores dispostos a ajudar.

“Estamos diante das eleições mais difíceis e decisivas que já vivemos. Preencha o formulário abaixo e faça parte das mudanças que o Brasil precisa!”, diz o texto na página principal. O nome dado à plataforma é literal: “Eu apoio Geraldo Alckmin”.

Ao entrar na página, além de informar nome, número de WhatsApp, a cidade e o estado em que vive, o colaborador é orientado a escolher como participar da campanha: eventos de rua, militância virtual e até doações.

BLOCO DE ESQUERDA – Apesar de estarem divididos na disputa presidencial, os cincos partidos de esquerda — PT, PCdoB, PSB, PDT e PSOL— vão lançar no dia 26 um bloco para orientar candidatos ao Legislativo.

A ideia é que, após a eleição, a frente parlamentar seja formalizada no Congresso.

Lula pede a petistas que façam um pacto de não-agressão com Ciro Gomes

No lançamento de Lula, muitas conversas de bastidores

 


Catia Seabra e Carolina Linhares
Folha

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou, em conversas com auxiliares, que seja costurado um pacto de não-agressão com o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, com vistas ao segundo turno. Segundo petistas, a orientação é que o pedetista seja tratado como alguém do mesmo campo político. Emissários do ex-presidente vão procurar Ciro já na semana que vem.

Já que uma aliança com PDT está praticamente descartada no primeiro turno, Lula tem citado dois nomes do Sudeste que gostaria ver na vice de uma eventual chapa do PT à Presidência.

As opções são indicativas de que o ex-ministro Jaques Wagner é o preferido de Lula para substituí-lo caso seja mesmo impedido de concorrer. Como Wagner tem musculatura no Nordeste, um vice do Sudeste buscaria expandir esse eleitorado.

NEGANDO FOGO – Wagner tem, no entanto, resistido à ideia de concorrer. Em tom de brincadeira, Lula tem repetido que Wagner está negando fogo. O ex-ministro tem sido pesadamente pressionado por governadores petistas para que assuma a tarefa. Em um jantar, chegou a dizer que não tem medo de processos. Mas que teria selado um compromisso com mulher e filhos.

Os nomes cobiçados por Lula são do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB) e do empresário Josué Gomes (PR). Josué é filho do vice-presidente no governo de Lula, José de Alencar. Por isso, sua indicação seria simbólica.

A escolha de Lacerda poderia atrair o PSB para uma aliança. Essa configuração depende, no entanto, de uma articulação como PSB e com PR. Além desses dois partidos, o PT inicia negociações com o Pros. Se essa costura não prosperar, o PT poderá convidar Manuela D’Avila (PCdoB) para compor a chapa, também na vice de Jaques Wagner.

VIÚVA DE CAMPOS – Sonhando com uma aliança com o PSB para a corrida presidencial, o PT chegou a cogitar o nome de Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, para a vice. Nesse caso, o titular da chapa seria o ex-prefeito Fernando Haddad.

O PT reuniu-se nessa sexta (8) em Contagem (MG) para fazer um lançamento simbólico da candidatura presidencial de Lula, mesmo ele estando preso em Curitiba. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse que impedir Lula de se candidatar será uma “brutalidade”. “Seria uma brutalidade, uma agressão com o presidente, porque nós estamos com recursos bem fundamentados em instâncias superiores”, disse.

Nem todos no partido pensam assim, contudo. Aliado de Ciro, o governador petista do Ceará, Camilo Santana, faltou ao evento.

Maia deixará a disputa de Presidência para garantir a reeleição como deputado

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Maia será reeleito e quer continuar presidindo a Câmara

 


Andreza Matais e Naira Trindade
Estadão

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse aos seus interlocutores que anunciará nos próximos dias a retirada de sua candidatura ao Palácio do Planalto. Maia avalia com seu partido os cenários e pode apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) ou o empresário mineiro Josué Gomes (PR), que é filho do ex-vice-presidente José Alencar, foi convidado a entrar na disputa, pelo comando de seu partido. Mas o PP, ao qual Maia também é ligado, defende o apoio ao presidenciável Ciro Gomes (PDT).

A única certeza é a de que DEM e PP seguem juntos. Em recente entrevista ao Estado, Maia havia dito que levaria sua candidatura até o final. Afirmou, ainda, que o casamento com o PSDB estava desgatado e prestes a acabar. 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Excelente nota da Coluna do Estadão, confirmando informação que temos publicado aqui na Tribuna da Internet desde que foi anunciada a candidatura de Rodrigo Maia. Na verdade, o lançamento de seu nome teve o objetivo de dar maior visibilidade a ele e ao DEM no mercado livre das coligações. Aliado ao PP e ao Solidariedade, o DEM forma um bloco forte, que vai influir na eleição. Os três partidos do centrão não querem apoiar Alckmin, porque não acreditam na vitória dele. A possibilidade mais forte é de apoiarem Ciro Gomes, do PDT. Maia já deu entrevista afirmando que as pesquisas que mandou fazer indicam que Ciro Gomes irá para o segundo turno, acredite se quiser. Ele será candidato a deputado federal e o pai, Cesar Maia, tentará o Senado, com chances. (C.N.)

 

O filósofo alemão Karl Jaspers, o Zen-Budismo e a visão religiosa de Einstein

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Antonio Rocha

Mestre Taisen Deshimaru (1914-1982) foi um dos grandes monges Zen-Budistas no século 20. Nasceu no Japão, mas cedo fixou residência na França, de onde tratou de divulgar o Zen por toda a Europa. Em seu livro “La Voz Del Valle” (editora Paidos, Barcelona, 1985) ele conta, à página 232, que certa feita conheceu pessoalmente o filósofo alemão Karl Jaspers (1883-1969).

Jaspers andava estudando a vida e a obra do monge budista Dogen (1200-1253), fundador e patriarca da linhagem Sotô Zen, considerado o Pai da Filosofia no Japão, de quem já falamos aqui na Tribuna. Segundo Deshimaru, o filósofo alemão estava “profundamente surpreendido e impressionado”. E, mais adiante, Jaspers declara: – Se eu pudesse voltar e recomeçar a minha vida, não escreveria livros. Eu, simplesmente, sentaria e guardaria o silêncio.

MEDITAÇÃO – Na linguagem Zen, sentar e guardar o silêncio equivale a fazer Zazen, isto é, meditar.

Muitos filósofos e pensadores ocidentais admiram o Zen-Budismo e outras vertentes budistas, é realmente um oceano de filosofias e, aos poucos, vamos mostrar para vocês um pouco daqueles que se debruçaram sobre o tema.

Lembrei agora das palavras do famoso cientista Albert Einstein, quando afirmou:

DISSE EINSTEIN – “A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal, evitando os dogmas e a Teologia. Abrangendo os terrenos material e espiritual, essa religião será baseada num certo sentido religioso procedente da experiência de todas as coisas, naturais e espirituais, como uma unidade expressiva ou como a expressão da Unidade”.

O Budismo corresponde a essa descrição, e a citação acima encontra-se na bela obra “Budismo – psicologia do autoconhecimento”, Editora Pensamento, s/d. Os autores: Dr. Georges da Silva, médico que durante muitos anos foi um dos diretores do INCA – Instituto Nacional do Câncer, RJ, e dona Rita Homenko, sua esposa, cantora lírica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

MEDITAR E CONVERSAR – Quanto à declaração do filósofo alemão Karl Jaspers, ele certamente ficou impressionado com as muitas práticas de meditação, de interiorização deste caminho que, entre outras diz:

– Quem sabe não fala. Quem fala não sabe.

A proposta acima é justamente para evitarmos o pensamento discursivo conceitual, pois no silêncio Interior encontramos todas as respostas…

Contudo … é muito bom conversar e o Buddha ficou 45 anos conversando com os amigos e é por isso que hoje estamos aqui divulgando o Pensamento Budista.

Em Buenos Aires, Ciro Gomes admite incluir PP e DEM na aliança eleitoral

Ciro diz que Bolsonaro vai cair e Alckmin tende a crescer

 


Janaína Figueiredo
O Globo

O pré-candidato à Presidência do PDT, Ciro Gomes, participou de vários eventos nesta sexta-feira na capital argentina e antes de dar a última palestra do dia, na Universidade Nacional de Buenos Aires (UBA), assegurou que veio ao país apresentar sua ideia de liderar “uma ampla aliança de centro-esquerda” que poderia incluir os partidos DEM e PP, desde que antes seja fechado acordo com PSB e PCdoB que garanta “a hegemonia moral e intelectual” de uma eventual frente eleitoral.

Bem humorado e arriscando que na próxima pesquisa da Datafolha poderia ficar entre 10% e 12% das intenções de voto, Ciro evitou fazer comentários sobre o lançamento da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar ser criticado “pela burocracia do PT”. No entanto, perguntado sobre possíveis cenários, reiterou que se vê disputando o segundo turno com o tucano Geraldo Alckmin já que “no meu cálculo, doído que seja, Lula não será candidato”.

A ALIANÇA – “O que está em discussão não é a sorte do PT e sim do Brasil. Não podemos correr o risco de ver um golpe de Estado e as forças que o praticaram serem legitimadas pelo voto popular” — declarou o pré-candidato, defendendo a necessidade de incluir a maior quantidade de partidos possíveis na aliança que está formando.

Consultado sobre uma eventual aproximação com DEM e PP, Ciro não descartou: “Quizás (quiça em espanhol) tudo… nesse primeiro momento minha prioridade são o PSB e o PCdoB. Se esta aliança se faz, posso avançar em partidos do centro à direita, porque a hegemonia moral e intelectual do rumo estará afirmada. Poderia incluir o PP e o DEM, desde que eu tenha o PSB e o PCdoB”.

O pré-candidato foi recebido nesta sexta pela vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti, já que o presidente Mauricio Macri viajou para o Canadá, onde participará de um encontro do G-7. Ciro também se reuniu com empresários e produtores agropecuários. No dia em que o PT lançou oficialmente a candidatura de Lula, a pergunta foi inevitável para Ciro, partindo até mesmo de jornalistas argentinos.

APOIO A LULA – “Há 16 anos, o presidente Lula assumiu o poder no Brasil e todos os dias, até hoje, eu o apoiei. E todas as vezes que fiz algum comentário que desagradou uma parte da burocracia do PT fui intensamente criticado, para usar uma palavra moderada. Por isso, compreendendo o trauma e pelo respeito pelo momento do PT, eu me reservo o direito de não fazer mais nenhum comentário sobre o PT e seus rumos estratégicos. O PT tem seu tempo a sua tática e eu tenho o meu tempo e minha tática” — explicou o pré-candidato do PDT, que disse ver em Alckmin seu rival natural num eventual segundo turno.

“Eu não rivalizo com Bolsonaro, rivalizo com Lula, e Lula, no meu cálculo doído que seja, não será candidato” — frisou Ciro.

SEM VICE – Para ele, a eleição presidencial não tem qualquer centralidade no Brasil hoje e isso explica porque os pré-candidatos ainda não anunciaram seus companheiros de chapa. Dois dias antes da divulgação da próxima pesquisa da Datafolha, Ciro reconheceu que “Alckmin tá lá embaixo, passando o pão que o diabo amassou, não decola, mas fatalmente crescerá. Pela minha experiência, o meu adversário do segundo turno é o Alckmin”.

“Bolsonaro tem sete segundos na TV e não tem candidatos a governador competitivos. É um projeto personalista, que poderá chegar a 18% ou 20%. Alckmin terá vários candidatos a governador, a senadores. Alckmin só tem a crescer, e Bolsonaro só pode cair” — avaliou.

CIRO E MARINA – Ele acredita que a pesquisa poderá colocá-lo empatado com Marina, o que representaria a conquista de um objetivo um mês antes do planejado.

“A greve dos caminhoneiros me ajudou, muita gente começou a falhar e eu tomei posição e isso me deu visibilidade” — disse Ciro, que também se referiu às turbulências no mercado cambial e ao clima de ansiedade entre investidores, que levou o Real a sofrer uma forte desvalorização esta semana:

“É uma fraude do mercado financeiro para ganhar dinheiro e dinheiro público… Hoje, apenas para provar a parte criminosa, o Real se valorizou em quase 6% em um dia. Por que, se eu sou o mesmo candidato? Porque o BC disponibilizou US$ 20 bilhões do dinheiro que pertence à nação para premiar os especuladores que especulam contra nossa moeda. É só jogada para ganhar dinheiro que falta nos hospitais, na infraestrutura, e comigo neste processo o brasileiro ficará sabendo disso em tempo real”.

A matança do verde, na desesperada canção ecológica de Augusto Jatobá

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Jatobá se une a Xangai na defesa da ecologia

 


Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O arquiteto, publicitário, artista plástico, designer, diagramador, arte-finalista, cantor, compositor e letrista baiano José Carlos Augusto Jatobá, na letra de “Matança”, chama atenção para o problema ambiental e a destruição das florestas que protegem a vida de dos animais e dos seres humanos. Nesta canção o autor chama os destruidores das florestas de “inimigos do verde, da sombra, do ar …”.  Em um dos versos está o alerta “Quem hoje é vivo corre perigo”. A música “Matança” foi gravada por Xangai no CD “Qué Qui Tu Tem Cenário”, em 2004, pela Kuarup Discos.

MATANÇA
Augusto Jatobá

Cipó caboclo tá subindo na virola
chegou a hora do pinheiro balançar
sentir o cheiro do mato da imburana
descansar morrer de sono na sombra da barriguda.
De nada vale tanto esforço do meu canto
pra nosso espanto tanta mata haja vão matar
tal mata Atlântica e a próxima Amazônica
arvoredos seculares impossível replantar.

Que triste sina teve cedro nosso primo
desde de menino que eu nem gosto de falar
depois de tanto sofrimento seu destino
virou tamborete mesa cadeira balcão de bar.

Quem por acaso ouviu falar da sucupira
parece até mentira que o jacarandá
antes de virar poltrona porta armário
mora no dicionário vida eterna milenar.
Quem hoje é vivo corre perigo
e os inimigos do verde, da sombra, do ar
que se respira e a clorofila
das matas virgens destruídas vão lembrar.
Que quando chegar a hora
é certo que não demora
não chame Nossa Senhora
só quem pode nos salvar é:
Caviúna, Cerejeira, Baraúna
Imbuia, Pau-d’Arco, Solva
Juazeiro e Jatobá
Gonçalo-Alves, Paraíba, Itaúba,
Louro, Ipê, Paracaúba
Peroba, Massaranduba
Carvalho, Mogno, Canela, Imbuzeiro
Catuaba, Janaúba, Aroeira, Araribá,
Pau-fero, Angico Amargoso, Gameleira
Andiroba, Copaíba, Pau-brasil, Jequitibá

Saiba o que os pré-candidatos ao Planalto têm a dizer sobre privatizações

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Charge do Marcos V. (Revista O Viés)

 


Rosana Hessel
Correio Braziliense

A greve dos caminhoneiros que paralisou o país na semana passada reacendeu o debate em torno da privatização da Petrobras e também de outras estatais federais, que somam atualmente 146, sendo que muitas delas protagonizam escândalos de corrupção. Durante a maratona de sabatinas de 11 pré-candidatos à corrida eleitoral para o comando do Palácio do Planalto, realizada na última quarta-feira pelo Correio, foi possível ver um esboço do que os postulantes à faixa presidencial a partir de 2019 pensam sobre esse tema.

Os pré-candidatos que estão à frente das pesquisas, como Jair Bolsonaro (PSL), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), apresentaram opiniões divergentes sobre o assunto, mas não descartaram totalmente essa possibilidade, em alguns casos.

INDECISÃO – Bolsonaro, por exemplo, não demonstrou interesse em privatizar a Petrobras, mas sinalizou ser favorável à venda de algumas estatais, sem revelar quais. “A opinião pública está dividida sobre privatizar ou não a Petrobras. Eu tenho a Petrobras como empresa estratégica. Falta botar na mesa quanto nós produzimos aqui dentro, quanto vem de fora”, afirmou.

Ciro, apesar de ser de esquerda e favorável à manutenção da Petrobras como estatal para evitar a formação de cartéis, sinalizou a possibilidade de privatização de algumas empresas públicas. “O projeto nacional de desenvolvimento é que definirá o que deve ou não ser privatizado”, disse.

SEM DOGMATISMOS – Marina mostrou-se a mais contrária à privatização entre os três que lideram as pesquisas, mas também não descartou a possibilidade, desde que a sociedade participe do debate para a elaboração do plano de privatização. “Não sou favorável à privatização da Petrobras, do Banco do Brasil nem da Caixa Econômica. Não tenho uma visão dogmática em relação a esse aspecto. Acho que é possível e devemos ter algumas empresas que podem ser privatizadas, mas depende também de como é o plano para essa privatização”, declarou.

O tucano Geraldo Alckmin titubeou sobre o tema. Ele foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, por ter sido taxado como privatizador de tudo. Agora, sinalizou que, em alguns casos, é favorável sim. “Eu não ia privatizar o Banco do Brasil. Não vou privatizar hoje. Não vou privatizar a prospecção de petróleo da Petrobras. Temos 146 empresas estatais. Tem razão para o governo ter televisão?”, questionou.

DIAS PRIVATIZA – O senador Alvaro Dias (Podemos) foi mais incisivo ao defender a privatização e ainda criticou a criação de quase 40 estatais durante os governos do PT. “É inevitável um programa de privatização. Primeiramente, com um estágio de revalorização destas empresas, diante da corrupção e incompetência”, destacou.

O candidato governista, o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (MDB), não defendeu a privatização via venda total dos ativos, mas uma “pulverização” das ações de Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil no mercado, a exemplo da proposta feita pelo Executivo para a desestatização da Eletrobras, plano bastante criticado por especialistas por ter sido feito às pressas e ainda manter um controle elevado da União, acima de 40%.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), criticou o monopólio da Petrobras no refino e demonstrou apoio para um enxugamento da estatal. Ele ainda defendeu a privatização do sistema Eletrobras, mas de forma diferente do modelo do governo atual, de forma mais pulverizada.

SEM PROPOSTAS – Analistas, no entanto, avaliam que faltam propostas mais concretas desses candidatos em relação à privatização, de forma a diminuir a interferência da União nas estatais negociadas em bolsa. Eles destacam que é necessário evitar a venda de empresas públicas apenas para cobrir rombo fiscal.

“Nenhum candidato tem proposta relevante e elaborada sobre privatização. Alguns falam em privatizar tudo, algo que é impossível, pois o processo é demorado, de dois a três anos. Mas essa discussão é fundamental”, explicou o economista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Márcio Holland. Coordenador do Observatório das Estatais, ele reconhece a necessidade de privatizar. Segundo ele, existem 70 estatais que podem passar por esse processo.

FISCALIZAÇÃO – “Precisamos reduzir o estado de maneira geral e, nessa reforma do estado, a privatização tem que ser discutida. Basta uma fiscalização mais eficiente dos órgãos reguladores a fim de preservar a concorrência e a prestação de serviços de qualidade”, defendeu Gil Castello Branco, secretário-geral da ONG Contas Abertas.

Para a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, a privatização é um tema importante que precisa ser apresentado pelo próximo presidente, mas que deverá vir apenas depois da reforma da Previdência. “Essa questão da privatização precisa ter uma discussão técnica e uma análise de cada caso. É preciso separar o que é economicamente viável, mas a prioridade é a Previdência. Se o próximo governo começar com privatização, ficarei muito preocupada”, disse.

Barroso abriu uma brecha jurídica para ser aprovada a candidatura de Lula 

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Charge do Nani (nanihumor.com)

 


Carlos Newton

Nesta sexta-feira, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu liminar determinando que o deputado federal João Rodrigues (PSD-SC) cumpra a pena de cinco anos e três meses de reclusão em estabelecimento prisional compatível com o regime semiaberto, conforme estabelecido na condenação, ficando também autorizado a retomar o exercício das atividades parlamentares. Com esta decisão escalafobética, Barroso aumenta a esculhambação institucional e abre a possibilidade de candidatura de Lula da Silva até mesmo com ele atrás das grades.

Agora, cabe à Primeira Turma ou ao plenário do STF voltar a suspender o mandato ao deputado, conforme determina a legislação, para impedir que Lula utilize a mesma brecha da lei que acaba de ser aberta por Barroso.

SÚMULA 56 –  Nesta decisão tomada na Reclamação (RCL) 30524, o ministro-relator se baseou na Súmula Vinculante 56 do STF, que veda o cumprimento de pena em regime mais gravoso do que o estabelecido na sentença.

Até aí, tudo bem, o condenado João Rodrigues realmente tem direito de cumprir o sistema semiaberto, passando a somente passar a noite na Penitenciária da Papuda. Mas a Súmula 56 não abre a oportunidade de retomar o mandato, cujo diploma está cassado, segundo a Constituição, que assim determina:

Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: (…)
IV – que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; (…)
VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.

A CONDENAÇÃO – O parlamentar foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a cinco anos e três meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática dos crimes de dispensa irregular de licitação e fraude a licitação, previstos nos artigos 89 e 90 da Lei 8.666/1990. A acusação é relativa ao período em que ocupou, interinamente, o cargo de prefeito de Pinhalzinho (SC).

Com estabelece a Constituição, o deputado João Rodrigues não podia mais exercer o mandato, devido à “condenação criminal em sentença transitada em julgado, que lhe acarreta a suspensão dos direitos políticos, porque a impossibilidade de exercer o mandato é reforçada pela Lei da Ficha Limpa:                  
       
Transitada em julgado ou publicada a decisão proferida por órgão                          colegiado que declarar a inelegibilidade do candidato, ser-lhe-á negado                  registro, ou cancelado, se já tiver sido feito, ou declarado nulo o diploma, se          já expedido” (Art. 15).

Ora, se o diploma é “declarado nulo”, não há mais mandato a exercer. E a Ficha Limpa também retira os direitos políticos do parlamentar pelo “prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena” (Art. 2º, alínea e). E sem direitos políticos, por óbvio, também não há mais mandato a exercer.

ABSURDO JUDICIAL – A decisão do ministro Barroso configura um absurdo judicial, especialmente porque, em fevereiro, a Primeira Turma do Supremo rejeitou recurso da defesa do deputado, que pedia revisão da condenação do TRF-4. Por 3 a 2, a turma decretou o cumprimento imediato da pena de cinco anos e três meses de detenção, mas não oficiou à Câmara para comunicar a anulação do diploma parlamentar.

Agora, como relator do recurso do ainda deputado, ao invés de negá-lo e oficiar à Câmara para sanar a lacuna e anular a diplomação, o ministro Barroso faz exatamente o contrário. Portanto, urge que o Ministério Público Federal recorra, para que a Primeira Turma ou o Plenário cancelem a estrambótica decisão monocrática do relator.

A brecha aberta por Barroso é enorme. Se não for fechada, poderá ser usada para justificar tranquilamente a candidatura de Lula. Como dizia Leonel Brizola, por onde passa um boi, passa um boiada.

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P.S.
Por não ter sido comunicada a anulação do diploma, a Câmara já gastou cerca de R$ 500 mil com o deputado João Rodrigues desde fevereiro, quando ele foi preso por determinação do próprio Supremo.  Rodrigues continua recebendo salário, com descontos relativos ao não comparecimento às sessões deliberativas, e o chamado cotão parlamentar. Além disso, seu gabinete está funcionando normalmente, acredite se quiser. (C.N.)