Álvaro Dias afirma que Meirelles, na eleição, vai ser julgado no lugar de Temer

Resultado de imagem para alvaro dias

Dias culpa PT, MDB e PSDB pela grave crise do país

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

O pré-candidato do Podemos a presidente da República, senador Álvaro Dias (PR), afirmou nesta terça-feira (22/5) que não aceitaria selar aliança eleitoral com os três maiores partidos do País – PT, PSDB e MDB – e que o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, lançado mais cedo como nome do Palácio do Planalto na disputa, deve ser julgado nas urnas no lugar do presidente Michel Temer. Meirelles também foi presidente do Banco Central no governo do ex-presidente Lula (PT).

“Não há como não imputar responsabilidade a quem tem participado ostensivamente dos governos que levaram o País a essa situação de tragédia política e de caos administrativo”, disse Dias.

REFUNDAÇÃO – “Eu não participaria de uma aliança com partidos que foram sustentáculos desse sistema que estou combatendo e advogando a sua substituição pelo que chamo de refundação da República. O presidente da República deixou de ser julgado pela Justiça enquanto presidente, porque conseguiu da Câmara salvo-conduto, impedimento para instauração de inquérito. Quem sabe agora o povo possa julgá-lo nas eleições tendo o candidato apontado por ele como alvo desse julgamento.”

Dias falou que sua proposta de refundação da República passa pelo enxugamento da administração pública direta para 15 ministérios, privatização de estatais não ligadas à segurança nacional, redução no número de senadores, deputados federais, estaduais e vereadores nos Parlamentos, além da eliminação de privilégios de autoridades.

COMBUSTÍVEIS – Ao comentar a alta no valor dos combustíveis, Dias afirmou discordar da autorização, dada pelo presidente Michel Temer, para que o presidente da Petrobras decida sobre reajustes nos preços. Ele disse também que a solução para redução do preço para o consumidor final passa pela diminuição de tributos no setor e pela reforma tributária que impacte mais a renda e menos o consumo.

“A questão maior é a carga tributária, especialmente nos Estados Por isso, a reivindicação para o governo federal é a redução da cobrança do imposto sobre os combustíveis, PIS/Cofins… O governo tem condição de reduzir esses impostos para diminuir a carga que sobrecarrega caminhoneiros, mas não só eles. Todos os consumidores brasileiros são prejudicados com esses aumentos abusivos do custo do óleo diesel, do gás e da gasolina”, disse o senador.

PETROBRAS – “É evidente que o presidente da Petrobras quer recuperar a empresa do rombo enorme do assalto praticado contra a nossa Petrobras, mas o presidente da República tem que ter visão global dos problemas do País. O que eu vejo é que quando o dólar sobe, sobe o preço dos combustíveis. Mas quando o dólar cede, o preço dos combustíveis não cede.”

Questionado sobre suspeitas sobre o patrimônio do senador Romário, pré-candidato do Podemos ao governo do Rio, Dias disse que caberia ao aliado e ex-jogador de futebol responder: “Ele tem a bola na marca do pênalti e vai fazer o gol. Cabe a ele responder. Esse café requentado ele mata no peito e manda para o gol”, ironizou.

Polícia Civil já recebeu ordem para prender Azeredo, que deve se entregar hoje

Resultado de imagem para eduardo azeredo triste

Azeredo sumiu, mas sabe que terá de se apresentar

Fábio Correia
O Globo

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) expediu na tarde desta terça-feira o mandado de prisão contra o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB), condenado a 20 anos e um mês de prisão por peculato e lavagem dinheiro, no esquema que ficou conhecido como mensalão tucano. A Policia Civil de Minas já recebeu a ordem para prender o tucano.  Os policiais não têm permissão para entrar na residência do ex-governador antes da 6 horas, mas fazem buscas nos arredores e em outros locais onde ele possa estar.

HABEAS CORPUS – Segundo o advogado Castellar Guimarães Neto, que defende Eduardo Azeredo, o ex-governador deve se entregar, mas afirmou que ele aguarda ainda o julgamento de um habeas corpus no STJ. “O habeas corpus deve ser apreciado nas próximas horas pelo ministro Jorge Mussi. Mas, de toda forma, a defesa vai tratar com a juíza de primeiro grau quais as condições estabelecidas” — declarou a defesa, logo após a decisão do julgamento.

Ex-senador, deputado federal e governador do Estado, Eduardo Azeredo foi condenado por desvios de cerca de R$ 3,5 milhões de estatais mineiras para caixa 2 da campanha à reeleição ao estado em 1998. A defesa do ex-governador nega o envolvimento dele nos crimes.

Todos os quatro desembargadores votaram pela rejeição dos embargos, seguindo o relator Julio César Lorens, que reafirmou que a prisão deve ser efetuada de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Votaram contra o recurso da defesa Pedro Vergara, Adilson Lamounier, Alexandre de Carvalho (revisor), Fernando Caldeira Brant (substituto).

PEDIDO REJEITADO – Em seguida, os desembargadores analisaram o pedido do advogado de Azeredo, Castellar Guimarães, para que o tribunal aguardasse a publicação do acórdão da decisão desta terça para determinar a prisão. O advogado argumentou que Azeredo ainda poderia apresentar novos embargos de declaração. O pedido foi rejeitado, por quatro votos a um.

No último dia 24, a 5ª Câmara Criminal negou recurso apresentado pela defesa contra a condenação em primeira instância. Dos cinco desembargadores, dois votaram pela absolvição do ex-governador. Os desembargadores também mantiveram a decisão de só autorizar a prisão de Azeredo após se esgotarem os recursos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG).

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGCom dirigentes como Eduardo Azeredo, Sérgio Guerra, Aécio Neves e Geraldo Alckmin, o o PSDB só pode estar atuando na área da formação de quadrilha. São chaves de cadeia, como se dizia antigamente. (C.N.)

Até a última hora, Moreira quis evitar o lançamento da candidatura de Meirelles

Resultado de imagem para moreira no encontro com o futuro

Moreira acha equivocada a estratégia de Temer

Gerson Camarotti
G1 Brasília

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, tentou até o último momento reverter a disposição do presidente Michel Temer de se retirar da disputa eleitoral em 2018 e lançar a pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Moreira também tinha o apoio do marqueteiro de Temer, Elsinho Mouco. A avaliação era de que anunciar a saída da disputa eleitoral esvaziaria o poder do presidente Michel Temer.

Como antecipou nesta segunda-feira (21) o blog, acabou ganhando a tese de que era preciso colocar imediatamente o nome de Meirelles nas ruas, para que ele tenha tempo de tentar consolidar sua candidatura e se viabilizar nas pesquisas.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Ao defender o governo, é claro que Meirelles estará automaticamente defendendo e fortalecendo Temer, como presidente ou também como candidato. Pense nisso. (C.N.)

Temer lança a candidatura de Meirelles, mas será que desistiu mesmo?

Resultado de imagem para encontro com o futuro

Enquanto Temer o elogia, Meirelles brinca no celular…

Cristiane Jungblut e Catarina Alencastro
O Globo

Pressionado pelos correligionários do MDB a desistir da reeleição e assumir publicamente a pré-candidatura à Presidência de Henrique Meirelles, o presidente Michel Temer seguiu o desejo do partido e lançou na manhã desta terça-feira o nome do ex-ministro da Fazenda. Ao discursar para uma plateia de emedebistas no lançamento do documento “Encontro com o futuro”, realizado na Fundação Ulysses Guimarães, Temer se referiu a Meirelles como “o melhor entre os melhores” para representar o partido e o campo de centro nas eleições presidenciais de outubro. Ao declarar apoio ao ex-ministro da Fazenda, Temer abandona suas pretensões eleitorais e, por consequência, sua carreira nas urnas.

“Ficarei orgulhosíssimo se um dia Meirelles for proclamado, pelo voto popular, presidente do Brasil. O Meirelles é o melhor entre os melhores. Por isso, tem condições de estar à frente do nosso partido e à frente da nossa campanha eleitoral. Chamamos você e chamamos para ser presidente do Brasil!” — discursou Temer.

ÚNICO CANDIDATO – Além de referendar o nome do ex-ministro, o presidente mandou um recado direto aos partidos de centro, ao defender que Meirelles seja o “único candidato” desse conjunto de partidos.

“Que você, queira Deus, seja o único candidato do centro para continuar o que começamos. Se produzirmos agora 1/3 do que já produzimos, Meirelles, você vai pegar o país com tranquilidade absoluta” — disse.

Temer também mandou um recado para a ala do partido que deseja relegar seu governo ao passado e seguir nas eleições sem um candidato que defenda a gestão de Temer. Hoje, esse grupo está materializado nos diretórios de Alagoas, do senador Renan Calheiros; no Paraná, do senador Roberto Requião; e do Ceará, comandado pelo presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira.

UM DIREITO – “Será que o MDB tem o direito de ignorar tudo que fizemos ou (o dever) de levar adiante? Levar adiante. Não podemos negar, melhorou e em pouquíssimo tempo. Imagina em mais quatro anos. E não podemos brincar que a crise volta. O MDB nunca faltou ao país” — disse Temer.

Temer destacou por vários minutos a “competência” de Meirelles. “Se há dois anos atrás dissesse que esse nome conseguiria baixar a inflação, os juros e ainda fazer a Bolsa bater recordes, com 86, 87 pontos, se há dois anos dissesse que o Meirelles viria para o MDB e estaria aqui lançando o Encontro, com toda certeza diriam: Temer, conta outra. E foi por isso que escolhi o Meirelles para conduzir a economia e fiz a escolha corretíssima. É correto, homem simples de Goiás que ganhou o mundo, nome mais do que honrado” — disse Temer.

O presidente disse que ele continuará enfrentando os ataques ao governo: “Escolhas sempre foram marcas do nosso governo. Sou realista: sei o que fiz e o que não fiz; o que falei e o que falam por mim. Se estou resistente, é porque estamos com a verdade e ela nos fortalece. A dor da acusação injusta não vai nos paralisar. Do meu momento cuido eu, do país cuidamos todos nós, o MDB.

COBRANÇA – Em seu discurso, Temer fez uma cobrança aos membros do partido para que deixem de querer ir cada um para uma direção e se una em torno da candidatura de Meirelles. Para ele, quem não estiver unido, que saia do MDB. De acordo com o presidente, o ex-ministro será uma surpresa nas eleições, quando começar a percorrer o Brasil.

“O Meirelles é o melhor dentre os melhores, não tenho dúvida. Por isso, você tem condições de estar à frente no nosso partido e na disputa eleitoral, e será uma surpresa quando ele andar por aí com a força dos nossos líderes” — disse, emendando em seguida a cobrança:

“Nos gabamos por sermos um partido democrático. Tudo bem. Por isso é que conseguimos essa unidade absoluta. Temos que aproveitar a campanha eleitoral para mostrar a unidade. Vamos parar com essa história de eu não apoio o Meirelles. Dizer: “Ah, eu não apoio o Meirelles?”. Saia do partido. Temos que ter unidade absoluta, não podemos contemporizar. O povo brasileiro está atento” — concluiu.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Se erramos, ao afirmar que Temes não desistiria, desculpem a nossa falha… Mas acontece que em nenhum momento Temer disse que não é mais candidato. Foi um discurso meio enviesado. Temer parecia estar apenas defendendo o direito de Meirelles ser candidato e sair pelo país enaltecendo o governo, o que significa estar elogiando e apoiando o próprio Temer. Portanto, somente quando for realizada a convenção, entre 20 de julho e 5 de agosto, é que saberemos se Temer desistiu ou não. Afinal, quem pode acreditar na palavra de um homem como Temer? Posso estar totalmente errado, mas acho melhor aguardar. (C.N.)

O sonho acabou, porque até a ONU já rejeitou o recurso apresentado por Lula

Resultado de imagem para lula recorre à onu

Charge do Miguel (Jornal do Comercio/PE)

Deu no Estadão

O Comitê de Direitos Humanos da ONU rejeitou o pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que seja solto no Brasil, como parte de medidas cautelares solicitadas por seus advogados. O caso nas Nações Unidas, porém, não está encerrado e uma avaliação completa de sua situação continua sendo realizada, em análise que começou em meados de 2016.

O governo brasileiro terá mais seis meses para responder a uma série de perguntas formuladas pela ONU. Mas uma decisão, segundo a entidade, ficará apenas para 2019.

SEM CAUTELAR – “O Comitê de Direitos Humanos não concederá medidas cautelas no caso de Lula da Silva”, declarou a porta-voz de Direitos Humanos da ONU, Julia Gronnevet.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou com exclusividade no mês passado que um recurso ao Comitê de Direitos Humanos da ONU era uma possibilidade. Um dia antes de ser preso, enquanto Lula negociava com a Polícia Federal, seus advogados entraram com a queixa na ONU. A reportagem apurou que chamou a atenção do organismo a rapidez da decisão do juiz federal Sérgio Moro.

Lula foi preso no dia 7 de abril para cumprir a pena de 12 anos e um mês de reclusão que lhe foi imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o Tribunal da Lava Jato, no processo do triplex do Guarujá (SP). O ex-presidente ocupa uma “sala especial” no prédio-sede da Polícia Federal em Curitiba.

SEM DANOS A LULA – Uma resposta positiva por parte da ONU significaria, na avaliação da entidade, apertar o botão de “pausa” num processo em andamento para que eventuais violações de direitos humanos fossem avaliadas. Nesse caso, os riscos de um dano irreparável não foram constatados.

Uma eventual decisão de recomendar medidas urgentes ocorreria por conta da avaliação dos peritos da ONU de que a prisão lhe impediria de exercer plenamente seus direitos políticos. Mas o apelo não foi atendido.

Olivier de Frouville, um dos membros do Comite da ONU, explicou que a avaliação concluiu que “não houve um dano irreparável” com a prisão de Lula. “Tomamos medidas cautelas quando há um risco de dano irreparável”, explicou. “Olhando para o pedido dos advogados de defesa e para a situação presente, consideramos que, neste momento, não existe esse risco”, disse.

MUITO INCERTO – Um dos danos irreparáveis, segundo ele, seria a perda de direitos civis ou políticos por conta de uma ação. “Não estávamos convencidos de que isso era o caso”, disse. “Não há risco pessoal claro ainda”, apontou, alertando que o “estado presente é ainda muito incerto”.

De acordo com Frouville, o Comitê enviou uma carta ao governo brasileiro comunicando a decisão. Mas também alertando que o estado não poderá tomar medidas que sejam incompatíveis com o trabalho do Comitê e nem no caso de Lula.

“Vamos continuar atentos sobre o que ocorre nesse caso e, claro, os advogados de defesa tem o direito de voltar ao Comitê para pedir medidas cautelas caso tenham novas informações”, indicou. “Mas, neste ponto, o Comitê não vê risco de dano irreparável”, ressalvou.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGDepois da OEA e da ONU, só falta recorrer ao Papa e à Associação Protetora dos Animais. (C.N.)

Desembargadores rejeitam recurso e Eduardo Azeredo será mesmo preso  

Resultado de imagem para eduardo azeredo triste

Azeredo esperava a prescrição dos crimes, em setembro

Fábio Corrêa
O Globo

Por unanimidade, os desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) não aceitaram os embargos declaratórios, recurso utilizado pela defesa de Eduardo Azeredo (PSDB) para contestar a primeira decisão do tribunal, que em 23 de abril confirmou, por 3 votos a 2, a condenação por 20 anos e um mês do ex-governador por peculato e lavagem dinheiro, no esquema que ficou conhecido como mensalão tucano. Em seguida, os desembargadores negaram, por unanimidade, os embargos infringentes pedidos pela defesa, e agora, após julgar embargos de declaração, determinaram a expedição do mandado de prisão.

O revisor Alexandre de Carvalho chegou a defender a tese e indicar que a prisão só fosse expedida da próxima semana, com os embargos sobre embargos podendo ser julgados até semana que vem, monocraticamente, pelo relator Julio Cesar Lorens.

SEGUNDA INSTÃNCIA – O presidente da sessão, porém, foi contrário: “O próximo recurso é especial ou extraordinário. Quem vai julgar é o STJ e o STF. Entendo, sim, que a prestação juridicial da segunda instância está exaurida” — declarou ele, que foi acompanhado por outros três desembargadores.

Ex-senador, deputado federal e governador do Estado, Eduardo Azeredo foi condenado por desvios de cerca de R$ 3,5 milhões de estatais mineiras para caixa 2 da campanha à reeleição ao estado em 1998.

Votaram pela rejeição dos embargos os outros quatro desembargadores da 5ª Câmara Criminal, seguindo o relator Julio César Lorens, que reafirmou que a prisão deve ser efetuada de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Votaram contra o recurso da defesa Pedro Vergara, Adilson Lamounier, Alexandre de Carvalho (revisor) e Fernando Caldeira Brant (substituto).

VAI SER PRESO – No último dia 24, a 5ª Câmara Criminal negou recurso apresentado pela defesa contra a condenação em primeira instância. Dos cinco desembargadores, dois votaram pela absolvição do ex-governador. Os desembargadores também mantiveram a decisão de só autorizar a prisão de Azeredo após se esgotarem os recursos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG).

Eduardo Azeredo pode ser preso ainda este mês, após o julgamento dos embargos aos embargos, a serem apresentados pela defesa dentro de 5 dias úteis após a publicação do acórdão, A demora no julgamento do caso fez com que o ex-governador esteja prestes a ser beneficiado pela prescrição, em setembro.

Segundo o procurador de Justiça, nos embargos declaratórios, em vez de pedir esclarecimentos sobre a decisão dos desembargadores, a defesa tentou fazer com que todo o conjunto de provas dos autos fosse reavaliado para absolver o acusado. Este tipo de recurso não é capaz de mudar a condenação. Ainda cabem recursos em tribunais superiores.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O texto original tinha vários equívocos, confundindo embargos infringentes e embargos de declaração. Fizemos as correções, em tradução simultânea, e agora esclarecemos: Azeredo vai ser mesmo preso. Basta o relator Lorens rejeitar os embargos aos embargos e a decisão ser publicada. Não tem mais salvação. (C.N.)

Assessor de Janene, Genu teve medo de fazer delação e preferiu cumprir pena

Imagem relacionada

João Genu é o homem que sabia demais…

Deu no Correio Braziliense

O ex-assessor do Partido Progressista (PP) João Cláudio Genu se entregou à Polícia Federal em Brasília nesta segunda-feira (21/5) para começar a cumprir os nove anos e quatro meses de prisão a que foi condenado por corrupção, no âmbito da Operação Lava-Jato. De acordo com informações da TV Globo, o ex-assessor foi levado para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Condenado pelo juiz Sérgio Moro em dezembro de 2016 a oito anos e oito meses de cadeia, Genu teve a pena aumentada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). O ex-assessor chegou a ser preso após a condenação, mas acabou solto em abril do ano passado por decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

ASSESSOR DE JANENE – Genu, que também foi assessor do deputado federal José Janene (morto em 2010), foi condenado por participar de um esquema de corrupção em contratos da Petrobras. As investigações apontam que ele era beneficiário de parte da propina que era dirigida à Diretoria de Abastecimento da estatal. Ele também seria o responsável por repassar um percentual das verbas ao partido.

Ainda de acordo com as investigações da Lava-Jato, Genu teria sido o mentor do esquema de propina instalado na Petrobras entre 2004 e 2014, período em que o engenheiro Paulo Roberto Costa comandava a Diretoria de Abastecimento. À época em que Janene era vivo, seu então assessor ficava com 5% da propina. Após a morte do deputado, esse percentual subiu para 30% e era dividido com o doleiro Alberto Youssef.

A Operação identificou repasses de cerca de R$ 6,3 milhões ao ex-assessor do PP (entre reais, dólares e euros). Além da pena de prisão, Genu também foi condenado a ressarcir a Petrobras em R$ 3,12 milhões.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Foi uma pena Genu não ter feito delação. Atuando diretamente com Janene, ele sabe tudo sobre o esquema de corrupção. Mas ficou com medo de fazer delação e ser apagado, como se dizia antigamente. (C.N.)

Mais um amigo que se vai – o jornalista Alberto Dines, aos 86 anos

Dines era uma grande referência da imprensa brasileira

Deu no Jornal do Brasil

Morreu em São Paulo nesta terça-feira (dia 22) Alberto Dines, jornalista, professor universitário, biógrafo e escritor. A informação foi publicada pela página do Repórter Brasil, telejornal da TV Brasil, em rede social. Dines ingressou em 1962 no Jornal di Brasil, onde foi responsável por uma profunda reformulação que levou o jornal a se consolidar na vanguarda da imprensa nacional.

O jornalista, diretor do programa Observatório da Imprensa da TV Brasil, faleceu às 6h no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado devido a uma pneumonia. A causa da morte do ex- editor do JB foi insuficiência respiratória. A viúva, jornalista Norma Couri, ainda resolve se o enterro será na capital paulista ou no Rio de Janeiro.

“É com profunda tristeza que a equipe do Observatório da Imprensa comunica o falecimento de seu fundador, Alberto Dines (1932-2018), na manhã de hoje no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Estamos preparando uma edição especial sobre o legado do Mestre Dines a ser publicada em breve”, diz nota do instituto.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Mais um amigo que se vai. Antes de conhecer Dines, eu era amigo e colega de seu filho Alexandre, uma pessoa extraordinária, que me impressionava pela bondade e carinho que transmitia. Depois, conheci Dines na antiga TV Educativa, em 1998, quando ele estava negociando a criação do programa “Observatório da Imprensa”. Conversávamos muito, ficamos amigos e ele me convidou para trabalhar como editor-chefe. Passamos dois meses fazendo a preparação, criamos o formato e passamos a fazer ensaios em estúdio, até Dines pegar a manha e fazer ao vivo, pois não tinha experiência em TV. Antes da estréia, ele convidou Augusto Nunes para trabalhar conosco, e o programa foi um tremendo sucesso desde a primeira apresentação. Bons tempos, que não voltam mais. (C.N.)

Delator cita “30 anos” de crimes praticados pelo ex-governador Sérgio Cabral

Depoimentos de Miranda mostram quem é Cabral

Deu em O Globo

Em depoimento no processo derivado da Operação Unfair Play, que investiga a compra de votos no Comitê Olímpico Internacional (COI) para o Rio sediar a Olimpíada, o delator Carlos Miranda, apontado como operador de Sérgio Cabral, afirmou que pratica crimes com o ex-governador “há 30 anos”. Miranda e Cabral são amigos de infância, e o operador auxiliou o emedebista desde o início de sua carreira.

O primeiro cargo público de Cabral foi o de diretor da TurisRio, a companhia de turismo do governo estadual, para a qual foi nomeado em 1987, há 31 anos. Em 1990, elegeu-se deputado estadual pela primeira vez.

REI ARTHUR – Miranda reafirmou que Cabral admitiu, em conversa na cadeia, que houve compra de votos de membros do COI, pagos por Arthur Soares, o Rei Arthur, empresário acusado de pagar propina a Cabral em troca de contratos do governo com suas empresas.

A defesa de Cabral contestou a fala, alegando que seria inverossímil o ex-governador relatar o crime a Miranda, porque já se sabia que ele negociava uma delação. Miranda respondeu:

— Participei de uma organização criminosa em que o Sérgio era o chefe. Os comentários sobre esse crime e outros aconteceram ao longo de 30 anos.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Serginho Cabral entrou na política defendendo os jovens e os idosos. Fez uma carreira brilhante e ninguém suspeitava que ele era um artista fabuloso, estava apenas interpretando um papel. Trinta anos depois, ficou claro que se trata de um caso de paixão doentia pelo dinheiro, que nem Freud explica. (C.N.)

Ministro liberou verba da Caixa, usada em negócio de filho, aponta investigação

Resultado de imagem para gilberto occhi

Occhi aproveitou para dar uma bela ajuda à famiglia

Fábio Fabrini
Folha

Investigações internas da Caixa Econômica Federal apontam que o atual ministro da Saúde, Gilberto Occhi, liberou, quando gestor do banco, recursos que foram usados na compra de casa lotérica vendida por seu filho e seu enteado em Alagoas. O dinheiro da Caixa, segundo a investigação, foi transferido a uma prefeitura local e, em seguida, por meio da triangulação com um fornecedor, destinado à conta de uma das lotéricas negociadas. O depósito foi de R$ 200 mil.

Gustavo Occhi, filho do ministro, e Diogo Andrade dos Santos, filho da mulher dele, conseguiram concessões para explorar três casas lotéricas no estado em 2011. Na ocasião, Occhi era superintendente nacional de Gestão da Caixa no Nordeste. Depois disso, ele viria a ocupar as funções de vice-presidente e presidente do banco, cargo que deixou em abril deste ano.

TRANSAÇÕES – As três lotéricas obtidas em 2011 — em Atalaia, Coqueiro Seco e Satuba — foram vendidas pelos parentes de Occhi em janeiro de 2013.  Na mesma época, as contas das empresas receberam R$ 513 mil, referentes às transações.

Um dos depósitos, de R$ 200 mil, foi feito em 3 de janeiro daquele ano por uma prestadora de serviços da Prefeitura de Atalaia.

Seis dias antes, a fornecedora havia recebido do município um cheque de R$ 376.268,32, assinado pelo prefeito, Francisco Luiz de Albuquerque (MDB), o Chico Vigário, e o filho dele, o então secretário de Finanças Francisco Luiz de Albuquerque Júnior. Era o último dia útil de mandato do prefeito, que se despediria da gestão com a virada do ano — ele foi eleito novamente em 2016 e ainda governa o município.

O repasse só foi possível porque, na véspera da emissão do cheque, a Caixa havia transferido R$ 800 mil para a conta da prefeitura. Os recursos eram referentes à primeira parcela da venda da folha de pagamentos dos servidores de Atalaia para o banco.

MENSAGEM – O comando para que o dinheiro fosse enviado à prefeitura foi dado por Occhi em 21 de dezembro de 2012.  Naquela data, ele mandou uma mensagem para o superintendente nacional de Produtos de Pessoa Jurídica Pública e Judiciário, Luiz Robério de Souza Tavares, requerendo aval para o repasse.

Na mesma data, a gerente a ele subordinada, Heloísa Pereira de Faria, contestou a liberação, pois a Caixa ainda não havia incorporado a totalidade da folha. Faltavam mais de 300 servidores.

Robério mandou destravar o dinheiro, reportando a ela que Occhi havia lhe explicado que o restante seria internalizado até o fim do mês. Com a operação, os parentes de Occhi tiveram um ganho de pelo menos 100% em relação ao que pagaram inicialmente pelas lotéricas um ano e meio antes.

FILHOS DO PREFEITO – A prestadora de serviços do município descontou o cheque e depositou os R$ 200 mil na conta de uma das lotéricas. Segundo levantamento da Folha, trata-se da Conserg, empresa que também é fornecedora da Caixa em Alagoas.

A loteria de Atalaia passou em 23 de janeiro para as mãos dos filhos do prefeito Chico Vigário: Francine Vieira de Albuquerque Gonçalves e o ex-secretário de Finanças, que assinou o cheque.

Os dados sobre a propriedade das lotéricas foram levantadas pela Folha na Junta Comercial de Alagoas.

APURAÇÃO INDEPENDENTE – Informações sobre o caso constam de investigações da própria Caixa, entre elas a apuração independente contratada pelo Conselho de Administração ao escritório Pinheiro Neto Advogados. O relatório sobre Occhi foi concluído em fevereiro e enviado a órgãos de controle do banco.

O processo de concessão e transferência das lotéricas foi marcado por indícios de favorecimento aos parentes do ministro na Caixa.

Além das três casas no interior de Alagoas, uma quarta, em Maceió, foi posta em nome do pai do enteado do ministro. Também entrou como sócio das loterias um empresário local.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se vê, as autoridades se sujam até em pequenas empresas, sonhando com grandes negócios. E fica tudo em famiglia. (C.N.)

Bolsonaro diz que o maior problema da Amazônia é a proteção da floresta

Resultado de imagem para bolsonaro na associação comercial

Jair Bolsonaro lamentou não ser o “Rei de Roraima”

Bernardo Mello Franco
O Globo

“Se eu fosse rei de Roraima, em 20 anos teria a economia próxima à do Japão”. Assim Jair Bolsonaro começou o discurso de ontem na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Cerca de 300 empresários pagaram entre R$ 180 e R$ 220 para ouvi-lo. O ingresso dava direito a almoço, com opções de carne, massa e bacalhau.

“Nada pode ser feito lá”, reclamou o deputado, referindo-se à terra que elege Romero Jucá. Ele não explicou a mágica que igualaria o estado de menor PIB do Brasil ao terceiro país mais rico do mundo. No entanto, aproveitou para atacar os alvos de sempre: índios, ambientalistas, quilombolas.

VOTO RURALISTA – Para Bolsonaro, o problema da Amazônia não é o desmatamento, e sim a proteção da floresta. De olho no voto ruralista, ele prometeu frear a criação de reservas e rebaixar o Ministério do Meio Ambiente, que passaria a ser subordinado à Agricultura. “A questão ambiental dá pra driblar. É ter um ministro que seja patriota”, afirmou.

O capitão acusou a ONU de tramar a criação de “novos países” em território brasileiro. Em seguida, abandonou o tom nacionalista e defendeu parcerias com os Estados Unidos para explorar as riquezas da floresta. “Estive duas vezes com autoridades americanas”, disse. E quem seriam seus interlocutores no governo Trump? “Sem entrar em detalhes”, despistou.

MAIS VIOLÊNCIA – Depois da viagem amazônica, Bolsonaro engrenou o discurso radical que o impulsionou nas pesquisas. Prometeu combater a violência “com mais violência ainda”. Ameaçou reprimir ocupações com “chumbo”. Chamou os sem-terra de “marginais” e “terroristas”. Afirmou que pretende invadir o Ministério da Educação “com um lança-chamas, para tirar tudo que é simpatizante do Paulo Freire de lá”.

O deputado defendeu mudanças na lei para dificultar a punição de policiais acusados de homicídio. “Matar um vagabundo com um tiro ou 20 tem que ser a mesma coisa”, disse. Ele discursava a poucos metros da Candelária, palco da chacina que matou oito crianças e adolescentes em 1993.

Bolsonaro estava acompanhado por Paulo Guedes, seu favorito para o Ministério da Fazenda. Chegou a apresentar o economista como namorado, “heteramente falando” (sic). “Nossos cérebros estão fora do Brasil. Aqui não é um terreno fértil”, comentou. Pela animação da plateia, o capitão deve ter alguma razão.

Piada do Ano! Alckmin imita Lula e diz ser o homem mais íntegro do mundo

Resultado de imagem para alckmin

Alckmin plagiou a piada de Lula e pode ser desclassificado

Daniel Weterman,
Estadão

Defendendo-se das acusações de suposto recebimento de caixa dois na campanha de 2010, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta segunda-feira, 21, não haver alguém mais “íntegro” do que ele. Reportagem da Folha de S.Paulo publicada no domingo (20), revela que a concessionária CCR narrou ao Ministério Público de São Paulo ter contribuído com R$ 5 milhões à campanha de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes em 2010 através de caixa dois.

O tucano classificou a citação como “absurda” e disse que nem conhece o depoimento. “Tão absurdo, eu não tenho nem conhecimento disso. Pode haver alguém tão íntegro como eu, mas mais não tem”, disse o tucano, em entrevista coletiva após palestra para alunos do Ibmec, na capital paulista.

IGUAL A LULA – Ao dar a resposta, Alckmin foi remetido a uma frase do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, em janeiro de 2016, disse não haver uma “alma viva mais honesta” do que ele. Questionado sobre a associação da declaração, Alckmin afirmou que a comparação deveria ser feita com base em sua trajetória. “É só ver a minha vida, pode ver de A a Z.”

O tucano, pré-candidato à Presidência da República, disse não “esperar” que haja uma perseguição contra ele. Mas o empresário Adhemar Ribeiro, cunhado do político, é apontado como intermediário dos supostos pagamentos não declarados em campanhas de Alckmin.

“Ele nunca participou como tesoureiro de campanha, nada disso”, alegou o ex-governador. Ele declarou que a participação do cunhado nas campanhas foi apenas como “amigo”.

VOLTA DE DORIA – Diante da reinclusão do ex-prefeito de São Paulo João Doria nas especulações sobre uma candidatura presidencial, em função do baixo desempenho de Alckmin nas pesquisas, o ex-governador atribuiu o movimento a uma “criação” da imprensa em busca de “novidade”.

“A imprensa gosta de novidades, então criaram o Luciano Huck, depois criaram o Joaquim Barbosa, agora criam o João Doria. Estão desinformando a população, e nós vamos fazendo campanha”, disse. Perguntado se o movimento pró-Doria não viria de seu próprio partido, Alckmin argumentou que foi eleito como presidente da legenda com 99,8% dos votos.

CANDIDATOS DEMAIS – O PSDB, que tem Alckmin como pré-candidato ao Planalto, é uma das legendas patrocinadoras de uma manifesto a ser lançado no fim do mês pregando a união de um “centro democrático e reformista” nas eleições de outubro.

Alckmin afirmou que a proposta do grupo visa diminuir a quantidade de candidatos de centro no pleito. “Nós precisamos diminuir a fragmentação, você tem um número muito grande de candidatos que têm uma proximidade muito grande de propostas”, citou. O tucano defendeu uma “convergência” mais ampla de partidos de centro nas eleições.

TOLERÂNCIA ZERO – Durante sua palestra, Alckmin disse que os governos municipais precisam se integrar às ações de segurança pública nas cidades do País. Ele defendeu um modelo que se inspire na política de “tolerância zero”, adotada pelo ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani.

O presidenciável disse que as guardas municipais precisam, supervisionadas pela Polícia Militar, fazer também trabalho ostensivo contra a criminalidade, e não apenas segurança patrimonial. Para ele, os municípios receberiam recursos e metas para se integrarem ao combate contra o crime e efetivar ações de prevenção.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como Lula ganhou o disputadíssimo concurso Piada do Ano ao se declarar “o homem mais honesto do mundo”, Geraldo Alckmin resolve disputar com uma variante da anedota lulática. É claro que a piada de Alckmin é muito boa, mas vai ser desclassificada por se tratar de plágio. (C.N.)

Com Temer “indeciso” sobre candidatura, o MDB lança sua plataforma eleitoral

Resultado de imagem para temer indeciso

Temer olha para o futuro e não consegue enxergar nada

Cristiane Jungblut
O Globo

Nesta terça-feira, o MDB vai lançar o documento “Encontro com o futuro”, uma peça de 45 páginas que sustenta a importância do equilíbrio das contas públicas e propõe um aprofundamento na agenda reformista ao defender a redução das despesas obrigatórias da União. A proposta funciona como um programa de governo para a eleição presidencial.

Inicialmente prevista, a fala de Temer no evento tornou-se uma incógnita. O presidente poderia abandonar de vez a possibilidade de candidatura e anunciar o nome de Meirelles para o cargo. Até a tarde desta segunda-feira, porém, os organizadores do evento não sabiam dizer qual seria o discurso de Temer. Além do presidente, devem falar Romero Jucá, o presidente do MDB, o ministro Moreira Franco e o próprio Meirelles.

MISTÉRIO – “A fala de Temer é um mistério, mas é fato que o palácio tem trabalhado para evitar que ele declare Meirelles o candidato” – diz um dos integrantes da cúpula do MDB.

Na noite de domingo, membros da direção da legenda e coordenadores de núcleos internos, como mulheres, juventude e sindical, se reuniram para fechar os últimos pontos relacionados à organização do evento, que pode ter de camisetas a banners de Temer e Meirelles compondo a decoração da Fundação Ulysses Guimarães, local onde acontecerá o evento, em Brasília.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Temer faz um tremendo jogo duplo. Diz a Meirelles que não vai mais se candidatar à reeleição, mas não anuncia publicamente, sob o argumento de que seria uma demonstração de fraqueza e prejudicaria o governo. Mas será que um homem experiente como Meirelles está acreditando nessa xaropada??? (C.N.)

Rodrigo Maia articula seis partidos, mas o quadro ainda está muito confuso

Resultado de imagem para rodrigo maia

Maia acha difícil haver união dos partidos de centro

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

Pré-candidato à Presidência da República, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira, (21), que o centro deverá lançar um grande número de candidatos ao Palácio do Planalto, apesar das negociações para alianças. Na avaliação dele, as pesquisas de intenção de voto não contribuirão para a união dos presidenciáveis desse campo político.

“Do jeito que a pesquisa está, não vai mudar muito, não. Porque a pesquisa não vai dar clareza para ninguém tomar uma decisão. Vai ser uma decisão política, e não de pesquisa”, respondeu o parlamentar fluminense em entrevista em Porto Alegre (RS), ao ser questionado se acredita numa diminuição do número de candidatos de centro à Presidência no pleito deste ano.

ALIANÇA ELEITORAL – Maia vem tentando articular, nos bastidores, uma aliança eleitoral entre partidos de centro nas eleições deste ano. As conversas envolveram até agora dirigentes do DEM, PP, PRB e Solidariedade.

O presidente da Câmara também tenta atrair PR e PSC. Integrantes dessas legendas já tiveram pelo menos duas reuniões e devem voltar a se encontrar na próxima quinta-feira, (24).

Conforme vem mostrando o Estadão Broadcast nas últimas semanas, a ideia desses partidos é apoiarem um só candidato ao Planalto nas eleições deste ano. Além do DEM, PRB e Solidariedade lançaram pré-candidatos à Presidência: o empresário Flávio Rocha, dono das lojas Riachuelo, e o ex-deputado e ex-ministro Aldo Rebelo, respectivamente.

TESE DE TEMER – A declaração do presidente da Câmara é semelhante à avaliação do presidente Michel Temer. Em entrevista ao Estadão Broadcast, o emedebista considerou difícil o centro ter um só candidato ao Planalto.

“Essa candidatura de centro já vi que não prospera uma única candidatura. Acho difícil. Tenho falado com algumas pessoas e vejo que é um pouco complicado”, declarou Temer.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Desde o ano passado, DEM, PP e Solidariedade estão unidos, querem fechar juntos uma aliança com um candidato que tenha chances, o que exclui o próprio Rodrigo Maia. O problema é que Alckmin e Meirelles não decolam, Bolsonaro e Marina Silva não sabem fazer coalizão e não respeitam os aliados. Isso significa que só restam Alvaro Dias e Ciro Gomes. Por isso, o suspense é de matar o Hitchcock, como dizia o grande publicitário e compositor Miguel Gustavo. (C.N.)

Chegou um inverno bem brasileiro, na poesia criativa de Jorge de Lima

Imagem relacionada

Jorge de Lima, retratado por Portinari

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O político, médico, pintor, tradutor, biógrafo, ensaísta, romancista e poeta alagoano Jorge Mateus de Lima (1893-1953) faz um alerta: Zefa, chegou o “inverno”, muita coisa vai acontecer, desde que Jesus Cristo permita.

INVERNO
Jorge de Lima

Zefa, chegou o inverno!
Formigas de asas e tanajuras!
Chegou o inverno!
Lama e mais lama
chuva e mais chuva, Zefa!
Vai nascer tudo, Zefa,
Vai haver verde,
verde do bom,
verde nos galhos,
verde na terra,
verde em ti, Zefa,
que eu quero bem!
Formigas de asas e tanajuras!
O rio cheio,
barrigas cheias,
mulheres cheias, Zefa!
Águas nas locas,
pitus gostosos,
carás, cabojés,
e chuva e mais chuva!
Vai nascer tudo
milho, feijão,
até de novo
teu coração, Zefa!

Formigas de asas e tanajuras!
Chegou o inverno!
Chuva e mais chuva!
Vai casar, tudo,
moça e viúva!
Chegou o inverno
Covas bem fundas
pra enterrar cana:
cana caiana e flor de Cuba!
Terra tão mole
que as enxadas
nelas se afundam
com olho e tudo!
Leite e mais leite
pra requeijões!
Cargas de imbu!
Em junho o milho,
milho e canjica
pra São João!
E tudo isto, Zefa…
E mais gostoso
que tudo isso:
noites de frio,
lá fora o escuro,
lá fora a chuva,
trovão, corisco,
terras caídas,
córgos gemendo,
os caborés gemendo,
os caborés piando, Zefa!
Os cururus cantando, Zefa!
Dentro da nossa
casa de palha:
carne de sol
chia nas brasas,
farinha d’água,
café, cigarro,
cachaça, Zefa…
…rede gemendo…
Tempo gostoso!
Vai nascer tudo!
Lá fora a chuva,
chuva e mais chuva,
trovão, corisco,
terras caídas
e vento e chuva,
chuva e mais chuva!
Mas tudo isso, Zefa,
vamos dizer,
só com os poderes
de Jesus Cristo!

Lula manda o PT lançar sua pré-candidatura neste domingo, anuncia deputado

Resultado de imagem para candidatura de Lula charges

Charge do Miguel (Jornal do Comércio/PE)

Cristiane Jungblut
O Globo

O PT decidiu lançar a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência no próximo domingo, 27. A data foi escolhida pelo próprio Lula nesta segunda-feira, disse ao Globo o deputado Wadih Damous (PT-RJ), que visitou o petista na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. A decisão de anunciar o ex-presidente como candidato ocorre num momento em que governadores do partido começam abandonar o projeto lulista em nome de um plano B, que tenha condições de mobilizar eleitores em torno do partido.

A ideia do PT é realizar o lançamento da candidatura do ex-presidente no Nordeste e, depois disso, elaborar um calendário de atos políticos nas capitais.

AINDA PRESO – Condenado pelo juiz Sergio Moro a 12 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula está preso em Curitiba desde 7 de abril. O PT apostava na sua rápida libertação, por meio de recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), para deflagrar a campanha eleitoral do partido, mas a permanência de Lula na prisão tem feito com que aliados petistas estimulem o lançamento de um nome alternativo.

A ideia de adiantar o lançamento nacional da candidatura de Lula é conter a pressão por uma aliança já com o candidato do PDT, Ciro Gomes.

Damous disse que encontrou o ex-presidente “bem-humorado” e com uma vontade “inabalável” de ser presidente. “O lançamento da pré-candidatura vai acontecer no dia 27 de maio. Essa é a vontade dele” — disse Damous, que obteve o direito na Justiça de visitar Lula como advogado.

AFINAR O DISCURSO – Além de lançar o nome de Lula, a cúpula do PT pretende reunir os governadores do partido para afinar o discurso de apoio ao ex-presidente. Em uma reunião nesta quarta-feira, em Brasília, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, pretende reafirmar aos governadores que o candidato do PT é Lula, para assinalar que estimular o debate sobre um plano B, como o apoio ao pedetista Ciro Gomes, é um erro político.

Apesar de o PT insistir na candidatura de Lula, a condenação em segunda instância do petista, pelo Tribunal Regional Federal da 4 Região TRF4, em tese, deixou o ex-presidente fora do páreo nas eleições deste ano, já que, pela lei da Ficha Limpa, um condenado por órgão colegiado, como é o caso, torna-se inelegível.

MAIS RECURSOS – Ciente disso, Lula já recorreu ao STJ ou ao STF para tentar obter uma liminar e manter seu nome na disputa eleitoral. O prazo para o registro de candidatura é 15 de agosto e, até agora, a defesa do ex-presidente não obteve êxito em suas tentativas.

Apesar de a lei torná-lo inelegível, Lula não está impedido de solicitar o registro em agosto. A Lei Eleitoral diz que, com a solicitação feita, o candidato está autorizado a realizar atos de campanha até a decisão definitiva sobre o pedido de registro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que é responsável por determinar a impugnação de um candidato à Presidência.

DECISÃO DO TSE – Ainda que esteja preso, Lula poderá registrar a sua candidatura e aguardar a decisão do TSE. A Lei Eleitoral estabelece, porém, que os partidos políticos têm até 20 dias antes das eleições para substituir as suas candidaturas.

Caso o TSE negue o registro da candidatura, o PT teria que substituí-lo até o dia 17 de setembro. Caso a eventual impugnação saísse depois das eleições, e Lula fosse eleito, haveria um debate jurídico se ele poderia ou não assumir a Presidência da República.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O PT vai causar uma bagunça eleitoral jamais vista neste país. E tudo dentro da lei ou aproveitando as brechas da lei, que não incriminam falta de caráter, de dignidade ou de espírito público. Isso varia de acordo com a consciência de cada cidadão. (C.N.)   

PF mira escritório que lavou dinheiro do MDB e recebeu recursos da Rodrimar

Imagem relacionada

Milton Lyra nega ter operado com o delator Calazans

Andréia Sadi e Marcelo Parreira
G1 Brasília

Os investigadores do inquérito dos portos, que tem entre os alvos o presidente Michel Temer, miram uma nova linha de investigação: informações prestadas pelo advogado Flávio Calazans na delação premiada. Ele revelou que seu escritório serviu como centro de lavagem de dinheiro para Milton Lyra, apontado como operador do MDB. As operações, segundo Flávio Calazans, eram para Lyra “gerar caixa” para o esquema, e, por isso, “o dinheiro entrava na conta do escritório”.

Em nota, a defesa afirmou que Lyra “nunca fez ou mandou fazer qualquer depósito em favor do escritório de Flávio Calazans.”

NÃO ADVOGA – Apesar de Flavio Calazans integrar um escritório de advocacia, ele é somente bacharel em direito. A OAB de São Paulo procurou o blog para informar que ele não é registrado na entidade como advogado.

O dinheiro, segundo a delação, foi repassado pela empresa Pérola, do Grupo Rodrimar. O grupo, do setor portuário, é alvo do inquérito dos portos. A PF suspeita que um decreto assinado por Temer em 2017 beneficiou a empresa.

Esse repasse da Pérola, segundo a delação premiada, entrou na conta do escritório de Calazans entre 18 de junho de 2014 e 20 de março de 2015, em dez transferências mensais, no valor de R$ 37.500 cada uma.

DELAÇÃO PREMIADA – As informações constam no acordo de colaboração de Calazans, que foi adicionado no inquérito dos Portos. O depoimento do advogado foi incluído a pedido do Ministério Público Federal. Agora, a Polícia Federal enviou as informações para análise.

O blog obteve acesso ao depoimento, prestado pelo advogado no dia 26 de março deste ano, na sede da Procuradoria Geral da República em São Paulo.

No acordo, Calazans diz que “existia uma conta-corrente de operações entre ele e Victor Colavitti e Rodrigo Britto, sendo que o dinheiro que entrava na conta do escritório saía, imediatamente, ou alguns dias após, para contas indicadas por Rodrigo e Victor”.

INTERMEDIÁRIO – No depoimento, Rodrigo e Victor foram apontados por Calazans como intermediários de Lyra. “Afirma que 90% das operações realizadas por Victor e Rodrigo eram operações para Milton Lyra, sendo que precisavam ‘gerar caixa’ e, por isso, o dinheiro entrava na conta do escritório e 97% a 95% era devolvido às contas por eles indicadas”, diz um trecho do depoimento do advogado.

Lyra é citado em delações premiadas devido à relação com políticos. Em abril, ele teve a prisão decretada no âmbito da Operação Rizoma, que investiga prejuízos no Postalis, fundo de pensão dos funcionários nos Correios. Ele é suspeito de envolvimento no esquema que desviou recursos do fundo. Em maio, o ministro Gilmar Mendes, do STF, mandou soltar Lyra.

Sobre o repasse do Grupo Pérola, o delator apontou a existência de um grupo de empresas do setor marítimo e de portos que recebeu solicitações de Rodrigo Britto para realizarem operações financeiras.

CONTRATOS FALSOS – Calazans também disse que se reuniu com Rodrigo Brito, no escritório, dele, na Avenida Faria Lima, em meados de 2014, quando foram acertadas as operações”. Segundo o advogado, Brito elaborou minutas de contratos com as empresas em questão, “os quais eram fictícios, mas serviriam para dar suporte aos recebimentos”.

Calazans informou também que chegou a se encontrar com Ricardo Mesquita, executivo da Rodrimar, no escritório de Rodrigo Brito, mas disse que ele não participou de reunião sobre operações.

O nome da Rodrimar surgiu no meio das investigações feitas a partir da delação da JBS. A empresa é especializada em comércio exterior, atua no setor de portos, com base em Santos. Ricardo Mesquita, então executivo da empresa, apareceu no café onde o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, do MDB, que ficou conhecido como “homem da mala da JBS”, se reuniu com o executivo da J&F, Ricardo Saud.

Atendendo a pedidos, Temer não vai mais “desistir” da candidatura à reeleição

Meirelles estará presente no evento de André Puccinelli - Foto: José Cruz/Agência Brasil

Meirelles achou que sua candidatura seria anunciada

Cristiane Jungblut
O Globo

O presidente Michel Temer decidiu ouvir seu círculo pessoal de conselheiros e não deve mais formalizar na terça-feira sua desistência da disputa presidencial. Embora já tenha dito ao ex-ministro Henrique Meirelles há duas semanas, como revelado pelo Globo, que não será candidato, o presidente pretende adiar o anúncio formal para evitar perder relevância política no momento em que os partidos da base discutem a composição das alianças eleitorais de outubro.

Ministros do núcleo palaciano estão aconselhando o presidente Michel Temer a adotar um tom genérico durante o evento do MDB, falando dos avanços da economia e tratando Meirelles como uma possibilidade. Temer já desistiu de ser candidato, mas há o temor de ele ficar alijado das negociações caso seja firme na escolha de um candidato que não seja ele neste momento.

VAI DISCURSAR – Segundo aliados, Temer estará na abertura do evento e pretende discursar. “É preciso ter calma nesta hora” – disse um ministro, ao ser perguntado se Temer seria taxativo ao anunciar sua desistência e a candidatura formal de Meirelles.

Mas há uma guerra dentro do MDB. O presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), formatou o encontro desta terça-feira como um palco para o lançamento de Meirelles como candidato. Meirelles, Jucá e o ministro Moreira Franco darão uma coletiva sobre a plataforma batizada de “Encontro com o Futuro”. A avaliação de Jucá e de outros senadores é que Meirelles precisa ser lançado agora como teste, para ver se sua candidatura será viável ou não até final de julho.

MARUN APOIA TEMER – O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse ao Globo que, para ele, Temer é o melhor nome. Mas Temer tem sido pressionado a anunciar sua desistência por uma parcela cada vez maior de aliados no MDB. O grupo receia que a impopularidade do governo atrapalhe projetos eleitorais nos estados e acredita que a desistência do presidente poderia liberar o partido para construir o nome do ex-ministro Henrique Meirelles ou até mesmo para formalizar alianças regionais com outros partidos.

Por outro lado, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e de Minas e Energia, Moreira Franco, defendem que Temer atrase o anúncio e evite, assim, marcar o fim simbólico do governo.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGBem, conforme revelamos com exclusividade aqui na Tribuna da Internet, a “desistência” de Temer era mais uma “fake news”. A estratégia do Planalto é colocar Meirelles para correr o país elogiando o governo. No dia da convenção, porém, Temer vai novamente “atender a pedidos” e lançar sua candidatura, com Meirelles de vice, se até lá o ex-ministro ainda não estiver cansado de ser submetido a manipulações pelo Planalto. (C.N.)