Ruy Castro expressou o sentimento da torcida brasileira em relação a Neymar

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Neymar joga muita bola, mas sonha em ser ator

Pedro do Coutto

 Em sua coluna na Folha de São Paulo, edição de ontem, o jornalista Ruy Castro expressou o sentimento maciço da torcida brasileira em relação ao comportamento negativo de Neymar na Copa de 2018, na qual o Brasil foi desclassificado pela Bélgica. Ruy Castro, a meu ver, tem razão nas críticas que destacou expressando um sentimento generalizado da torcida brasileira. Da torcida só não, da própria população como um todo sobre as encenações do jogador que, com elas prejudicou o desempenho da seleção. Em primeiro lugar. seu comportamento chocou-se com a realidade dos fatos e pode ser considerado uma falsificação como o jornalista colocou no título de sua matéria.

É muito importante o comportamento dos jogadores no desenrolar das partidas. Qualquer atitude que surpreenda o bom senso reflete-se  em toda a equipe. Me lembro de 58 quando numa partida contra a Inglaterra, o centro avante Mazzola sofreu uma falta e rolou de dor no gramado.

DISSE BELINI – O capitão do selecionado, Belini, dirigiu-se a Mazzola em tom ríspido, afirmou que ele deveria enfrentar melhor os lances característicos de um jogo de futebol. E disse que se contorcendo exageradamente, a imagem que ele transmitia era de fraqueza emocional. Mazzola foi substituido por Vavá, e a lição de coragem e responsabilidade ficou para a história do futebol. Uma história que projetou Neymar ao estrelato e fez dele o personagem central das transações financeiras que marcaram seus contratos no Barcelona e no Paris Saint Germain.

Iluminado, não pode se queixar da sorte e de sua tarefa profissional. Equivocou-se. No início da Copa prendia demais a bola em seus pés e driblava em excesso, sem progressividade. Com isso dava tempo a que as defesas adversárias se armassem e, de outro lado, ampliava a distância entre o ataque brasileiro e a área adversária. Foi este aspecto que marcou sua atuação contra a Suíça. Corrigiu em parte o desempenho contra a Sérvia e o México. O treinador Tite e os companheiros da seleção devem tê-lo recriminado.

IMAGEM PATÉTICA – Recriminado ele foi também por questão de sua imagem. Entrou em campo contra a Sérvia exibindo um novo tratamento estético para seu cabelo. Choveram críticas nas redes sociais da internet e manifestações de surpresa por parte dos jornalistas esportivos que cobriam a Copa. No jogo seguinte, contra o México, cortou o cabelo e mudou o penteado. Provavelmente foi alertado da inconveniência que passou a marcar sua imagem. Cabeleireiros não faltavam. Neymar levou dois para a Taça na Rússia.

O comportamento de Neymar foi negativo, apesar de ter sido ele um dos maiores salários registrados em 2017, abrangendo todas as atividades profissionais. Vale assinalar também que a reação contrária ao perfil do craque, pelo que se sente nas ruas e se ouve nas esquinas, é de crítica e restrição.

SEM CABIMENTO – As encenações em campo não tinham cabimento. Ruy Castro. com razão, define o que elas produziram na torcida brasileira e junto aos árbitros da Copa. Neymar tem muito futebol, é um craque absoluto no domínio da bola, excepcional, sem dúvida.

Mas infelizmente, para ele e para nós, brasileiros, sua atuação no gramado na Rússia não foi compatível com seu talento.

 Acrescento: talento é uma coisa, desempenho concreto outra, sobretudo no futebol, único esperte no qual o adversário pode interferir no desempenho do outro. Ruy Castro tem razão. Nós também. Vamos esperar a próxima Copa.

 A decepção de 2018 esperemos que não se repita em 2022.

22 thoughts on “Ruy Castro expressou o sentimento da torcida brasileira em relação a Neymar

    • Mauro Jansen,

      Em 2002 mesmo antes daquela alegoria na cabeça Ronaldo estava jogando muitoooooooo. Na Rússia Neymar só caiuuuuuuuu.

    • Quando Ronaldo (Fernômeno de merda) titulo dado por Galvão Bueno, chegou botando banca que queria jogar, (1998) depois do Edmundo escalado por Zagalo, entregou a copa à França ninguém disse nada. Fenômeno foram Pelé, Garrincha, Tostão! E não esse merda = aquele que alugou um castelo para se casar com a Cicareli. Isso concordo que é um fenômeno em futilidade.

        • Nem vou contradizer a sua afirmação. A impressão nacional e internacional dizem tudo: estamos sendo gozados novamente como fomos no 7X1, quando parecia termos Deus para nos ajudar (tantas foram as preces que os nossos jogadores faziam ajoelhados em meio de campo após qualquer golzinho de MERDA).

      • Para agravar, se as regras tivessem sido obedecidas, a seleção brasileira teria sido punida por entrar em campo com uma escalação diferente da divulgada.

  1. Foi exatamente por isso que só se falou do cabelo, ridículo ou não, do Neymar. Por ele não ter jogado nada. Pois, se o Brasil tivesse ganho a copa, ninguém estaria preocupado com isso. Como hoje só lembram do topete Cascão do Fenômeno quando aparecem cenas daquela copa, porque o que marcou foi o título.

  2. Se o Brasil tivesse ganhado a Copa, até ao golpe do PT para soltar Lula seria dado pouca importância. O Brasil , mesmo ganhando Copas, é um imenso circo, onde em meio a assuntos fundamentais, se dá mais importância a coisas insignificantes. A mídia, no geral, é uma das responsáveis por isso também. Aproveitam-se disso os maus políticos ja que somos um povo de subcultura, fácil de manobrar e iludir.

  3. É bom, para Neymar e família, que esteja riquíssimo, em tão pouco tempo. A carreira é curta e, para o futuro, profissionalmente tudo é inserto. Quando parar, o que fará? Fará algo no futebol?
    As pessoas do mundo de baixo, os normais, só conseguem enxergar o que lhes é mostrado e várias vezes. Se pudessem entender que artistas, de todas as artes, a maioria dos jogadores e outros profissionais que enriquecem nas profissões pertencem a outro mundo, identificariam algo muito comum a todos eles. Raros são aqueles que investem em si próprios. Não, não estou falando em compra de carros, mulheres, homens, roupas e tudo mais de material. Falo de investimento cultural. Alguns anos passados, conversava com minha filha e, lá pelas tantas, lhe disse que determinado artista tira o modo de falar e o que dizia como se fosse “um débil mental”. De imediato me disse: “mas é rico”. Imediatamente lhe contrapus: “mas continua o que sempre foi: um débil mental.”
    Expliquei-lhe o que deseja dizer com isto. Investir em bens não é o mesmo que investir em si!
    Neymar, pelo menos até aqui, é mais um que assim age.
    Dinheiro dá a oportunidade de comprar coisas. Responsabilidade, educação, formação, equilíbrio e tantas outras coisas não são produtos que se encontre em supermercados, lojas, farmácias, etc.
    Ao apresentar-se como “cacatua” ou outro pássaro, Neymar demonstra fragilidade de personalidade e infelicidade com sua condição normal, poderia dizer um “psicólogo”.
    Se não procurar ajuda, pode ali adiante perder o caminho que vem construindo. Quantos casos podem ser mencionados com outros atletas, artistas, etc
    Fallavena

  4. Criticar Ronaldo Fenômeno por seu topete na Copa de 2002 é não entender de futebol. Ele podia até poderia ter usado um cabelo estilo ” calopsita deslumbrada” por uma simples razão: Foi o ARTILHEIRO da Copa, Prêmio Fifa Chuteira de Ouro e fez parte da seleção daquela Copa. Aliás, ele é o segundo maior artilheiro de TODAS as Copas. Veio de uma contusão gravíssima e respondeu a caçada a que era submetido em campo com gols e não com mi-mi-mis teatrais Comparar Ronaldo Fenômeno, eleito melhor jogador do mundo em 96/97 e 2002 ao “fabricado pela mídia” Neymar é uma ofensa ao bom futebol! Futebol é trabalho em equipe, o que vejo de neguinho em praça pública fazendo malabarismos com uma bola é uma grandeza e não deram a sorte de serem “descobertos e alavancados ” pela mídia esportiva. Com certeza não foi apenas por dinheiro que o Barcelona se livrou do Neymar, llá o que conta é trabalho em equipe como o Cavani e o Suárez fazem, de nada vale alguém receber uma bola e ficar ciscando de lá pra cá sem nenhuma objetividade. O PSG têm agora Mbappé…

    • Silvio, calculo que você seja muito novo e não viu Garrinha, Pelé, Tostão, Amarildo, Rivelino, Gerson, Dida, Taraféu – jogarem. Fenomenais estes. Recomendo que leia as crônicas de Nelson Rodrigues!

      • Carmen Lins tenho 62 anos e vi a todos jogarem, assisti a todos os jogos do Brasil da Copa de 66 pelas mãos do meu avô que me levava em Salvador no cine Guarany onde as partidas do Brasil eram transmitidas em video-tape. Ronaldo Fenômeno, assim como Dirceu Lopes, Rivaldo, Romário podem ser comparados a todos os nomes que vc citou acima.

  5. Neimar fez o que tinha de fazer. Nos tempos de Pelé, tinha partidas em que ele nada fazia. Botar a culpa nele ou exigir dele o impossível é um tanto injusto.
    O problema da seleção, para não fugir à regra foi o técnico, que em vez de escalar duas feras como o Firmino e o Douglas Costa, que teriam arrasado a Bélgica se jogassem desde o começo, ele os manteve na reserva e em entrevistas que dava antes da copa, o “inteligente” justificava que os dois eram armas secretas. POde?!!!
    Brasileiro , sempre brasileiro.

  6. Quem acompanhou mesmo a copa de 2002 sabe que o Brasil teve uma bela ajudinha em vários momentos. A expulsão fraudada pelo Rivaldo no jogo com a Turquia e o “penalti” fora da área que o Fred cavou. O gol pessimamente anulado da Bélgica quando estava 0x0. Além da fabulosa roubada que a a Espanha sofreu contra a Coréia quando anularam o gol marcado na prorrogação alegando que a bola “saiu” antes do cruzamento. Itália e Portugal também tiveram expulsões claramente exageradas, além de Ballack, o melhor da Alemanha, que foi expulso na semi e não jogou contra o Brasil na final. Tudo transformando o caminho do Brasil num céu de brigadeiro. Basta conferir. Não tinha VAR mas tem na internet todos o vídeos dos lances que citei.
    Porém, nada que se compare à “mano de dios” ou os 6×0 contra o Peru das copas Argentinas de 1986 e 78…

    • E nesta copa de 2018 tivemos a “falta” que não aconteceu no Griezmann, que gerou o chute aonde Pogba estava impedido atrapalhando o croata Manzuckich que o VAR não quis ver. Além do penalti contestado por muitos, até pelo Casillas da Espanha, quando a bola bate na mão. Como sempre Copa é muito business e portanto tem esquema.

  7. Falando em 1962, Garrincha foi expulso na semifinal contra o Chile, mas conseguiu jogar a final….

    Leiam “Estrela Solitaria um Brasileiro Chamado Garrincha”, de Ruy Castro, e tenham uma idéia do que rolou nos bastidores para ele ter conseguido jogar a final….

  8. Está cara não tem caráter, isto se adquiri na família. Sinceramente nunca gostei deste ator de segundo escalão. Uma culpa também é de nossa imprensa esportiva, que cria craques que não são nada, são uma imagem distorcida e desfocada dos jogadores mais antigos.

  9. na proxima copa espero q o tite tenha mais juizo e discernimento e nao convoque o cai-cai-para enxovalhar o nosso Pais ja chega os politicos e governantes(/?0)

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