Regras do capitalismo valem para tudo, menos o sistema financeiro

Willy Sandoval

Até o advento do capitalismo, era supernormal, justificável e totalmente aceitável em termos legais a escravidão tão largamente aplicada no Brasil, EUA e boa parte dos países até o século XIX.

O Capitalismo, até mesmo movido por razões “egoístas”, enxergou que era muito mais interessante ter operários e empregados de modo geral recebendo salários e sendo consumidores do que simplesmente escravos. Aliás, alguns senhores de escravos enxergaram isso e chegaram à conclusão de que se tornava até mesmo mais lucrativo terem empregados livres. Infelizmente, foram minoria. Para cada Barão de Mauá, existiam pelo menos uns 200 senhores de escravos reacionários e boçais.

Mas a boçalidade não era exclusividade brasileira, haja visto que os EUA precisaram de uma sangrenta guerra civil para dar fim à escravidão.

Como dizia Churchill, o capitalismo é uma merda, mas até hoje não inventaram um regime econômico menos ruim.O máximo que se pode fazer é se achar formas de regulação, mas ainda assim com muito cuidado, pois muitas vezes isso acaba só piorando a situação, com a inibição exatamente do que o capitalismo tem de melhor, que é a livre competição.

Aí se acaba incentivando uma das piores distorções, que são os monopólio e/ou os famigerados oligopólios. Em suma, capitalismo pode valer para quase tudo, menos para o setor financeiro, haja visto que se eles são grandes demais para quebrar, então por isso mesmo tem que ser controlados e regulados pela sociedade através dos governos.

CRISE DE 2008

Na última crise de 2008, muito se falou nos grandes bancos (“too big to fail” – muito grandes para quebrar). Quando a situação atinge esse nível, não existe outra maneira de se gerir o caos que não seja uma maior regulação por parte dos governos.

Outra saída, que no caso valeu para a pequena Islândia, é deixar que os bancos quebrem. Já se recuperou do baque e agora vai muito bem. Mas isso se aplicou à pequena Islândia, que, se não estou enganado, não aderiu ao Euro e teve uma total liberdade para tomar essa decisão drástica.

Já no caso de um país como a Espanha, por exemplo, a situação foi totalmente diferente. Engessada pelo Euro, sem liberdade para praticar política monetária e/ou cambial, só restou como solução praticar um profundo arrocho fiscal para salvar os insaciáveis banqueiros.

Em suma, enquanto lucravam eram todos felizes capitalistas, contrários a qualquer tipo de regulação por parte dos governos. Mas quando tiveram que suportar as perdas, empurraram goela abaixo da sociedade a descomunal conta. Aí se tornam socialistas intervencionistas da noite para o dia.

Há muita diferença entre ato de terrorismo e ato criminoso

Guido Battaglia

O que é o terrorismo ? Um crime hediondo, como o define o poder público, ou um novo tipo de guerra, como sustenta quem o pratica? Para responder a essa pergunta, Paul Gilbert nós propõe uma interpretação nova que abrange os dois conceitos.

Paul Gilbert, professor de Filosofia da Universidade de Hull, na Inglaterra, em seu livro “Terrorism. Security and Nationality”, explica que o terrorismo é ao mesmo tempo crime e guerra. Essa singular dicotomia nasce da natureza do Estado moderno, que junta as duas responsabilidades de defender a segurança nacional e de manter a ordem pública. Frente a um ataque terrorista, o Estado escolhe reagir pela segunda responsabilidade. É uma escolha que visa despir o terrorista das vestes de combatente e obrigá-lo a ser um mero criminoso, classificando as ações dele como crimes comuns.

Assim fazendo, porém, o Estado simplesmente ignora as intenções e as motivações que empurram o terrorista ao uso da violência e à vontade guerrilheira que o sustenta. É esse um ponto fundamental da análise. porque quebra a identidade terrorista/criminal que o Estado nos propõe. O criminoso comum assalta, rouba e mata por dinheiro, utiliza meios violentos exclusivamente por motivos particulares. O terrorista, pelo contrário, sustenta agir por interesse de uma comunidade oprimida e explorada pelo Estado ou por outro país. Motivado politicamente, ele faz uso da violência para alcançar as finalidades políticas, como, o cessar da exploração da comunidade.

Também a escolha da violência, como meio para conseguir o objetivo prefixado, é apoiada sobre princípios substancialmente divergentes. Para o criminoso comum, a violência não é nada mais que um instrumento por ele escolhido com ligeireza. Para o terrorista, pelo contrario, essa escolha é considerara o ultimo recurso e é tomada após profunda reflexão.

Ato público marca Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, mas esquece os médicos cubanos

Da Agência Brasil

Um ato público, a partir das 9h, em frente ao Supremo Tribunal Federal, marcou esta sexta-feira, em Brasília, o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A data foi criada para homenagear os auditores fiscais do trabalho assassinados em 2004 durante fiscalização na zona rural de Unaí, em Minas Gerais, a 170 quilômetros de Brasília.

O ato público teve a presença de representantes  da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo e foi organizado pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho.

No início da tarde, foi a vez de o Ministério Público Federal promover um ato contra a escravidão contemporânea. A instituição apresentou dados de sua atuação contra o crime. Foi lançada também uma campanha sobre o tema, a ser veiculada em todo o país . As peças publicitárias foram criadas para que o cidadão que se encontra em condição análoga à de escravo identifique a prática do crime pelo empregador.

Para marcar a data, houve manifestações em seis estados – Tocantins, Goiás, Ceará, Maranhão, São Paulo e Espírito Santo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEsta notícia é estarrecedora. A criação de peças publicitárias para que o cidadão que se encontra em condição análoga à de escravo identifique a prática do crime pelo empregador, com toda certeza, parece piada de humor negro. O Brasil não só ainda enfrenta esse tipo de problema com sua população mais carente (fato público e notório, e o Globo Repórter fez recentemente programa a respeito), como também permite que milhares de médicos cubanos sofram esse tipo de exploração. Não se pode ser contra a importação dos médicos para atender a quem precisa, mas os cubanos obrigatoriamente devem ter o mesmo tratamento dos demais médicos estrangeiros. Isso é o óbvio. (C.N.)

Genoino passa mal e faz exames em hospital de Brasília

Ana Cristina Campos
Agência Brasil

O ex-deputado José Genoino, condenado a quatro anos e oito meses de prisão na Ação Penal 470, o processo do mensalão, passa por uma bateria de exames nesta tarde, no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal. Ele passou mal no início da manhã e deu entrada no hospital perto do meio-dia.

Genoino sentiu fortes dores no peito, teve um pico de pressão arterial e a respiração estava ofegante, segundo sua assessoria. Ele está acompanhado de sua mulher Rioco e da filha Miruna.

Ainda não há informações se o ex-deputado permanecerá internado. Em novembro, Genoino também foi internado no Instituto de Cardiologia após passar mal.

O ex-deputado cumpre prisão domiciliar temporária até 19 de fevereiro, por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. No entanto, Barbosa rejeitou pedido de transferência para São Paulo, e o ex-deputado permanecerá em Brasília até nova avaliação médica. Após a data, uma perícia será feita para decidir se ele permanecerá em casa ou voltará para Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal.

Gilmar Mendes ridiculariza o PT e sugere vaquinha para arrecadar R$ 100 milhões desviados do mensalão

Carolina Brígido
(O Globo)

BRASÍLIA. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sugeriu que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), com a ajuda do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, lidere uma campanha de arrecadação para devolver aos cofres públicos os mais de R$ 100 milhões desviados no esquema do mensalão. A cobrança foi feita em resposta a um ofício enviado ao ministro pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP). No documento, o parlamentar queria explicações sobre as suspeitas levantadas por Gilmar quanto à legalidade das doações recebidas por petistas condenados no mensalão.

“Não sou contrário à solidariedade a apenados. Ao contrário, tenho certeza de que Vossa Excelência liderará o ressarcimento ao erário público das vultosas cifras desviadas – esse, sim, deveria ser imediatamente providenciado. Quem sabe o ex-tesoureiro Delúbio Soares, com a competência arrecadatória que demonstrou – R$ 600.000,00 em um único dia, verdadeiro e inédito prodígio! -, possa emprestar tal ‘expertise’ à recuperação de pelo menos parte dos R$ 100 milhões subtraídos dos cofres públicos”, escreveu Gilmar.

Por meio de sites na Internet, Delúbio e o ex-deputado José Genoino lançaram mão do recurso para pagar multas impostas pelo STF. Juntos, conseguiram quase R$ 2 milhões. Agora, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu faz o mesmo.

QUEM DOOU?

O ministro exigiu a divulgação dos nomes dos doadores e insistiu na investigação da origem do dinheiro. “Não me parece impertinente perquirir a respeito das movimentações financeiras de condenados por lavagem de dinheiro, quadrilha, peculato e corrupção, como no caso em concreto, em proveito da transparência e da dignidade da lei penal e do Poder Judiciário”, observou. “Urge tornar públicos todos os dados relativos às doações que favoreceram próceres condenados pela Justiça brasileira, para serem submetidos a escrutínio da Receita Federal e do Ministério Público”.

Na carta, Gilmar afirma que, ao pagar a multa com dinheiro de outras pessoas, os condenados ficam impunes. “A pena de multa é intransferível e restrita aos condenados”, afirmou. “A falta de transparência na arrecadação, (…) em última análise sabota e ridiculariza o cumprimento da pena– que a Constituição estabelece como pessoal e intransferível– pelo próprio apenado”, concluiu.

Toque de silêncio em homenagem ao cinegrafista Santiago Andrade

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Acílio Lara Resende

O toque de silêncio, que nos deixa gelado de emoção, é ouvido em funerais militares. É muito conhecido no Brasil e no mundo, mas sua origem, que hoje corre na internet (dou-a como verdadeira, apesar de sempre duvidar dela…), é pouco conhecida. Segundo a mesma fonte, tudo se iniciou em 1862, durante a guerra civil norte-americana.

Robert Elly, capitão do Exército da União, no Estado de Virgínia, durante a noite, escutou gemidos de um soldado ferido nas proximidades. Sem saber que se tratava de um integrante do Exército confederado, o capitão resolveu dar atendimento médico ao ferido, mas o soldado já estava morto. Ao acender uma lanterna para melhor enxergá-lo, o capitão constatou que se tratava de seu próprio filho, estudante de música, que se alistara no Exército confederado sem nada lhe dizer.

Na manhã seguinte, o pai (e capitão) pediu permissão aos superiores para dar a seu filho um enterro com honras militares. O corneteiro da banda de música foi então destacado e as notas musicais que exibiu foram encontradas no bolso do uniforme do jovem falecido.

Assim nasceu a belíssima música, que também tem letra, de autoria, provavelmente, do mesmo soldado morto: “O dia terminou, o sol se foi dos lagos, das colinas e do céu. Tudo está bem, descansa protegido, Deus está próximo”, dizem alguns versos.

Ocorreu-me, logo após sua trágica morte, que não há melhor meio para homenagearmos o cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Ilídio Andrade, de 49 anos, do que reproduzir esse toque de silêncio pelo país inteiro. Santiago foi vítima, covardemente, de um assassino em potencial, que sempre se aproveita de manifestações pacíficas por parte dos que exercem, simplesmente, nas ruas – que, por sinal, lhes pertencem –, um direito legítimo – o de protestar. Ele e os demais que têm procedido da mesma maneira não têm nenhum respeito pelo ser humano. O que houve, portanto, não foi um acidente. Foi homicídio!

Em nota intitulada “Os sinos dobram por Santiago”, Ancelmo Gois, depois de dizer que os repórteres fotográficos contribuem, aqui e no mundo inteiro, para evitar a propagação da violência e da injustiça, se lembrou do poeta inglês John Donne, nascido em 1572 e falecido em 1631. Em um dos seus poemas, Donne diz o seguinte: “Quando morre um homem, morremos todos, pois somos parte da humanidade”. E é assim que eu, particularmente, me sinto depois dessa tragédia mais do que anunciada, que não terá paradeiro se não houver ação conjunta dos governos e da sociedade. Não basta a abertura de inquérito, que, no Brasil, às vezes, não passa de pura embromação.

Profundamente decepcionante foi a primeira nota do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, presidido pela jornalista Paula Mairan. Ela pouco se refere à necessidade urgente de se punir os culpados pelo brutal atentado. Sua preocupação, manifestada com atraso, se restringiu não a repudiar a agressão, mas, além de condenar as empresas de comunicação pela falta de equipamento adequado, cobrar das autoridades melhores condições de trabalho para os profissionais de imprensa. Alguns profissionais, no Rio, chegaram a pensar na criação de um novo sindicato, desligado de amarras políticas.

Como vê, leitor, não posso deixar de protestar (e me revoltar) contra a trágica morte de um profissional que, ao cumprir o seu dever, é apanhado pela brutalidade dos que lutam contra a democracia. É preciso separar depressa o joio do trigo. Estamos esperando o quê? Mais mortes?

A ‘síndrome de Estocolmo’ na política e o clã dos Sarney

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Fátima Oliveira

Por que o clã Sarney ganha eleições? Sabe-se que quem vota no opressor não o vê como tal; ou vê e o prefere! É a “síndrome de Estocolmo” na política – em si, a síndrome é um transtorno psicológico em vítimas de diferentes processos de dominação, decorrente da falta de visão correta da realidade, cujo mecanismo de proteção é a defesa do opressor.

Na prática, uma prisão emocional, como no conto “A Bela e a Fera”, de Gabrielle-Suzanne, dama de Villeneuve (1740), que na política é perpetuada com o apoio de um marketing político embotador de consciências. Vide a campanha publicitária em curso com poder extraordinário de vincar no imaginário as bodas de ouro do “amor” dos Sarney pelo Maranhão!

Diante do que urge ampliar a percepção popular de quão nefasto tem sido para o Maranhão e seu povo o domínio político do clã Sarney desde janeiro de 1966, quando o patriarca da família, José Sarney, sob a moldura eleitoral das Oposições Coligadas, assumiu o governo com um discurso contra a oligarquia de Vitorino Freire (1908-1977) – pernambucano que mandou no Maranhão entre 1946 e 1965, sem nunca ter sido candidato a governador! Quando Sarney se elegeu, os dois outros candidatos foram Renato Archer e Costa Rodrigues. Os três, crias do vitorinismo.

PENITENCIÁRIA DE PEDRINHAS

Por paradoxal que possa parecer, a penitenciária de Pedrinhas é o que Sarney e seus prepostos, ao longo dos anos, fizeram dela, pois, embora inaugurada pelo governador Newton Belo, em 12.12.1965, é a obra dos Sarney no poder que exibe as vísceras dos desmandos do clã, além dos indicadores que revelam a extrema vulnerabilidade social do nosso povo, vítima de desamor contínuo por 50 anos!

Paulo César D’Elboux, em “A Trajetória Comunicacional de José Sarney”, afirma que “para se manter por tanto tempo assim no poder, o político deve ter um bom trabalho de marketing político”. Sarney é tido como o pioneiro do marketing político no Maranhão. Ele disse: “Talvez eu possa dizer que, no Maranhão, pela primeira vez, nós introduzimos uma campanha planificada… Para isso utilizamos também, pela primeira vez no Estado, a comunicação musical, com jingle”. Trata-se do “Meu voto é minha lei” (letra de Miguel Gustavo, na voz de Zezé Gonzaga). Em suma, de comunicação Sarney entende muito e é dono do maior grupo privado de comunicação do Maranhão, o Sistema Mirante de Comunicação (TVs, rádios e o jornal “O Estado do Maranhão”).

Indagado por D’Elboux sobre marketing político, Sarney declarou: “É imprescindível.
Primeiro, a ação política, 50% ou mais dela é feita pela palavra. A maneira de se massificar as ideias que as palavras têm é através dos instrumentos que se tem. A imprensa é o mais antigo de todos, depois os meios que a gente dispõe hoje. Ninguém pode fazer política, a não ser no anonimato, se não tiver condições dela ser do conhecimento, ser massificada. É uma obrigação do político, é quase que uma extensão da personalidade. Ninguém pode ter sucesso político se não for capaz de expor suas ideias para que os outros possam comungar delas… Todas as campanhas, esses marqueteiros sabem que sou muito palpiteiro e muito rigoroso em matéria de criticar. Tenho coragem de dizer a eles o que está certo e o que está errado”.

O desafio de derrotar Sarney é monumental. Exige travar a luta de ideias num campo em que ele não é apenas experiente e detém os principais meios de comunicação do Estado, mas também considera decisivo, tanto que ruma para o “tudo ou nada” nas próximas eleições. (transcrito de O Tempo)

 

A Terra do Nunca (ou Cidinha Campos acusa Freixo, do PSOL)

Cidinha Campos
O Dia

Mesmo quando o vandalismo tomou conta das passeatas e se tornou protagonista das mídias, não faltou quem desse apoio aos chamados black blocs. Grupos de direitos humanos estavam sempre de plantão nas delegacias para livrar arruaceiros da prisão — agora, sabe-se bancado pelo meu, pelo seu, pelo nosso dinheiro. Isso mesmo: somos nós que pagamos os salários de pelo menos três servidores lotados no gabinete do deputado Marcelo Freixo e que atuam diretamente no auxílio aos black blocs em apuros com a lei.
Thiago de Souza Melo, assessor de Freixo, salário de R$ 5.600, é tesoureiro da ONG Instituto Defensores dos Direitos Humanos.

Foi essa ONG que, por duas vezes, livrou da prisão Fábio Raposo, coautor do disparo que matou o cinegrafista Santiago Andrade. Outro é Tomas Fernandes Prisco Paraiso Ramos, membro do conselho deliberativo do IDDH, também lotado no gabinete de Freixo na Alerj. E o terceiro é Pedro Daniel Strozenberg, que trabalha nessa dupla função.

O presidente do IDDH, advogado João Tancredo, que não está na folha da Alerj, doou R$ 2.200 para a campanha do deputado do PSOL. Vários outros membros da ONG fizeram o mesmo, como Marcelo Murteira de Salles, funcionário de Freixo até 2009.

SERVIÇO COMPLETO

Na sua página no Facebook, o IDDH convoca ativistas para manifestações oferecendo serviço completo: acompanhamento às delegacias para os que forem detidos e advogados para defendê-los. Para isso, disponilibiza on-line os telefones dos advogados de plantão. Uma banca de respeito. Um estímulo à quebradeira. Tipo: “Pode quebrar tudo que a gente garante.” Só que, agora, surgiu o primeiro cadáver. E agora, companheiro?

Era tragédia anunciada. Evidente que, em algum momento, alguém ia morrer. Se fosse a cabeça de um PM estourada, dificilmente haveria a mesma comoção. Mas calhou de ser um jornalista, e desta vez não deu para culpar a polícia. Fosse um estudante a vítima e o algoz, um policial, seria a revolução. Edson Luís do século 21. Mas o destino foi caprichoso, e os radicais deram azar. O morteiro partiu de um dos seus. Por essa o Freixo não esperava.

Coube a uma moça com apelido de fada puxar o fio da meada. Sininho falou demais e revelou portar um pó mágico que fazia brotar advogados de defesa do chão. Assim a farsa foi finalmente revelada. Os advogados, na verdade, brotavam do gabinete de um parlamentar enfant gaté da esquerda e da mídia. Apesar de tantas evidências, o deputado Marcelo Freixo diz que não tem nada a ver com isso. Ele é o Peter Pan. Com Sininho, faz parte do Reino da Terra do Nunca, onde meninos mimados nunca são punidos. São garotos perdidos, sem noção do que significava a palavra limite.

(artigo enviado por Francisco Bendl)

A quem interessa acabar com as manifestações pacíficas?

Nélio Jacob

Assim que surgiram os marginais, infiltrando-se nos movimentos pacíficos, eu fiz um comentário, disse que os atos de vandalismo realizados pelos black blocs só tinham uma finalidade: desmoralizar e acabar com os movimentos pacíficos.

A pergunta era: a quem interessava acabar com o movimento pacífico?

Os cinegrafistas, viam e filmavam os marginais depredando o patrimônio público e privado e ninguém ia preso, com raras exceções.

Se não quiserem abafar o caso, e houver uma investigação séria, verificar-se-á que tem gente graúda por trás disso.

O que temos é vandalismo, pois terrorismo é muito diferente

Roberto Silva

Estão fazendo do Brasil um Iraque, um Afeganistão. São manifestações de reivindicações, porém, devem ser ordeiras. Foi um erro e deve ser punido o rapaz que acendeu o morteiro e cúmplice o que deu a ele, mas as leis que estão querendo aprovar são um espanto.

Lei do Terrorismo é um absurdo. Tantos problemas que o país tem, o povo morrendo nos hospitais, segurança precária, educação péssima, mas estão preocupados com a Copa do Mundo, é por isso que estão criando estas leis, para mostrar ao mundo coisa que o país não tem.

Graças a Deus não temos terroristas no país. Se tivéssemos, veriam o que é terrorismo. Sentar num restaurante e voar com explosões, isto é terrorismo e não manifestações ordeiras. Essas leis que pretendem aprovar são eleitoreiras, com o propósito para as eleições de 2014.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO comentarista está com toda a razão. Terrorismo é uma coisa, vandalismo é outra. São crimes muito diferentes entre si. Combater o vandalismo é muito mais fácil. A primeira providência é proibir manifestantes com os rostos encobertos ou usando máscaras contra gases. Os protestos têm de ser com a cara limpa, conforme propusemos aqui no Blog e acabou virando lei em alguns estados. Quem estiver com rosto encoberto deve ser imediatamente preso, para averiguações, e ficar fichado. (C.N.)

Cenas brasileiras para não serem esquecidas

Sandra Starling

1. Senadores de diferentes partidos (Walter Pinheiro, do PT; Antônio Carlos Valadares, do PSB; e Roberto Requião, do PMDB) denunciam que o Senado Federal paga cinco vezes mais por passagens aéreas, no país e no exterior (“O Globo”, 9.2.2014). Em 2003, quando integrei por sete meses o primeiro governo Lula, no Ministério do Trabalho e Emprego, o então ministro, em sua primeira viagem oficial, botou a boca no trombone e – olha o acaso! – apareceu na capa de “O Globo” exibindo passagem muito mais cara fornecida por seu gabinete e o preço de uma outra, paga de seu próprio bolso, no aeroporto de Salvador. Empresa fornecedora das passagens, nos dois casos: Voetur. Encarregada pelo ministro de verificar o problema, determinei o corte das passagens “cheias” (que podem ser usadas a qualquer momento) por passagens comuns. E fizemos boa economia. Agora, no Senado, a Voetur joga a culpa nos senadores, que teriam mudado datas e pagado multas. Não seria o caso, primeiro, de investigar se ainda existe essa diferença entre passagem “cheia” e comum? Segundo, não seria o caso – se é que Papai Noel existe – de a CGU entrar na história, aplicando as pesadas multas administrativas de que falei na semana passada?

2. Lula põe a boca no trombone, contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Se ele ainda fosse presidente, eu diria que guarda grande semelhança com o governo Castelo Branco. Indignado com a concessão de habeas corpus aos governadores Miguel Arraes, de Pernambuco, e Mauro Borges, de Goiás, pelo STF, foi Castelo Branco instado por seu chefe da Casa Civil, Luiz Viana Filho (vejam sua autobiografia), a aplicar aqui o “packing the Court”, usado por Roosevelt diante de sucessivas derrotas na Suprema Corte norte-americana por conta de suas iniciativas no New Deal. Isto é: aumenta-se ou diminui-se o número de integrantes do tribunal, para dele ter controle. Isso aqui foi feito, aumentando o número de ministros para 16 na Constituição de 1967 (Art. 113) e depois voltando esse número a 11, com o Ato Institucional 6/1969. O grande problema aqui agora é que oito dos atuais 11 ministros do STF foram nomeados por Lula e/ou Dilma. Ou seja, se houve erro, o erro foi deles. Ou eles esperavam que esses oito só votassem a favor de seus interesses?

3. A quase invisível ministra da Comunicação Social, Helena Chagas, foi defenestrada depois do episódio da parada técnica e do almoço da presidente em Lisboa. Desculpa porca. Precisavam mesmo, na campanha que se avizinha, de alguém com a audácia de Franklin Martins, que já entrou em cena, sem delongas. Prestem atenção na contrapropaganda levada ao ar em que se comparam cifras supostamente gastas com mobilidade urbana e coisas afins, em reação ao que se gastou para colocar os estádios no padrão Fifa. É a onda para tentar conter a campanha para não haver a Copa do Mundo. O tempo dirá até quando os brasileiros vão se deixar arrastar por tantos arrastões, os oficiais e os da violência dos excluídos… (transcrito de O Tempo)

A garota mais famosa do mundo, na poesia de Tom e Vinicius

O maestro, instrumentista, arranjador, cantor e compositor Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994) e o diplomata, advogado, jornalista, dramaturgo, compositor e poeta Vinícius de Moraes (1913-1980), ambos cariocas, estavam em um bar bebendo em Ipanema. Como era de costume, viram passar um linda jovem (Helô Pinheiro) que voltava da escola. Vinicius começou a escrever a letra de “Garota de Ipanema”, e Jobim foi logo completando com outros versos, originando uma espécie de diálogo. “Garota de Ipanema” é uma das músicas mais gravadas no mundo, cuja primeira gravação ocorreu no LP Getz/Gilberto gravado por Stan Getz, João Gilberto e Antonio Carlos Jobim ao piano, em 1963, pela Verve.
GAROTA DE IPANEMA
Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar
Moça do corpo dourado
Do sol de lpanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar

Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor

         (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Os black blocs e a sabedoria de um menino

Celso Serra

Há alguns meses, em casa de um amigo, assistia um jornal na televisão que mostrava os “black blocs” destruindo lojas e agências bancárias aqui no Rio de Janeiro.

Paulinho, neto do meu amigo, com 6 anos de idade, também assistia, com muita atenção.

Meu amigo comentou que os desordeiros pareciam feras irracionais.

Ao fim da cena de vandalismo Paulinho perguntou ao avô a razão pela qual a polícia não usava nos mascarados a mesma arma que os “médicos dos bichos” usam na África e que faz todo animal dormir, mas não mata, seja leão ou elefante, grande ou pequeno. Disse ainda que se os mascarados estivessem “dormindo”, seria facílimo recolhê-los e colocá-los nos automóveis, rumo à prisão, como fazem os veterinários na África. Achei muita graça.

Hoje, com o crescimento colossal da tolerada baderna, fico pensando se o Paulinho, com 6 anos de idade e seu entendimento infantil, não teria dado a solução que nossas preparadas e bem remuneradas autoridades não conseguiram para o problema.

Dizem que Deus se manifesta pelas palavras das crianças.

De todo modo, seria interessante (bom para sociedade e com menos vítimas) os baderneiros acordarem dentro das grades e sem danos físicos. Para serem fotografados sem máscaras e autuados em flagrante, é claro…

Associação cria programa para atender estrangeiro que deixar Mais Médicos

Fabiana Cambricoli
O Estado de S.Paulo

A Associação Médica Brasileira (AMB) anunciou nesta quinta-feira, 13, a criação de um programa para dar apoio a estrangeiros que estiverem insatisfeitos ou quiserem abandonar o programa Mais Médicos, alvo de críticas da entidade desde a sua criação, em 2013.

De acordo com a AMB, entre os serviços oferecidos no Programa de Apoio ao Médico Estrangeiro estarão o fornecimento de cartilha com o passo-a-passo dos procedimentos a serem seguidos no local de atuação, assessoria jurídica para pedido de refúgio ou asilo no Brasil, curso preparatório para o exame Revalida, aulas de português e apoio de ONGs que atuam na garantia dos direitos individuais do médico.

Em nota divulgada quinta-feira, a entidade afirma que o objetivo do programa “é atender médicos, tanto de Cuba como de outras nacionalidades, que necessitem de orientação caso haja insatisfação no programa” ou quando quiserem pedir asilo ou refúgio no País.

Foi a AMB quem ofereceu emprego para a médica cubana Ramona Matos Rodriguez, que abandonou o programa na semana passada. Ela foi contratada pela entidade para atuar como assessora administrativa da diretoria da entidade, em Brasília, com um salário de R$ 3 mil, além de benefícios como vale-transporte, vale-refeição e plano de saúde. Pelo Mais Médicos, a médica recebia US$ 400 no Brasil e outros US$ 600 que eram depositados em uma conta em Cuba, num valor total equivalente a R$ 2,4 mil.

Juíza atua em processo em que é autora

Deu no Jornal Extra

Com a toga e o martelo na mão, uma juíza do Tribunal de Justiça do Rio entrou com ações no Judiciário pedindo indenizações contra empresas particulares. Nada de anormal, se ela mesma não tivesse proferido uma sentença (homologando uma decisão de outra magistrada) e dado despachos em três outros processos — todos tendo ela mesma como autora. No fim das contas, os seus atos acabaram colaborando com o cumprimento das decisões. O caso da magistrada Sílvia Regina Portes Criscuolo chamou a atenção da Corregedoria Geral da Justiça, que vai investigá-la.

No último dia 27 de janeiro, os desembargadores do Órgão Especial do TJ decidiram, ao analisar o voto do desembargador Valmir de Oliveira Silva, corregedor-geral da Casa, pela abertura de um processo disciplinar. De acordo com o voto do corregedor, “há indícios de irregularidade administrativa perpetrada pela magistrada”. O Artigo 134 do Código de Processo Civil proíbe um juiz a exercer suas funções em ações das quais faz parte.

O processo corre em segredo de Justiça. Em sua defesa à Corregedoria, a juíza disse que homologou a sentença “por equívoco” num dos processos (pedindo indenização por dano moral contra uma empresa de colchões). Em relação a outros três processos, ela diz que fez os despachos num bolo de ações, sem saber que fazia parte de alguns deles.

Em 1º de abril de 2013, a juíza Criscuolo ingressou com uma ação contra a empresa Praiacol Comércio e Colchões. Vinte e quatro dias depois, saiu o resultado de uma audiência de conciliação, na qual a magistrada estava presente. No mesmo dia 25, Sílvia homologou a sentença.

A audiência foi mediada por uma juíza leiga que é ligada ao Juizados Especiais Cíveis do Méier, onde a ação correu. Segundo o corregedor, em seu voto, a sentença de homologação no mesmo dia — um ato realizado no próprio Juizado no qual a representada exercia suas funções naquele mês — “torna difícil a crença na tese do mero equívoco”.

Antes da audiência, a juíza conseguira uma liminar para que a empresa entregasse uma cama box adquirida pela autora da ação (o motivo do processo). Alegava que dormia no chão

— Ela deveria ter se declarado impedida por ser a autora — diz um magistrado.

Na audiência de conciliação do processo contra a Praiacol, foi acertada a garantia de que a cama seria instalada na casa de Sílvia; também ficou acertado que ela receberia enxoval de cama. Em 4 de maio, a magistrada tornou sem efeito a sua própria sentença de homologação, alegando equívoco. No dia 10 de maio, uma outra juíza voltou a analisar o caso. Disse que não poderia cancelar a decisão, depois de sua colega ter “DECIDIDO (em letras garrafais) o PRÓPRIO” processo em que era autora.

Em outra ação, contra a Celdom Comércio de Eletrodomésticos, Sílvia não chegou a uma conciliação. Mas, na sentença dada por outra juíza, a ré foi condenada a pagar R$ 749. Em 11 de outubro de 2011, Sílvia proferiu uma sentença, julgando extinta a execução e determinando expedição de mandado de pagamento em favor de si própria.

    (Matéria enviada pelo comentarista Paulo Peres)

O mesmo advogado defende os baderneiros e o chefe de uma milícia. É só coincidência?

Yuri Sanson

Fazem muito pouco caso da inteligência do brasileiro. E é preciso dar o braço a torcer: tem funcionado. Mas até quando?

O mesmo advogado que defende um assassino condenado como chefe de máfia (a milícia, grande apoiadora do governo do Estado) é o mesmo advogado que defende os black bloc baderneiros, acusado de assassinato de um jornalista (em protestos contra a prefeitura e o governo do Estado).

Que coisa, não? Você (sim, você!) não acha isso um pouco estranho, no mínimo? Só queria saber como essas coisas ainda conseguem ganhar repercussão existindo a Internet…

Será que com essa trama fajuta dá para o governo aprovar leis criminalizando qualquer tipo de manifestação, nas ruas e pela web, com o vigilantismo do Marco Civil da Internet e a Lei AntiTerrorismo?

Eu acho que dá.

Lembrando que o povo continua nas ruas, em todo o mundo, e agora também na Venezuela.

A repressão não tem funcionado tão bem como antigamente. Uma hora essa represa vai estourar.

Se não foi o PSOL nem o PSTU, quem financiou os baderneiros?

Simone Candida
(O Globo)

Após a declaração de Caio Silva de Souza de que “os partidos que levam bandeira são os mesmos que pagam os manifestantes”, dita em depoimento à polícia, representantes dos partidos PSTU e PSOL negaram qualquer financiamento a manifestantes.

O chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, disse na manhã desta quinta-feira, que a Coordenadoria de Informações e Inteligência Policiais (Cinpol) e o setor de Inteligência da Secretaria de Segurança vão coordenar a investigação que apura o suposto aliciamento aos jovens Caio Silva de Souza e Fábio Raposo. Os dois, que já estão presos, teriam dito ao advogado Jonas Tadeu Nunes que foram aliciados e remunerados para provocar tumultos.

— Somos um partido de esquerda, com militantes que trabalham de forma voluntárias. Não pagamos sequer cabos eleitorais — afirmou o presidente nacional do partido, que acredita ainda que cabe a polícia investigar as acusações de que partidos estariam dando dinheiro ou qualquer tipo de ajuda a Black Blocs:

— O fato de militantes de partidos de esquerda levarem bandeiras para as ruas não significa que estes partidos estejam envolvidos. Se isso realmente acontece, o que os leva acreditar justamente os que estão lá com bandeiras estão por trás disso? Seria o mesmo que achar que bandido coloca placa nos local do crime — declarou.

Em nota, o PSTU também negou qualquer ligação com Black Bloc ou financiamento de manifestantes. O partido pede ainda que a denúncia seja apurada:

“Se eles receberam dinheiro para agirem como provocadores, exigimos que se diga quem os financiou. Não só quem financiou esses jovens, mas quem financia a defesa da dupla acusado-delator. No entanto, somos radicalmente contrários à perseguição que os governos vem promovendo contra os movimentos sociais. A violência instaurada naquele dia na Central do Brasil é de responsabilidade do governo e da polícia militar. Prestamos nossa solidariedade aos familiares de Santiago e continuaremos lutando para que novas tragédias como esta não aconteçam”, diz trecho da nota.

DEPOIMENTO

No depoimento dado à polícia, ao qual o jornal “Extra” teve acesso, Caio negou conhecer as pessoas que aparecem na manifestação e oferecem dinheiro a quem participa do ato. Segundo ele, “elas falam que se tiver com dificuldade financeira para voltar na próxima (manifestação), pode pegar com eles o dinheiro da passagem, bem como aparecem com lanches e quentinhas”.

Em outro trecho do depoimento, Caio não é taxativo mas diz acreditar “que os partidos que levam bandeira são os mesmos que pagam os manifestantes”. Ele informa já ter visto “bandeiras do PSOL, PSTU e FIP (Frente Independente Popular), sendo esta um dos grupos que organiza reuniões plenárias”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGSe não é PSOL nem é o PSTU, quem paga os vândalos e black blocs? Detalhe importante que precisa ser levado em conta na investigação: as bandeiras do PSOL e do PSTU sempre estiveram nos protestos, desde a primeira manifestação do grupo Passe Livre, na Avenida Presidente Vargas, que foi o começo de tudo no Rio de Janeiro e reuniu apenas cerca de 250 pessoas. Outro detalhe: PSOL e PSTU são partidos ridiculamente pobres. A acusação é grave e precisa ser apurada com seriedade. (C.N.)