Centrais pedem aos candidatos a volta da contribuição sindical obrigatória

FIM-DA-CONTRIBUICAO-SINDICAL

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Catia Seabra
Folha

Asfixiadas pela reforma trabalhista, sete centrais sindicais lançam nesta quarta (6) uma agenda comum a ser apresentada a todos os pré-candidatos à Presidência da República e ao Congresso. A iniciativa, assinada por CUT, CTB, Intersindical, UGT, Força Sindical, CSB e NCST inclui a distribuição de 11 milhões de panfletos aos trabalhadores. Com 22 itens, a carta de compromissos será levada no dia 13 ao Congresso. Depois, apresentada individualmente aos candidatos.

Entre as propostas, estão a revogação de medidas do governo Temer como a reforma trabalhista e o teto dos gastos, a retomada de obras de infraestrutura, a possibilidade de fixação de contribuição sindical em assembleias e a definição da jornada de trabalho em 40 horas semanais.

APOIO AO PT – Dirigentes sindicais lembram que, de 2002 a 2010, as centrais apoiaram a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ex-presidente Dilma Rousseff na corrida pelo Planalto.

Na reeleição de Dilma e no processo de impeachment da ex-presidente, essas entidades se distanciaram. Mas se aproximaram após as reformas implementadas pelo governo Temer. Reunidas novamente, as centrais estudam até a convocação de uma greve geral após a Copa do Mundo.

Presidente da Intersindical, Edson Carneiro Índio afirma que a ideia é que o documento paute as mobilizações. Segundo ele, a intensidade das mobilizações dependerá do clima nacional após a Copa.

AOS CANDIDATOS – “Essa é uma plataforma a ser apresentada aos candidatos”, diz Índio, que é filiado ao PSOL.

Filiado ao PSD e apoiador da candidatura do tucano João Dória ao governo de São Paulo, o presidente da UGT, Ricardo Patah, afirma que a atuação conjunta das centrais permite maior mobilização e visibilidade às centrais. “A desagregação só nos traz prejuízos”, disse Patah.

A falta de recursos pesou para a reunificação das centrais sindicais. Com o fim da contribuição sindical, as centrais perderam sua principal fonte de financiamento. Hoje, além de contestar a decisão na Justiça, reivindicam a regulamentação de cobrança de contribuição assistencial desde que aprovada em assembleia.

ACORDOS COLETIVOS – O segundo item da agenda prevê o incentivo a negociações coletivas e estímulo à “cooperação sindical entre os trabalhadores, inclusive com o financiamento solidário e democraticamente definido em assembleia”.

Em sua apresentação, a agenda prega o entendimento. “As adversidades do presente e as incertezas do futuro não devem provocar a interdição do debate e do diálogo ou produzir intolerância, pois nessa situação podemos ser conduzidos a tragédias econômicas, sociais e políticas, contexto no qual todos perdem”, diz o texto.

Ligada ao PT, a CUT endossa o documento, que pretende “mobilizar os trabalhadores para seu protagonismo propositivo”.“O tempo presente é tomado por iniciativas para romper o diálogo e a negociação e para desmontar o sistema de proteção social e trabalhista, criado por meio de árduas lutas dos trabalhadores”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O Brasil é recordista mundial em número de sindicatos. Há alguma coisa errada nisso. E o erro é a contribuição anual obrigatória, que enche os cofres dos sindicatos, das federações e das centrais. Apenas isso. (C.N.)

17 thoughts on “Centrais pedem aos candidatos a volta da contribuição sindical obrigatória

  1. O ministério do trabalho, que deveria proteger os trabalhadores, vende registro de sindicatos. São as instituições funcionando. Kkkkkkkkkk

  2. Caro Carlos Newton,
    Essa excrescência também está na conta do projeto de perpetuação no poder idealizado pelo PT que transformou o movimento sindical e os sindicatos numa fonte inesgotável de dinheiro e de corrupção.
    Acredite se quiser, 91% dos sindicatos existentes no mundo estão no Brasil, são 16.700.
    Nos Estados Unidos, o segundo país em número de sindicatos, tem apenas 191.
    A lei que possibilitou esse crescimento astronômico no número de sindicatos foi sancionada em 2006, pelo ex-presidente Lula.
    Dai em diante, surgiu uma série interminável de dirigentes corruptos, usando o dinheiro do trabalhador para fazer fortuna com a contribuição sindical obrigatória.
    Dizem os entendido que eram arrecadados anualmente três bilhões de reais.
    No próximo dia 28 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai votar uma ação que pode restituir a obrigatoriedade da contribuição.
    A votação praticamente já está 1 a 0, pois o ministro Edson Fachin, o relator, no despacho que encaminhou o caso para o plenário, deixou claro que irá votar favoravelmente ao pleito.
    O ministro afirmou textualmente que o fim do imposto sindical obrigatório é “grave e repercute, negativamente, na esfera jurídica dos trabalhadores”, afirmou também que para acabar com a obrigatoriedade da contribuição sindical, a reforma trabalhista deveria ter sido precedida de um “debate profundo” sobre o sistema de representação dos trabalhadores.
    É a consagração do ABSURDO.

    • Belem, não é a consagração do ABSURDO e sim a consagração do ROUBO pelo próprio STF o qual se tornou no paraíso da impunidade de todos os ladões, bandidos e assassinos do Brasil.

      • Caro Paulo2,
        É um sem fim de assaltos aos bolsos do povo brasileiro.
        É um desânimo todos os dias, porque todos os dias somos bombardeados com notícias sobre os assaltos diários aos cofres públicos.
        A situação do Brasil é DRAMÁTICA, pois não temos LIDERANÇA para colocar o trem nos trilhos…

        • Aditando o meu comentário acima, dirigido ao leitor e comentarista Paulo2, acabei de tomar conhecimento que, no programa domingão do Faustão exibido pela rede globo, o ator e diretor consagrado Miguel Falabella, afirmou que os políticos quando ficam velhos e cansados de tanto roubar os cofres da nação, colocam no congresso os filhos que continuam roubando num círculo vicioso e arrematou com muito acerto: vocês não tem vergonha na cara nem remorso quando vão dormir?
          Acertou na mosca.

  3. Não voto em candidato que apoiar a volta da Contribuição Sindical. Seja ele de direita, de esquerda, de centro ou de qualquer posição intermediária ou extremada. Com isto, já estou eliminando, praticamente, todos candidatos e não sei se sobra um para receber o meu voto.

  4. Esses sindicalistas vagabundos não têm a menor vergonha. Querem voltar ao roubo do dinheiro dos trabalhadores, através de contribuições obrigatórias!

    Se eles fossem eficientes, os trabalhadores contribuiriam por livre e espontânea vontade com os seus sindicatos! Não é mesmo?!

  5. Porque não pedem contribuição obrigatória também centro de macumba , igrejas , cemitérios , agencia de automóveis , caminhoneiros , detrans , delegacias , quartel da pm, corpo de bombeiros , defesa dos animais , defesa civil , justiça federal , justiça estadual, aeronáutica , travestis , lésbicas, homossexual , heterossexual ….etc

  6. Regime Coronel-sindicalista implantado pelo PT é o que ainda temos pois a maquina pública está contaminada. Para começar a limpeza é imprescindível não votar em quem apoia coronel e/ou sindicalista. Simples assim.

  7. Na década de 60 os sindicatos e centrais ligados a esquerda nacionalista defendiam o imposto sindical a pretexto de fortalecer o movimento, enquanto a direita, minoritária, fazia o contrário.

    Com o golpe, a intervenção nos sindicatos conduziu essa direita ao comando, que então mudou o discurso e passou a defender a manutenção do imposto, pois dele se beneficiava.

    Na redemocratização, anos 80 em diante, a esquerda, representada majoritariamente pela CUT, em nome da liberdade sindical, era contra o imposto, considerado herança do corporativismo autoritário e instrumento de controle na Era Vargas sobre o movimento sindical.

    Hoje estão todas as centrais, de todos os matizes ideológicos e cores partidárias, unidas na defesa da contribuição sindical, que enche os cofres das organizações sindicais, sustentando suas cúpulas, que exercem o poder distanciadas das bases, das classes trabalhadoras que pretendem representar.

    São as velhas práticas políticas, a gangorra de princípios que oscila de acordo com os interesses imediatos, desprovidos do conteúdo ético que deveria nortear suas propostas.

    • A CUT defende aprovação em assembléia, em vez de opção feita por cada trabalhador individualmente.

      Como essas assembléias são controladas pelas entidades, comparecem sempre seus apoiadores, na maioria, dá no mesmo.

  8. Associados dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais (lavradores e pescadores), mesmo depois de aposentados, a Confederação do sindicato ao qual era filiado, fica recebendo uma taxa mensal, tipo consignado, no benefício previdenciário do coitado.
    Qual seria justificativa para a conbrança?
    Pior ainda é nas Colônias dos pescadores: enquanto o pobre sócio come manjuba e lambari, os diretores só querem Robalo, ou aliás, Roubá-lo.

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