Figueiredo Basto nega ter vendido “proteção” a doleiros da Lava Jato

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Bastos não disse se declarou os pagamentos à Receita

Deu em O Tempo

Os doleiros Vinícius Claret, o Juca Bala, e Cláudio de Souza, conhecido como Tony ou Peter, afirmaram, em suas colaborações premiadas com a força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro, que foram obrigados a pagar propina ao advogado Antonio Figueiredo Basto.

Segundo os delatores, os pagamentos de US$ 50 mil mensais foram feitos entre 2005 e 2013, para que ficassem protegidos de supostas acusações de outros investigados ao Ministério Público e à Polícia Federal (PF). A informação foi revelada pelo “O Estado de S. Paulo”.

DELAÇÕES – Especialista na negociação de delações premiadas, Figueiredo Basto defendeu o doleiro Alberto Yousseff. Também negociou os acordos de Lúcio Bolonha Funaro, considerado o principal operador do MDB; do empreiteiro Ricardo Pessoa, do grupo UTC; e do ex-diretor da Petrobras Renato Duque.

Segundo Juca Bala, o doleiro Enrico Machado o teria procurado, entre 2005 e 2006, exigindo o pagamento da taxa mensal “a fim de possuir proteção da Polícia Federal e do Ministério Público”. A quantia combinada era entregue, segundo ele, em endereços indicados por Enrico, que também receberia valores iguais de outros doleiros. Os pagamentos seriam destinados a Figueiredo Basto e outro advogado, que não teve o nome citado.

Já Cláudio de Souza disse aos investigadores que foi instado a pagar US$ 50 mil para “fornecer proteção” a Dario Messer – considerado o doleiro dos doleiros – e outras pessoas ligadas à atividade de câmbio ilegal. Ele também diz que Basto e outro advogado que trabalharia com ele seriam os responsáveis por oferecer essa proteção.

ADVOGADO NEGA – Basto negou a acusação de cobrança de “proteção” feita pelos doleiros. “É um boato que você joga no ar. Todo mundo hoje adora atacar a honra do outro”, disse.

“Contra boato não tem como se defender”, completou Basto. O advogado afirmou que nunca teve qualquer tipo de contato com Claret, Souza nem com o doleiro Dario Messer.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A denúncia pega mal para o advogado, que é famoso e muito bem sucedido financeiramente. A primeira coisa a saber é se ele declarou os recebimentos ou manteve “por fora”. Se não declarou, não poderá alegar que foi procurado pelos doleiros, que o contrataram para defendê-los, mas julgaram que isso funcionaria como “habeas corpus” preventivo. Às vezes, uma declaração pode nos livrar de  graves problemas. (C.N.)

7 thoughts on “Figueiredo Basto nega ter vendido “proteção” a doleiros da Lava Jato

  1. Havia numa lápide o seguinte epitáfio: “Aqui jaz um homem honrado: Dr. Advogado, Ernesto do Patrocínio Infiel “. Passando ali um capira: “Uai, a mode qui enterraro dôs defunto no mermo buraco?”

  2. Segundo os delatores, os pagamentos de US$ 50 mil mensais foram feitos entre 2005 e 2013, para que ficassem protegidos de supostas acusações de outros investigados ao Ministério Público e à Polícia Federal (PF). A informação foi revelada pelo “O Estado de S. Paulo”..
    Ai me pergunto quando começa a lava-jato?
    Se houve tais pagamentos é em relação ao outras investigações longe da lava-jato, o tal do mensalão,

  3. Se não declarou é um sonegador, outro que movimenta fortunas pra lá e pra cá e a Receita nem toma conhecimento. Essa verdadeira putaria dos tais “CPFs especiais” tem que acabar, a primeira porta pra se detectar corrupção deveria ser a Receita, por óbvio.

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